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NO LIMIAR DE TUTAMEIA
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Guimarães Rosa (1968) compõe uma espécie de poética para a leitura literária nos prefácios à Tutameia. Terceiras estórias. Partindo do conceito de Arthur Schopenhauer sobre as distintas etapas da leitura, o escritor mineiro se volta para o processo revelador decorrente do inusitado do/no jogo literário, que despertaria os sentidos embotados pelo cotidiano, evocando a capacidade da literatura em des(a)fiar o hábito que urde o tecido da vida. Assim, propõe-se, neste artigo, o debate sobre a leitura literária “sob luz inteiramente outra” (SCHOPENHAUER, [18--?] apud ROSA, 1968, p. 1), entendida como a possibilidade de aumentar “nossa escassa autonomia de raciocínio” (ROSA, 1968, p. 156). Salvo a ironia rosiana, a proposta se detém no movimento paradoxal de desentranhar, a partir do corriqueiro, o incomum e o inefável, burlando os limites da repetição e da trivialidade da rotina de todos os dias. Para dialogar com a provocação rosiana, recorremos ao Prazer do texto (1973) e à Aula (2013) de Roland Barthes, em especial, a discussão acerca do teor subversivo da literatura. Constituem como fontes teóricas, também, os estudos de Genette (2009), Nunes (2013), Passos (2001) e Rowland (2009) para a compreensão das funções dos paratextos e a análise da obra de Guimarães Rosa (1968). Por fim, pretende-se analisar o diálogo crítico e criativo do autor com o público e a crítica literária do período através dos prefácios de Tutameia, retomando a aposta rosiana nas iluminações "temulentas" do literário
Title: NO LIMIAR DE TUTAMEIA
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Guimarães Rosa (1968) compõe uma espécie de poética para a leitura literária nos prefácios à Tutameia.
Terceiras estórias.
Partindo do conceito de Arthur Schopenhauer sobre as distintas etapas da leitura, o escritor mineiro se volta para o processo revelador decorrente do inusitado do/no jogo literário, que despertaria os sentidos embotados pelo cotidiano, evocando a capacidade da literatura em des(a)fiar o hábito que urde o tecido da vida.
Assim, propõe-se, neste artigo, o debate sobre a leitura literária “sob luz inteiramente outra” (SCHOPENHAUER, [18--?] apud ROSA, 1968, p.
1), entendida como a possibilidade de aumentar “nossa escassa autonomia de raciocínio” (ROSA, 1968, p.
156).
Salvo a ironia rosiana, a proposta se detém no movimento paradoxal de desentranhar, a partir do corriqueiro, o incomum e o inefável, burlando os limites da repetição e da trivialidade da rotina de todos os dias.
Para dialogar com a provocação rosiana, recorremos ao Prazer do texto (1973) e à Aula (2013) de Roland Barthes, em especial, a discussão acerca do teor subversivo da literatura.
Constituem como fontes teóricas, também, os estudos de Genette (2009), Nunes (2013), Passos (2001) e Rowland (2009) para a compreensão das funções dos paratextos e a análise da obra de Guimarães Rosa (1968).
Por fim, pretende-se analisar o diálogo crítico e criativo do autor com o público e a crítica literária do período através dos prefácios de Tutameia, retomando a aposta rosiana nas iluminações "temulentas" do literário.
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