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GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇO DE SAÚDE GERADOS EM UNIDADES ACADÊMICAS DA UFG E COORDENADO PELO IPTSP/UFG
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O gerenciamento dos Resíduos de Serviço de Saúde (RSS) é obrigatório para todos os estabelecimentos que realizam atividades com atenção à saúde humana e animal; (RDC 222/2018). Historicamente, a coleta e destinação adequada dos RSS gerados nas cidades brasileiras esteve a cargo das empresas públicas de limpeza urbana, sendo a Comurg responsável por esse serviço na cidade de Goiânia. Após a implementação da Lei 12.305 em 02/08/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a destinação dos RSS passou a ser responsabilidade do gerador. Na Universidade Federal de Goiás – UFG, desde o ano de 2007, a coleta e destinação final de resíduos químicos gerados nos laboratórios de ensino e pesquisa são encaminhados para incineração por empresa terceirizada, tendo em vista a não oferta desse serviço por empresas públicas. Inicialmente, em data previamente agendada com a empresa, os resíduos químicos eram coletados pelos técnicos da empresa, nos diversos laboratórios, com acompanhamento dos membros da Comissão de Gerenciamento Integrado de Resíduos-CGIR/PROAD/UFG. A partir do ano de 2010, com a construção na UFG, dos Abrigos Temporários para Resíduos Químicos, nos Campi Samambaia e Colemar Natal e Silva a coleta passou a ser centralizada e gerenciada pelo Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública – IPTSP. A partir de fevereiro/2016, a UFG passou a ser responsável também pela destinação dos resíduos infectantes, gerados nas unidades prestadoras de assistência à saúde e laboratórios de pesquisa, nas unidades acadêmicas localizadas no Campus Colemar Natal e Silva. O objetivo deste estudo foi apresentar os dados relativos ao volume (Kg) e custos (R$) do gerenciamento dos RSS gerados no IPTSP, Faculdade de Farmácia (FF), Faculdade de Odontologia (FO)) além dos resíduos químicos gerados na Faculdade de Nutrição (FANUT) e Escola de Engenharia Civil e Ambiental (EECA), entre junho/2011 e agosto/2018, além de registros de descartes incorretos de RSS, como forma de contribuir para a conscientização dos geradores quanto a necessidade de segregar de forma adequada os resíduos gerados. Nesse período foram destinados 46.125 kg de RSS, com média de 2.877 kg/ano de resíduos químicos e 9.240 kg/ano de resíduos infectantes/ano, ao custo total de R$ 133.762,00. Ao longo do acompanhamento do presente trabalho, observou-se um aumento crescente no volume de RSS, especialmente de resíduos infectantes, ocasionado pela falta de segregação no momento da geração. Considerando-se que a partir de setembro/2018 a UFG se tornou responsável também pela destinação dos resíduos comuns, se faz necessária e urgente a implementação de programas e treinamentos para estimular a reciclagem favorecendo a preservação do meio ambiente e reduzindo os custos financeiros para a UFG.
Title: GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇO DE SAÚDE GERADOS EM UNIDADES ACADÊMICAS DA UFG E COORDENADO PELO IPTSP/UFG
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O gerenciamento dos Resíduos de Serviço de Saúde (RSS) é obrigatório para todos os estabelecimentos que realizam atividades com atenção à saúde humana e animal; (RDC 222/2018).
Historicamente, a coleta e destinação adequada dos RSS gerados nas cidades brasileiras esteve a cargo das empresas públicas de limpeza urbana, sendo a Comurg responsável por esse serviço na cidade de Goiânia.
Após a implementação da Lei 12.
305 em 02/08/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a destinação dos RSS passou a ser responsabilidade do gerador.
Na Universidade Federal de Goiás – UFG, desde o ano de 2007, a coleta e destinação final de resíduos químicos gerados nos laboratórios de ensino e pesquisa são encaminhados para incineração por empresa terceirizada, tendo em vista a não oferta desse serviço por empresas públicas.
Inicialmente, em data previamente agendada com a empresa, os resíduos químicos eram coletados pelos técnicos da empresa, nos diversos laboratórios, com acompanhamento dos membros da Comissão de Gerenciamento Integrado de Resíduos-CGIR/PROAD/UFG.
A partir do ano de 2010, com a construção na UFG, dos Abrigos Temporários para Resíduos Químicos, nos Campi Samambaia e Colemar Natal e Silva a coleta passou a ser centralizada e gerenciada pelo Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública – IPTSP.
A partir de fevereiro/2016, a UFG passou a ser responsável também pela destinação dos resíduos infectantes, gerados nas unidades prestadoras de assistência à saúde e laboratórios de pesquisa, nas unidades acadêmicas localizadas no Campus Colemar Natal e Silva.
O objetivo deste estudo foi apresentar os dados relativos ao volume (Kg) e custos (R$) do gerenciamento dos RSS gerados no IPTSP, Faculdade de Farmácia (FF), Faculdade de Odontologia (FO)) além dos resíduos químicos gerados na Faculdade de Nutrição (FANUT) e Escola de Engenharia Civil e Ambiental (EECA), entre junho/2011 e agosto/2018, além de registros de descartes incorretos de RSS, como forma de contribuir para a conscientização dos geradores quanto a necessidade de segregar de forma adequada os resíduos gerados.
Nesse período foram destinados 46.
125 kg de RSS, com média de 2.
877 kg/ano de resíduos químicos e 9.
240 kg/ano de resíduos infectantes/ano, ao custo total de R$ 133.
762,00.
Ao longo do acompanhamento do presente trabalho, observou-se um aumento crescente no volume de RSS, especialmente de resíduos infectantes, ocasionado pela falta de segregação no momento da geração.
Considerando-se que a partir de setembro/2018 a UFG se tornou responsável também pela destinação dos resíduos comuns, se faz necessária e urgente a implementação de programas e treinamentos para estimular a reciclagem favorecendo a preservação do meio ambiente e reduzindo os custos financeiros para a UFG.
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