Search engine for discovering works of Art, research articles, and books related to Art and Culture
ShareThis
Javascript must be enabled to continue!

Dormência em sementes de plantas daninhas como mecanismo de sobrevivência: breve revisão

View through CrossRef
Um dos principais mecanismos de sobrevivência das plantas daninhas em ambientes constantemente perturbados é a alta produção de sementes. Essas possuem geralmente algum mecanismo de dormência, o qual contribui para a perpetuação de espécies interferentes nos cultivos agrícolas. A dormência pode ser caracterizada pela ausência temporária da germinação, mesmo quando em condições adequadas de sua ocorrência. Isso permite que inúmeras espécies vegetais sobrevivam às adversidades, sobretudo aquelas que dificultam ou impeçam o seu crescimento vegetativo e reprodutivo. As causas da dormência são provenientes de dois mecanismos básicos, sendo o primeiro relacionado a eventos internos das sementes (embrião) e o segundo, às características externas (tegumento, endosperma ou as barreiras impostas pelo fruto). Conceitualmente, a dormência pode ser distinguida em dois tipos: dormência primária (quando os mecanismos de dormência ocorrem ainda na planta-mãe) e secundária (quando os mecanismos de estabelecimento da dormência ocorrem após a dispersão das sementes). A ocorrência desses dois tipos de dormência é comum em plantas daninhas. A sua alternância ou ciclagem garante o fluxo de germinação destas espécies, o qual depende das características iniciais durante a formação das sementes (dormência primária) e, posteriormente, das condições ambientais (dormência secundária). Todavia, muitos são os mecanismos que coordenam a dormência, sendo a distinção destes ainda controversos. Nesse sentido, este estudo tem por objetivo abordar alguns dos principais conceitos e mecanismos de dormência em plantas daninhas, com intuito de contribuir e estimular as pesquisas, ainda escassas, nessa área.
Title: Dormência em sementes de plantas daninhas como mecanismo de sobrevivência: breve revisão
Description:
Um dos principais mecanismos de sobrevivência das plantas daninhas em ambientes constantemente perturbados é a alta produção de sementes.
Essas possuem geralmente algum mecanismo de dormência, o qual contribui para a perpetuação de espécies interferentes nos cultivos agrícolas.
A dormência pode ser caracterizada pela ausência temporária da germinação, mesmo quando em condições adequadas de sua ocorrência.
Isso permite que inúmeras espécies vegetais sobrevivam às adversidades, sobretudo aquelas que dificultam ou impeçam o seu crescimento vegetativo e reprodutivo.
As causas da dormência são provenientes de dois mecanismos básicos, sendo o primeiro relacionado a eventos internos das sementes (embrião) e o segundo, às características externas (tegumento, endosperma ou as barreiras impostas pelo fruto).
Conceitualmente, a dormência pode ser distinguida em dois tipos: dormência primária (quando os mecanismos de dormência ocorrem ainda na planta-mãe) e secundária (quando os mecanismos de estabelecimento da dormência ocorrem após a dispersão das sementes).
A ocorrência desses dois tipos de dormência é comum em plantas daninhas.
A sua alternância ou ciclagem garante o fluxo de germinação destas espécies, o qual depende das características iniciais durante a formação das sementes (dormência primária) e, posteriormente, das condições ambientais (dormência secundária).
Todavia, muitos são os mecanismos que coordenam a dormência, sendo a distinção destes ainda controversos.
Nesse sentido, este estudo tem por objetivo abordar alguns dos principais conceitos e mecanismos de dormência em plantas daninhas, com intuito de contribuir e estimular as pesquisas, ainda escassas, nessa área.

Related Results

Editorial
Editorial
Carta dos editores-chefes da RBH Nos últimos anos, a Revista Brasileira de Herbicidas - RBH tem sido uma das referências na divulgação de conhecimento científico em controle químic...
Dinâmica do banco de sementes em áreas com aplicação freqüente do herbicida glyphosate
Dinâmica do banco de sementes em áreas com aplicação freqüente do herbicida glyphosate
Embora o herbicida glyphosate seja considerado não-seletivo, várias espécies de plantas daninhas apresentam certo grau de tolerância às doses recomendadas. No Brasil, já existem re...
Qualidade fisiológica de sementes de arroz submetidas à solução de hipoclorito de sódio
Qualidade fisiológica de sementes de arroz submetidas à solução de hipoclorito de sódio
Objetivou-se verificar a eficiência do hipoclorito de sódio (NaClO) na superação de dormência e na qualidade fisiológica de sementes de arroz. O experimento foi conduzido no Labora...
Biologia e manejo de plantas daninhas em áreas de plantio direto
Biologia e manejo de plantas daninhas em áreas de plantio direto
Procurou-se relacionar alguns aspectos importantes da biologia e do manejo das plantas daninhas infestantes em áreas cultivadas sob sistema de plantio direto, com o objetivo de mos...
Potencial competitivo de cultivares de soja em relação às plantas daninhas
Potencial competitivo de cultivares de soja em relação às plantas daninhas
A utilização de métodos culturais no manejo de plantas daninhas é sempre importante dentro de sistemas agrícolas conservacionistas e que visam uma menor quantidade de herbicidas no...
Tecnologia de sementes de jurema-de-embira (Mimosa ophthalmocentra Mart. ex Benth
Tecnologia de sementes de jurema-de-embira (Mimosa ophthalmocentra Mart. ex Benth
A germinação, bem como a expressão do vigor de um lote de sementes, depende tanto de fatores intrínsecos à semente (dormência e velocidade de absorção de água), como de fatores ext...
Interferência de plantas daninhas na cultura de algodão em sistema de plantio direto
Interferência de plantas daninhas na cultura de algodão em sistema de plantio direto
Em experimento conduzido em solo de textura argilosa, localizado no município de Viçosa-MG, durante o ano agrícola 1998/1999, avaliaram-se os períodos de convivência de plantas dan...

Back to Top