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Memória Literária

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Resumo O artigo apresenta a trajetória dos arquivos dos escritores baianos Camillo de Jesus Lima (1912-1975), cujo estado toponomológico atual (DERRIDA, 2001) é considerado em movimento ou, como classificaria Marques (2015), no trânsito do privado ao público, em um “espaço intervalar”; e de Carlos Vasconcelos Maia (1923-1988), escritor que negava a prática do autoarquivamento, afirmação não confirmada por seus familiares. Em comum, os arquivos dos escritores têm as situações de ocultamento, de risco, de vulnerabilidade, mas, acima de tudo, sua manutenção pela vontade de preservação. O texto destaca a importância e valor dos documentos no conjunto arquivístico em que memória e história se imbricam em favor do conhecimento sobre os processos de produção, circulação e recepção do texto literário e o seu valor como documento da memória cultural. Considera-se a noção de documento como fato relativo à contemporaneidade, não mais limitando-o ao texto em si, mas em sentido amplo (LE GOFF, 1990; NORA, 1993; RICOEUR, 2007), seja ele escrito, ilustrado, sonoro, imagético ou expresso de qualquer outra forma, vale considerar as circunstâncias em que são produzidos, pesquisados, analisados. Palavras-chave: Acervos. Memória Literária. Documentos. Camillo de Jesus Lima. Vasconcelos Maia.   Resumen El artículo presenta la trayectoria de los archivos de los escritores baianos Camillo de Jesus Lima (1912-1975) cuyo estado actual (DERRIDA, 2001) es considerado en movimiento o, como clasificó Marques (2015), en el tránsito del privado al público, en un "espacio de intervalos"; y de Carlos Vasconcelos Maia (1923-1988), escritor que negaba la práctica del autoarquivamiento, afirmación no confirmada por sus familiares. En común, los archivos de los escritores tienen las situaciones de ocultamiento, de riesgo, de vulnerabilidad, pero, encima de todo, su mantenimiento por la voluntad de preservación. El texto destaca la importancia y valor de los documentos en el conjunto archivístico en que memoria e historia se imbrican a favor del conocimiento sobre los procesos de producción, circulación y recepción del texto literario y su valor como documento de la memoria cultural. Se considera la noción de documento como un hecho relativo a la contemporaneidad, no más limitándolo al texto en sí, sino en sentido amplio (LE GOFF, 1990; NORA, 1993), sea escrito, ilustrado, sonoro, imagético o expreso en cualquier otra forma, vale considerar las circunstancias en que son producidos, investigados, analizados. Palabras clave: Acervos. Memoria Literaria. Documentos. Camillo de Jesus Lima. Vasconcelos Maia.
Title: Memória Literária
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Resumo O artigo apresenta a trajetória dos arquivos dos escritores baianos Camillo de Jesus Lima (1912-1975), cujo estado toponomológico atual (DERRIDA, 2001) é considerado em movimento ou, como classificaria Marques (2015), no trânsito do privado ao público, em um “espaço intervalar”; e de Carlos Vasconcelos Maia (1923-1988), escritor que negava a prática do autoarquivamento, afirmação não confirmada por seus familiares.
Em comum, os arquivos dos escritores têm as situações de ocultamento, de risco, de vulnerabilidade, mas, acima de tudo, sua manutenção pela vontade de preservação.
O texto destaca a importância e valor dos documentos no conjunto arquivístico em que memória e história se imbricam em favor do conhecimento sobre os processos de produção, circulação e recepção do texto literário e o seu valor como documento da memória cultural.
Considera-se a noção de documento como fato relativo à contemporaneidade, não mais limitando-o ao texto em si, mas em sentido amplo (LE GOFF, 1990; NORA, 1993; RICOEUR, 2007), seja ele escrito, ilustrado, sonoro, imagético ou expresso de qualquer outra forma, vale considerar as circunstâncias em que são produzidos, pesquisados, analisados.
Palavras-chave: Acervos.
Memória Literária.
Documentos.
Camillo de Jesus Lima.
Vasconcelos Maia.
  Resumen El artículo presenta la trayectoria de los archivos de los escritores baianos Camillo de Jesus Lima (1912-1975) cuyo estado actual (DERRIDA, 2001) es considerado en movimiento o, como clasificó Marques (2015), en el tránsito del privado al público, en un "espacio de intervalos"; y de Carlos Vasconcelos Maia (1923-1988), escritor que negaba la práctica del autoarquivamiento, afirmación no confirmada por sus familiares.
En común, los archivos de los escritores tienen las situaciones de ocultamiento, de riesgo, de vulnerabilidad, pero, encima de todo, su mantenimiento por la voluntad de preservación.
El texto destaca la importancia y valor de los documentos en el conjunto archivístico en que memoria e historia se imbrican a favor del conocimiento sobre los procesos de producción, circulación y recepción del texto literario y su valor como documento de la memoria cultural.
Se considera la noción de documento como un hecho relativo a la contemporaneidad, no más limitándolo al texto en sí, sino en sentido amplio (LE GOFF, 1990; NORA, 1993), sea escrito, ilustrado, sonoro, imagético o expreso en cualquier otra forma, vale considerar las circunstancias en que son producidos, investigados, analizados.
Palabras clave: Acervos.
Memoria Literaria.
Documentos.
Camillo de Jesus Lima.
Vasconcelos Maia.

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