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ALTEROCÍDIO E NECROPOLÍTICA
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: A partir das compreensões do filósofo camaronês Achille Mbembe, nós traçaremos um caminho de análise sobre a construção do inimigo como uma das prerrogativas centrais das políticas de extermínio. O alterocídio como a demarcação do outro como um dessemelhante radical opera, no intramundo das políticas de morte, uma designação da injúria e, por consequência, da neutralidade e do extermínio. O interesse pela morte, simbólica e objetiva, de sujeitos negros está diretamente ligada aos interesses bélicos do necropoder que transformam corpos, narrativas e sentidos de sujeitos negros, em alvos. A dessubjetivação de mulheres negras e homens negros, em sua pluralidade, indicam que o pacto entre os semelhantes, aporte político da modernidade, recusa a dessemelhança — indicativo de sujeitos negros reificados e submetidos à toda sorte de violência. A alteridade, enquanto princípio ético do reconhecimento, a partir das lógicas do necropoder, dá lugar aos interesses vis de uma política que apresenta a morte de sujeitos negros como uma regra intransponível. Estamos interessados e interessadas em perceber como a construção do negro enquanto inimigo radical serve às insígnias do necropoder.
Title: ALTEROCÍDIO E NECROPOLÍTICA
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: A partir das compreensões do filósofo camaronês Achille Mbembe, nós traçaremos um caminho de análise sobre a construção do inimigo como uma das prerrogativas centrais das políticas de extermínio.
O alterocídio como a demarcação do outro como um dessemelhante radical opera, no intramundo das políticas de morte, uma designação da injúria e, por consequência, da neutralidade e do extermínio.
O interesse pela morte, simbólica e objetiva, de sujeitos negros está diretamente ligada aos interesses bélicos do necropoder que transformam corpos, narrativas e sentidos de sujeitos negros, em alvos.
A dessubjetivação de mulheres negras e homens negros, em sua pluralidade, indicam que o pacto entre os semelhantes, aporte político da modernidade, recusa a dessemelhança — indicativo de sujeitos negros reificados e submetidos à toda sorte de violência.
A alteridade, enquanto princípio ético do reconhecimento, a partir das lógicas do necropoder, dá lugar aos interesses vis de uma política que apresenta a morte de sujeitos negros como uma regra intransponível.
Estamos interessados e interessadas em perceber como a construção do negro enquanto inimigo radical serve às insígnias do necropoder.
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