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PIOMETRA FECHADA EM CADELA LHASA APSO: RELATO DE CASO

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Área Temática: Clínica médica e cirúrgica Denomina-se piometra o acúmulo de secreção purulenta no lúmen uterino, em consequência a influência hormonal à virulência da Escherichia coli. A piometra é apontada com duas apresentações: aberta ou fechada, sendo esta última mais grave e de caráter emergencial, pois pode evoluir para sepse e óbito se não tratada a tempo. Tem-se por escopo relatar o quadro de piometra fechada em uma cadela da raça Lhasa Apso de aproximadamente 12 anos, onde serão abordados a suspeita clínica, os exames efetuados até o diagnóstico e a técnica operatória utilizada para o tratamento. A paciente foi atendida em uma clínica, situada na cidade de Domingos Martins, onde a tutora relatou que a cadela não era castrada e havia tido cio cerca de 60 dias atrás. Ao exame físico constatou-se distensão abdominal, desidratação, mamas inchadas e com secreção purulenta de coloração escura, além disso, verificou-se a presença de um tumor na mama inguinal direita e uma possível cardiopatia durante ausculta cardíaca. De imediato recomendou-se a internação da paciente para correção da desidratação e a realização de hemograma, citologia do tumor, ultrassonografia abdominal e o eletrocardiograma. O animal foi submetido à citologia, hemograma e fluidoterapia intravenosa momentaneamente, sendo este liberado no fim do dia após a correção da desidratação. A ultrassonografia (US) e o eletrocardiograma só foram realizados seis dias após o atendimento inicial em consequência a fatores externos. A citologia foi inconclusiva e o eletrocardiograma mostrou sobrecarga de ventrículo esquerdo. O resultado do hemograma indicou anemia e leucocitose por neutrofilia e o laudo da US revelou útero aumentado e preenchido por líquido que, juntamente com a falta da secreção vaginal foi sugestivo para piometra fechada, assim, o médico veterinário recomendou o tratamento através da ovariohisterectomia (OH). Para a OH a cadela foi submetida à anestesia geral e posicionada em decúbito dorsal na calha cirúrgica, procedeu-se a antissepsia da porção ventral do abdômen e efetuada a incisão retro-umbilical na linha média. Todas as ligaduras foram feitas com nylon 3-0. A cavidade foi fechada em três planos com fio nylon 2-0. A intervenção cirúrgica foi realizada com êxito e após dez dias os pontos foram retirados. É citado que quando o tutor revela que a cadela não foi submetida a OH deve-se considerar sempre a presença da piometra, uma vez que animais com essa condição podem não demonstrar sinais por um período após o surgimento da infecção. É revelado ainda a importância da US como método ideal para confirmar a suspeita clínica em casos de piometra. Dessa forma, é certo que seja dado destaque ao tempo decorrido entre o dia da consulta, a data em que foi feita a US e a intervenção cirúrgica, ressaltando a necessidade da realização desse exame o mais rápido possível a fim de confirmar a suspeita clínica, fechar o diagnóstico e acelerar o tratamento. Certamente que a melhor forma de se tratar a piometra é fazendo a prevenção através da ovariohisterectomia, uma vez que haja possibilidade de patologias no sistema reprodutivo. PALAVRAS-CHAVE: Castracão, Cirurgia, Ovariohisterectomia
Title: PIOMETRA FECHADA EM CADELA LHASA APSO: RELATO DE CASO
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Área Temática: Clínica médica e cirúrgica Denomina-se piometra o acúmulo de secreção purulenta no lúmen uterino, em consequência a influência hormonal à virulência da Escherichia coli.
A piometra é apontada com duas apresentações: aberta ou fechada, sendo esta última mais grave e de caráter emergencial, pois pode evoluir para sepse e óbito se não tratada a tempo.
Tem-se por escopo relatar o quadro de piometra fechada em uma cadela da raça Lhasa Apso de aproximadamente 12 anos, onde serão abordados a suspeita clínica, os exames efetuados até o diagnóstico e a técnica operatória utilizada para o tratamento.
A paciente foi atendida em uma clínica, situada na cidade de Domingos Martins, onde a tutora relatou que a cadela não era castrada e havia tido cio cerca de 60 dias atrás.
Ao exame físico constatou-se distensão abdominal, desidratação, mamas inchadas e com secreção purulenta de coloração escura, além disso, verificou-se a presença de um tumor na mama inguinal direita e uma possível cardiopatia durante ausculta cardíaca.
De imediato recomendou-se a internação da paciente para correção da desidratação e a realização de hemograma, citologia do tumor, ultrassonografia abdominal e o eletrocardiograma.
O animal foi submetido à citologia, hemograma e fluidoterapia intravenosa momentaneamente, sendo este liberado no fim do dia após a correção da desidratação.
A ultrassonografia (US) e o eletrocardiograma só foram realizados seis dias após o atendimento inicial em consequência a fatores externos.
A citologia foi inconclusiva e o eletrocardiograma mostrou sobrecarga de ventrículo esquerdo.
O resultado do hemograma indicou anemia e leucocitose por neutrofilia e o laudo da US revelou útero aumentado e preenchido por líquido que, juntamente com a falta da secreção vaginal foi sugestivo para piometra fechada, assim, o médico veterinário recomendou o tratamento através da ovariohisterectomia (OH).
Para a OH a cadela foi submetida à anestesia geral e posicionada em decúbito dorsal na calha cirúrgica, procedeu-se a antissepsia da porção ventral do abdômen e efetuada a incisão retro-umbilical na linha média.
Todas as ligaduras foram feitas com nylon 3-0.
A cavidade foi fechada em três planos com fio nylon 2-0.
A intervenção cirúrgica foi realizada com êxito e após dez dias os pontos foram retirados.
É citado que quando o tutor revela que a cadela não foi submetida a OH deve-se considerar sempre a presença da piometra, uma vez que animais com essa condição podem não demonstrar sinais por um período após o surgimento da infecção.
É revelado ainda a importância da US como método ideal para confirmar a suspeita clínica em casos de piometra.
Dessa forma, é certo que seja dado destaque ao tempo decorrido entre o dia da consulta, a data em que foi feita a US e a intervenção cirúrgica, ressaltando a necessidade da realização desse exame o mais rápido possível a fim de confirmar a suspeita clínica, fechar o diagnóstico e acelerar o tratamento.
Certamente que a melhor forma de se tratar a piometra é fazendo a prevenção através da ovariohisterectomia, uma vez que haja possibilidade de patologias no sistema reprodutivo.
PALAVRAS-CHAVE: Castracão, Cirurgia, Ovariohisterectomia.

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