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Impacto da síndrome metabólica no transplante autólogo de células tronco hematopoiéticas
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Introdução: Entre as possíveis complicações em pacientes submetidos ao transplante de células-tronco hematopoiéticas estão os distúrbios metabólicos.
Objetivos: verificar a prevalência de síndrome metabólica e de seus componentes entre os pacientes internados para a realização do transplante de células-tronco hematopoiéticas e seu impacto no tempo de hospitalização, complicações e desfecho clínico.
Metodologia: Pesquisa transversal, quantitativa. Foram incluídos participantes de ambos os sexos, maiores de 18 anos, submetidos pela primeira vez ao transplante de células-tronco hematopoiéticas autólogo no período de 2019 a 2023. Foram excluídos do estudo indivíduos com menos de 18 anos, com limitações físicas para realizar as medidas antropométricas e os que apresentaram infecção por COVID-19 durante o internamento. Foram recolhidos dados clínicos, demográficos, laboratoriais, antropométricos, complicações durante o internamento e desfecho clínico. A síndrome metabólica foi identificada segundo o National Cholesterol Education Program. As análises estatísticas foram realizadas utilizando o programa estatístico R, com nível de significância de 5%.
Resultados: A amostra foi composta por 173 pacientes, maioria do sexo feminino (53,2%) e diagnóstico de mieloma múltiplo (54,9%). A síndrome metabólica foi diagnosticada em 53,4% (n=79) dos pacientes. Encontrou-se circunferência da cintura elevada em 65,7%, hipertrigliceridemia em 50,3%, pressão arterial sistólica elevada em 49,7%, HDL-c baixo em 49%, pressão arterial diastólica elevada em 38,7% e hiperglicemia em 12,4%. A obesidade abdominal esteve mais associada ao género feminino (p< 0,001). Encontrou-se significativamente, maior média de idade no grupo diagnosticado com síndrome metabólica, obesidade abdominal, pressão arterial sistólica alta e hipertrigliceridemia (p< 0,05). A presença de infecção durante o internamento foi associada significativamente a pressão diastólica alta (p= 0,022). Não foram encontradas associações significativas entre a síndrome metabólica ou seus componentes com o tempo de hospitalização.
Conclusões: Este estudo revelou alta prevalência de síndrome metabólica e de seus componentes em pacientes submetidos ao transplante de células-tronco hematopoiéticas autólogo. Entretanto, não foi encontrada associação entre a síndrome metabólica e o tempo de hospitalização.
Title: Impacto da síndrome metabólica no transplante autólogo de células tronco hematopoiéticas
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Introdução: Entre as possíveis complicações em pacientes submetidos ao transplante de células-tronco hematopoiéticas estão os distúrbios metabólicos.
Objetivos: verificar a prevalência de síndrome metabólica e de seus componentes entre os pacientes internados para a realização do transplante de células-tronco hematopoiéticas e seu impacto no tempo de hospitalização, complicações e desfecho clínico.
Metodologia: Pesquisa transversal, quantitativa.
Foram incluídos participantes de ambos os sexos, maiores de 18 anos, submetidos pela primeira vez ao transplante de células-tronco hematopoiéticas autólogo no período de 2019 a 2023.
Foram excluídos do estudo indivíduos com menos de 18 anos, com limitações físicas para realizar as medidas antropométricas e os que apresentaram infecção por COVID-19 durante o internamento.
Foram recolhidos dados clínicos, demográficos, laboratoriais, antropométricos, complicações durante o internamento e desfecho clínico.
A síndrome metabólica foi identificada segundo o National Cholesterol Education Program.
As análises estatísticas foram realizadas utilizando o programa estatístico R, com nível de significância de 5%.
Resultados: A amostra foi composta por 173 pacientes, maioria do sexo feminino (53,2%) e diagnóstico de mieloma múltiplo (54,9%).
A síndrome metabólica foi diagnosticada em 53,4% (n=79) dos pacientes.
Encontrou-se circunferência da cintura elevada em 65,7%, hipertrigliceridemia em 50,3%, pressão arterial sistólica elevada em 49,7%, HDL-c baixo em 49%, pressão arterial diastólica elevada em 38,7% e hiperglicemia em 12,4%.
A obesidade abdominal esteve mais associada ao género feminino (p< 0,001).
Encontrou-se significativamente, maior média de idade no grupo diagnosticado com síndrome metabólica, obesidade abdominal, pressão arterial sistólica alta e hipertrigliceridemia (p< 0,05).
A presença de infecção durante o internamento foi associada significativamente a pressão diastólica alta (p= 0,022).
Não foram encontradas associações significativas entre a síndrome metabólica ou seus componentes com o tempo de hospitalização.
Conclusões: Este estudo revelou alta prevalência de síndrome metabólica e de seus componentes em pacientes submetidos ao transplante de células-tronco hematopoiéticas autólogo.
Entretanto, não foi encontrada associação entre a síndrome metabólica e o tempo de hospitalização.
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