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“BIZARRIA DE ENGENHO”: SILVA ALVARENGA E O POEMA HERÓI-CÔMICO NA DOUTRINA DE FRANCISCO JOSÉ FREIRE
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Este artigo tem como objetivo efetuar análise de “Discurso sobre o poema herói-cômico”, texto que antecede O Desertor (1774), poema herói-cômico de Silva Alvarenga. Nesse texto, o poeta luso-brasileiro tenta justificar a opção pelo gênero herói-cômico diante da rejeição dos críticos. São escassos os estudos históricos e críticos de fôlego sobre a obra e, dentre os que tratam diretamente do poema, com algumas exceções, têm-se leituras ainda insuficientes e uma recepção desinteressada, fato que contrasta com a fortuna de Glaura (1801). Sendo assim, faz-se necessário tentar compreender a produção poética de Silva Alvarenga diante das convenções poéticas e retóricas que orientaram as letras no século XVIII. O principal referencial em língua portuguesa desse período é Arte Poética (1748/49), de Francisco José Freire. Pretende-se estabelecer um cotejo entre os pressupostos sobre a natureza do poema herói-cômico expostos por Alvarenga e os preceitos da doutrina poética de Freire, a fim de contribuir para a ampliação dos estudos sobre O Desertor. Para isso, além dos textos já mencionados de Freire e Alvarenga, este artigo se apoiará nas leituras de Aristóteles (1984), Candido (1975) e Genette (1971), e Ivan Teixeira (1999).
Palavras-chave: Poesia colonial. Épico. Cômico. Setecentos. Período pombalino.
Title: “BIZARRIA DE ENGENHO”: SILVA ALVARENGA E O POEMA HERÓI-CÔMICO NA DOUTRINA DE FRANCISCO JOSÉ FREIRE
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Este artigo tem como objetivo efetuar análise de “Discurso sobre o poema herói-cômico”, texto que antecede O Desertor (1774), poema herói-cômico de Silva Alvarenga.
Nesse texto, o poeta luso-brasileiro tenta justificar a opção pelo gênero herói-cômico diante da rejeição dos críticos.
São escassos os estudos históricos e críticos de fôlego sobre a obra e, dentre os que tratam diretamente do poema, com algumas exceções, têm-se leituras ainda insuficientes e uma recepção desinteressada, fato que contrasta com a fortuna de Glaura (1801).
Sendo assim, faz-se necessário tentar compreender a produção poética de Silva Alvarenga diante das convenções poéticas e retóricas que orientaram as letras no século XVIII.
O principal referencial em língua portuguesa desse período é Arte Poética (1748/49), de Francisco José Freire.
Pretende-se estabelecer um cotejo entre os pressupostos sobre a natureza do poema herói-cômico expostos por Alvarenga e os preceitos da doutrina poética de Freire, a fim de contribuir para a ampliação dos estudos sobre O Desertor.
Para isso, além dos textos já mencionados de Freire e Alvarenga, este artigo se apoiará nas leituras de Aristóteles (1984), Candido (1975) e Genette (1971), e Ivan Teixeira (1999).
Palavras-chave: Poesia colonial.
Épico.
Cômico.
Setecentos.
Período pombalino.
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