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“agradeço ao ódio”, catapulta poética de Valeska Torres
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Este trabalho pretende estudar o livro O coice da égua, de Valeska Torres, publicado em 2019. Nosso objetivo é entender como o contexto de produção da obra necessariamente afeta a forma e conteúdo dos poemas, entendendo que a poesia não é uma criação exclusivamente intelectual: as condições de vida e o corpo que a geram são primordiais para a literatura. Desde os versos e referências presentes no agradecimento e epígrafe da obra, já se percebe que a poesia da autora é potencializada pela raiva. Valeska Torres dá vazão a este sentimento por meio da poesia, não à maneira de um desabafo, mas utilizando-se desta como energia de criação que dá forma, nome e beleza à luta pela sobrevivência em um contexto opressor, desenhado no poema que abre o livro. Ao mesmo tempo, ela mira para desestabilizar as hierarquias e costumes que trabalham em prol da manutenção de um sistema excludente, denunciado e retalhado em seus versos. Com o apoio teórico de autores que compreendam a questão da raiva de maneira não reducionista e seu importante papel na poesia e na luta por igualdade, como Audre Lorde e Manuel Rui, vamos percorrendo o cenário de guerra pelo qual a linguagem se cria e se move.
Programa de Pos-Graduacao em Letras Vernaculas - PPGLEV
Title: “agradeço ao ódio”, catapulta poética de Valeska Torres
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Este trabalho pretende estudar o livro O coice da égua, de Valeska Torres, publicado em 2019.
Nosso objetivo é entender como o contexto de produção da obra necessariamente afeta a forma e conteúdo dos poemas, entendendo que a poesia não é uma criação exclusivamente intelectual: as condições de vida e o corpo que a geram são primordiais para a literatura.
Desde os versos e referências presentes no agradecimento e epígrafe da obra, já se percebe que a poesia da autora é potencializada pela raiva.
Valeska Torres dá vazão a este sentimento por meio da poesia, não à maneira de um desabafo, mas utilizando-se desta como energia de criação que dá forma, nome e beleza à luta pela sobrevivência em um contexto opressor, desenhado no poema que abre o livro.
Ao mesmo tempo, ela mira para desestabilizar as hierarquias e costumes que trabalham em prol da manutenção de um sistema excludente, denunciado e retalhado em seus versos.
Com o apoio teórico de autores que compreendam a questão da raiva de maneira não reducionista e seu importante papel na poesia e na luta por igualdade, como Audre Lorde e Manuel Rui, vamos percorrendo o cenário de guerra pelo qual a linguagem se cria e se move.
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