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COMPORTAMENTO VIRAL DA INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO: DIAGNÓSTICO MOLECULAR NO RASTREIO DO CÂNCER CERVICAL

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Objetivo: O papilomavírus humano (HPV) de alto risco é fator de risco para o desenvolvimento do câncer cervical e sua persistência viral contribui para a progressão maligna. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo investigar o comportamento viral, avaliando a persistência do HPV, bem como verificar a progressão das alterações morfológicas na citologia oncótica. Método: A amostra foi composta por 12.088 mulheres (18 a 68 anos) que realizaram PCR em tempo real para HPV de alto risco entre novembro de 2013 a março de 2022. Foram incluídas no estudo mulheres com resultado positivo para o HPV e que retornaram em mais de um momento, havendo assim persistência de positividade. Os dados utilizados foram secundários e garantiram a privacidade e confidencialidade das participantes. Conclusão: Do total, 217 mulheres (2%) apresentaram persistência viral, com 62% dos casos na faixa acima de 30 anos, sendo 72% de positividade para outros 12 HR-HPV e com citologia ASC (45%). Observou-se, em relação ao comportamento viral, regressão em 13% dos casos. Referente à progressão das alterações morfológicas, foi evidente que, em momentos posteriores de retorno ao serviço, 19% não tiveram progressão e em 51% dos casos houve regressão da lesão ou nenhuma alteração visível no citopatológico, inclusive para dois casos de mulheres diagnosticadas inicialmente com coinfecção de HR-HPV, HPV-16 e HPV-18 e em persistência viral para cinco anos ou mais. O desenvolvimento do câncer cervical leva cerca de 10 anos e em 80% dos casos o sistema imune elimina o vírus. Os resultados reforçam a necessidade de avaliação do comportamento viral por alternativas diagnósticas, como a avaliação gênica de E6/E7 e biomarcadores Ki-67 e p16, evitando assim colposcopias desnecessárias, visto que a análise do comportamento viral é essencial para prevenção.
Title: COMPORTAMENTO VIRAL DA INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO: DIAGNÓSTICO MOLECULAR NO RASTREIO DO CÂNCER CERVICAL
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Objetivo: O papilomavírus humano (HPV) de alto risco é fator de risco para o desenvolvimento do câncer cervical e sua persistência viral contribui para a progressão maligna.
Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo investigar o comportamento viral, avaliando a persistência do HPV, bem como verificar a progressão das alterações morfológicas na citologia oncótica.
Método: A amostra foi composta por 12.
088 mulheres (18 a 68 anos) que realizaram PCR em tempo real para HPV de alto risco entre novembro de 2013 a março de 2022.
Foram incluídas no estudo mulheres com resultado positivo para o HPV e que retornaram em mais de um momento, havendo assim persistência de positividade.
Os dados utilizados foram secundários e garantiram a privacidade e confidencialidade das participantes.
Conclusão: Do total, 217 mulheres (2%) apresentaram persistência viral, com 62% dos casos na faixa acima de 30 anos, sendo 72% de positividade para outros 12 HR-HPV e com citologia ASC (45%).
Observou-se, em relação ao comportamento viral, regressão em 13% dos casos.
Referente à progressão das alterações morfológicas, foi evidente que, em momentos posteriores de retorno ao serviço, 19% não tiveram progressão e em 51% dos casos houve regressão da lesão ou nenhuma alteração visível no citopatológico, inclusive para dois casos de mulheres diagnosticadas inicialmente com coinfecção de HR-HPV, HPV-16 e HPV-18 e em persistência viral para cinco anos ou mais.
O desenvolvimento do câncer cervical leva cerca de 10 anos e em 80% dos casos o sistema imune elimina o vírus.
Os resultados reforçam a necessidade de avaliação do comportamento viral por alternativas diagnósticas, como a avaliação gênica de E6/E7 e biomarcadores Ki-67 e p16, evitando assim colposcopias desnecessárias, visto que a análise do comportamento viral é essencial para prevenção.

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