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#SPODF2024-CC7 Fiabilidade do diagnóstico dos defeitos ósseos vestibulares – Caso Clínico

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Introdução: A identificação de alterações ósseas, como deiscências e fenestrações, é essencial durante o diagnóstico e planeamento ortodôntico. A avaliação da morfologia óssea pela observação clínica por norma é subestimada e a radiologia convencional apresenta limitações pela sobreposição de corticais contralaterais ou estruturas dentárias. O Cone Beam Computed Tomography (CBCT) proporciona uma visualização tridimensional desses defeitos com maior nitidez. Embora as imagens de CBCT sejam geralmente consideradas fiáveis, os estudos que examinaram a sua precisão verificaram que as mesmas subestimam a espessura da cortical óssea.O objetivo deste trabalho é comparar a precisão do diagnóstico de fenestrações e deiscências ósseas, por avaliação clínica, por CBCT e pela observação direta aquando de exposição cirúrgica, num caso onde foram realizadas corticotomias. Descrição do caso clínico: Paciente do sexo feminino, 55 anos, com padrão esquelético mesodivergente e normoclusão molar bilateral. Apresentava endognatia, discrepância dento-maxilar negativa bimaxilar e história de tratamento ortodôntico prévio. O tratamento ortodôntico foi coadjuvado com corticotomias, permitindo a observação direta de alterações ósseas e comparação com CBCT. Discussão: Uma prevalência elevada de falsos positivos quando comparamos os defeitos ósseos de imagens CBCT com observação direta são suportados pela literatura. São referidas duas possíveis justificações: a não visualização da cortical quando a sua espessura é inferior ao do corte das imagens obtidas e a semelhança de densidade entre osso e cemento. Metade dos casos de deiscências diagnosticadas através de CBCT são confirmadas na observação direta, enquanto as fenestrações só se verificam em um quarto dos casos.Neste caso clínico, as recessões gengivais pressupunham a existência de defeitos ósseos significativos, desaconselhando a expansão dentoalveolar. Após a visualização das imagens da CBCT, pensar-se-ia que o grau de deiscências nos caninos e incisivos laterais superiores seria muito próximo do comprimento do dente. No entanto, na visualização direta após o retalho muco-periósteo, verificou-se que os defeitos ósseos, apesar de significativos, não eram tão severos. Conclusões: A observação clínica é insuficiente na avaliação dos defeitos ósseos. A CBCT é um meio de diagnóstico importante, para a eventual visualização de defeitos ósseos, apesar das imagens encontradas poderem mostrar perdas maiores do que a realidade.
Title: #SPODF2024-CC7 Fiabilidade do diagnóstico dos defeitos ósseos vestibulares – Caso Clínico
Description:
Introdução: A identificação de alterações ósseas, como deiscências e fenestrações, é essencial durante o diagnóstico e planeamento ortodôntico.
A avaliação da morfologia óssea pela observação clínica por norma é subestimada e a radiologia convencional apresenta limitações pela sobreposição de corticais contralaterais ou estruturas dentárias.
O Cone Beam Computed Tomography (CBCT) proporciona uma visualização tridimensional desses defeitos com maior nitidez.
Embora as imagens de CBCT sejam geralmente consideradas fiáveis, os estudos que examinaram a sua precisão verificaram que as mesmas subestimam a espessura da cortical óssea.
O objetivo deste trabalho é comparar a precisão do diagnóstico de fenestrações e deiscências ósseas, por avaliação clínica, por CBCT e pela observação direta aquando de exposição cirúrgica, num caso onde foram realizadas corticotomias.
Descrição do caso clínico: Paciente do sexo feminino, 55 anos, com padrão esquelético mesodivergente e normoclusão molar bilateral.
Apresentava endognatia, discrepância dento-maxilar negativa bimaxilar e história de tratamento ortodôntico prévio.
O tratamento ortodôntico foi coadjuvado com corticotomias, permitindo a observação direta de alterações ósseas e comparação com CBCT.
Discussão: Uma prevalência elevada de falsos positivos quando comparamos os defeitos ósseos de imagens CBCT com observação direta são suportados pela literatura.
São referidas duas possíveis justificações: a não visualização da cortical quando a sua espessura é inferior ao do corte das imagens obtidas e a semelhança de densidade entre osso e cemento.
Metade dos casos de deiscências diagnosticadas através de CBCT são confirmadas na observação direta, enquanto as fenestrações só se verificam em um quarto dos casos.
Neste caso clínico, as recessões gengivais pressupunham a existência de defeitos ósseos significativos, desaconselhando a expansão dentoalveolar.
Após a visualização das imagens da CBCT, pensar-se-ia que o grau de deiscências nos caninos e incisivos laterais superiores seria muito próximo do comprimento do dente.
No entanto, na visualização direta após o retalho muco-periósteo, verificou-se que os defeitos ósseos, apesar de significativos, não eram tão severos.
Conclusões: A observação clínica é insuficiente na avaliação dos defeitos ósseos.
A CBCT é um meio de diagnóstico importante, para a eventual visualização de defeitos ósseos, apesar das imagens encontradas poderem mostrar perdas maiores do que a realidade.

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