Search engine for discovering works of Art, research articles, and books related to Art and Culture
ShareThis
Javascript must be enabled to continue!

A “loucura das multidões”. Crítica e autocrítica em Euclides da Cunha

View through CrossRef
RESUMO No período entre a publicação dos artigos escritos para o jornal O Estado de S. Paulo e a redação de Os sertões, Euclides da Cunha muda radicalmente sua opinião sobre o significado da revolta de Canudos, mas em nenhum momento, antes ou depois da publicação do livro, ele registra as razões dessa mudança ou propõe uma autocrítica a seu posicionamento anterior. O presente artigo examina esse silêncio, procurando diagnosticá-lo a partir do quadro teórico fornecido pela psicologia das massas adotada no livro, especialmente a de autoria do psiquiatra Nina Rodrigues. Sendo usada por Euclides para compreender a “loucura coletiva” que teria acometido os sertanejos, uma tal teoria psicológica, que caracteriza essa doença coletiva como contagiosa, poderá dar pistas sobre a “contaminação” do próprio autor da denúncia contra a República, explicando, ao menos em parte, sua omissão ao não se incluir entre os causadores da tragédia.
Title: A “loucura das multidões”. Crítica e autocrítica em Euclides da Cunha
Description:
RESUMO No período entre a publicação dos artigos escritos para o jornal O Estado de S.
Paulo e a redação de Os sertões, Euclides da Cunha muda radicalmente sua opinião sobre o significado da revolta de Canudos, mas em nenhum momento, antes ou depois da publicação do livro, ele registra as razões dessa mudança ou propõe uma autocrítica a seu posicionamento anterior.
O presente artigo examina esse silêncio, procurando diagnosticá-lo a partir do quadro teórico fornecido pela psicologia das massas adotada no livro, especialmente a de autoria do psiquiatra Nina Rodrigues.
Sendo usada por Euclides para compreender a “loucura coletiva” que teria acometido os sertanejos, uma tal teoria psicológica, que caracteriza essa doença coletiva como contagiosa, poderá dar pistas sobre a “contaminação” do próprio autor da denúncia contra a República, explicando, ao menos em parte, sua omissão ao não se incluir entre os causadores da tragédia.

Related Results

Tecnologias de contagem de multidões
Tecnologias de contagem de multidões
Este estudo investiga a importância da escolha dos métodos de contagem de multidões para o planejamento e gestão de eventos, evidenciando a necessidade de estimativas precisas de p...
Quando a loucura é da cabeça
Quando a loucura é da cabeça
Este artigo apresenta o desenvolvimento da etiologia das doenças mentais no projeto crítico de Immanuel Kant. Desenvolvimento que produziu uma revisão de suas noções inicias de lou...
Euclides da Cunha: uma genealogia
Euclides da Cunha: uma genealogia
Este artigo pretende discutir uma das relações estabelecidas entre a figura de Euclides da Cunhae o imaginário moderno nos primórdios do século XX, em período imediatamente posteri...
Corpo, arte e loucura em Arthur Bispo do Rosário
Corpo, arte e loucura em Arthur Bispo do Rosário
Resumo Este artigo investiga a relação corpo, arte e loucura na obra de Arthur Bispo do Rosário, pelo referencial teórico psicanalítico freud-lacaniano em diálogo com outros campos...
O VERDE HISTÓRICO DA PRAÇA EUCLIDES DA CUNHA
O VERDE HISTÓRICO DA PRAÇA EUCLIDES DA CUNHA
Os primeiros jardins públicos, de caráter moderno, foram criados no Brasil por Roberto Burle Marx na década de 1930 na cidade do Recife. Para o paisagista o desenho de um jardim é ...
"O Eclipse da Razão": a loucura em "Crime e Castigo"
"O Eclipse da Razão": a loucura em "Crime e Castigo"
Neste artigo, propomos que o romance Crime e castigo, de Dostoiévski, sugere um olhar metafísico sobre a loucura, contrapondo-o a uma percepção imediatamente adversa àquele orgânic...

Back to Top