Javascript must be enabled to continue!
Temporalidade em Husserl
View through CrossRef
O objetivo deste artigo é apresentar, na perspectiva de Edmund Husserl, os conceitos de consciência, de subjetividade e de tempo. Para o desenvolvimento desse intento são utilizados, principalmente, os seguintes textos originais husserlianos: Investigações Lógicas, Lições para uma Fenomenologia da Consciência Interna do Tempo e Meditações Cartesianas. Neste texto, é apresentado, inicialmente, o conceito de consciência como unidade real-fenomenológica das vivências do eu, como autoconsciência e como vivência intencional. A subjetividade é abordada a partir dos conceitos de eu empírico e de eu puro. Já o tempo é exposto sob o viés fenomenológico. Por fim, no último item, é abordada a relação intrínseca estabelecida entre os conceitos de tempo e de subjetividade, sendo evidenciado, assim, o conceito de fluxo absoluto de vivências, que é ausente de tempo, que é o absoluto último e verdadeiro. Paradoxalmente, é demonstrado que é no próprio fluxo que a temporalidade se origina, sendo na temporalidade, por intermédio das vivências, que a vida subjetiva se efetiva e se consolida. Ou seja, é explicitado que o tempo é o catalisador do desenvolvimento da subjetividade por intermédio das vivências temporais e que é nessa relação autogênica essencial que são criadas as condições para o desenrolar da vida em unidade, cujo processo é caracterizado pela abertura ao tempo, um fluir na perpetuidade viva do presente.
Title: Temporalidade em Husserl
Description:
O objetivo deste artigo é apresentar, na perspectiva de Edmund Husserl, os conceitos de consciência, de subjetividade e de tempo.
Para o desenvolvimento desse intento são utilizados, principalmente, os seguintes textos originais husserlianos: Investigações Lógicas, Lições para uma Fenomenologia da Consciência Interna do Tempo e Meditações Cartesianas.
Neste texto, é apresentado, inicialmente, o conceito de consciência como unidade real-fenomenológica das vivências do eu, como autoconsciência e como vivência intencional.
A subjetividade é abordada a partir dos conceitos de eu empírico e de eu puro.
Já o tempo é exposto sob o viés fenomenológico.
Por fim, no último item, é abordada a relação intrínseca estabelecida entre os conceitos de tempo e de subjetividade, sendo evidenciado, assim, o conceito de fluxo absoluto de vivências, que é ausente de tempo, que é o absoluto último e verdadeiro.
Paradoxalmente, é demonstrado que é no próprio fluxo que a temporalidade se origina, sendo na temporalidade, por intermédio das vivências, que a vida subjetiva se efetiva e se consolida.
Ou seja, é explicitado que o tempo é o catalisador do desenvolvimento da subjetividade por intermédio das vivências temporais e que é nessa relação autogênica essencial que são criadas as condições para o desenrolar da vida em unidade, cujo processo é caracterizado pela abertura ao tempo, um fluir na perpetuidade viva do presente.
Related Results
Qu’est-ce qu’un signe linguistique? Le revers psychologique de la théorie husserlienne des actes de signification à l’époque des "Recherches logiques"
Qu’est-ce qu’un signe linguistique? Le revers psychologique de la théorie husserlienne des actes de signification à l’époque des "Recherches logiques"
Dans le § 8 de la 1ère recherche logique Husserl explique qu'est-ce que c'est l'expression (Ausdruck), par opposition à un autre type de signe: l'indice (Anzeichen). Ce qu'est en j...
Horkheimer's Criticism of Husserl
Horkheimer's Criticism of Husserl
This article focuses on Max Horkheimer’s criticism of Husserl’s phenomenology in basic philosophical matters such as method, theory, logic, truth, metaphysics, etc. Horkheimer obje...
FERRER SANTOS, Urbano; SÁNCHEZ‐MIGALLÓN, Sergio., La ética de Edmund Husserl. Madrid/Sevilla, Thémata‐ Plaza y Valdés, 2011. 214 p
FERRER SANTOS, Urbano; SÁNCHEZ‐MIGALLÓN, Sergio., La ética de Edmund Husserl. Madrid/Sevilla, Thémata‐ Plaza y Valdés, 2011. 214 p
Con este libro se amplía la investigación sobre la ética de Husserl que Urbano Ferrer había presentado algunos años antes en la sección final de su obra general sobre la fenomenolo...
EDMUND HUSSERL’S CONCEPTION OF MAN
EDMUND HUSSERL’S CONCEPTION OF MAN
Edmund Husserl’s exploration of the concept of man through phenomenology forms the basis of this study. Husserl posits that man, as an intentional being, constructs both the extern...
What is Analytic Philosophy
What is Analytic Philosophy
Special Issue: What is Analytic PhilosophyReferencesHaaparantaG. P. Baker and P. M. S. Hacker. Frege: Logical Excavations. Oxford, Blackwell, 1984.M. Dummett. The Interpretation of...
Lo inédito viable como despliegue del horizonte de lo posible. Una aproximación fenomenológica a la obra de Paulo Freire
Lo inédito viable como despliegue del horizonte de lo posible. Una aproximación fenomenológica a la obra de Paulo Freire
En este trabajo ensayamos una aproximación fenomenológica a la obra del filósofo y pedagogo Paulo Freire y, más concretamente, a su categoría de inédito viable, a la luz de la comp...
AS TEMPORALIDADES DE EXCEÇÃO
AS TEMPORALIDADES DE EXCEÇÃO
O objetivo deste artigo consiste em discutir o conceito de temporalidade de exceção. A partir da leitura de Origens do Totalitarismo notamos o surgimento de uma temporalidade petri...
Edmund Husserl
Edmund Husserl
Edmund Husserl (b. 1859–d. 1938) is a central figure in 20th-century philosophy. A student of Brentano (b. 1838–d. 1917) and a contemporary of Frege (b. 1848–d. 1925), he is the fo...

