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Brincadeiras e interações na educação infantil em tempos de ensino remoto: percepções docentes.
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O presente trabalho volta seu olhar para compreender, a partir da visão das professores de Educação Infantil, como o ensino remoto interferiu nos processos de interação e nas brincadeiras com as crianças pequenas. Para entender a totalidade do contexto em que a Educação Infantil está inserida, a investigação foi feita a partir dos pressupostos teóricos e epistemológicos que fundamentam a abordagem qualitativa, numa perspectiva crítico-dialética, a partir das reflexões em Gamboa 2007, Severino 2001, Bodgan e Biklen 1982. A análise de conteúdo foi subsidiada a partir das categorias: práxis apoiado em Freire 2013, mediação e hegemonia a partir das concepções de Cury 1985. Já as categorias teóricas de análise foram: Educação Infantil apoiadas em Ariés 1981, Kuhlmann Junior 2000, Estatuto da criança e do Adolescente 1990 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 93 9496; Interação e Brincadeira a partir das Diretrizes Curriculares Nacional 1998; Ensino Remoto com base no parecer 5/2020 do Conselho nacional de Educação. Educação Contextualizada e Aprendizagem Significativa apoiado em Carvalho e Reis 2013, Martins 2006, e Nogueira 2015. O locus da pesquisa foi o Município de Sumé PB e os sujeitos colaboradores foram professoras da Educação Infantil. Assim, o trabalho foi desenvolvido com três procedimentos de pesquisa: o estudo exploratório a partir do levantamento das produções acadêmicas da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação e da Sistemoteca da Universidade Federal de Campina Grande no Curso de Especialização em Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido; a análise documental, afim de favorecer a construção de dados teve por base as concepções de Fonseca 2002, o questionário apoiado em Gil 1999, e a apreensão de sentidos e significados do conhecimento apoiado em Aguiar, Soares e Machado 2015. A concepção de Educação Infantil, que norteia esse trabalho é concebida a partir da Lei de Diretrizes e Bases, como a primeira etapa da Educação Básica 9394/96. O marco normativo da Educação Infantil foi ampliado a partir das contribuições de Vygotskyb 1997/1998, que referencia a interação entre os seres humanos como fundamental para o seu desenvolvimento enquanto ser social, e a brincadeira é entendida como atividade social da criança, cuja natureza e origem específicas são elementos essenciais para a construção de sua personalidade e compreensão da realidade na qual se insere. A pesquisa evidenciou que as interações na educação infantil no contexto das aulas remotas está acontecendo, no entanto, de forma limitada mediada por recursos tecnológicos. A pesquisa revelou que a pandemia ao suscitar a suspensão das aulas e atividades presenciais, evidenciou ainda mais as desigualdades sociais, econômicas e educacionais, mas também explicitou as particularidades de cada etapa da Educação Básica, e a necessidade dos sujeitos em cada uma delas. Educar bebês e crianças pequenas da educação infantil durante a pandemia, com todos os protocolos e limites impostos pela Covid-19, é um dos desafios que se impõem às professoras.
Title: Brincadeiras e interações na educação infantil em tempos de ensino remoto: percepções docentes.
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O presente trabalho volta seu olhar para compreender, a partir da visão das professores de Educação Infantil, como o ensino remoto interferiu nos processos de interação e nas brincadeiras com as crianças pequenas.
Para entender a totalidade do contexto em que a Educação Infantil está inserida, a investigação foi feita a partir dos pressupostos teóricos e epistemológicos que fundamentam a abordagem qualitativa, numa perspectiva crítico-dialética, a partir das reflexões em Gamboa 2007, Severino 2001, Bodgan e Biklen 1982.
A análise de conteúdo foi subsidiada a partir das categorias: práxis apoiado em Freire 2013, mediação e hegemonia a partir das concepções de Cury 1985.
Já as categorias teóricas de análise foram: Educação Infantil apoiadas em Ariés 1981, Kuhlmann Junior 2000, Estatuto da criança e do Adolescente 1990 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 93 9496; Interação e Brincadeira a partir das Diretrizes Curriculares Nacional 1998; Ensino Remoto com base no parecer 5/2020 do Conselho nacional de Educação.
Educação Contextualizada e Aprendizagem Significativa apoiado em Carvalho e Reis 2013, Martins 2006, e Nogueira 2015.
O locus da pesquisa foi o Município de Sumé PB e os sujeitos colaboradores foram professoras da Educação Infantil.
Assim, o trabalho foi desenvolvido com três procedimentos de pesquisa: o estudo exploratório a partir do levantamento das produções acadêmicas da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação e da Sistemoteca da Universidade Federal de Campina Grande no Curso de Especialização em Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido; a análise documental, afim de favorecer a construção de dados teve por base as concepções de Fonseca 2002, o questionário apoiado em Gil 1999, e a apreensão de sentidos e significados do conhecimento apoiado em Aguiar, Soares e Machado 2015.
A concepção de Educação Infantil, que norteia esse trabalho é concebida a partir da Lei de Diretrizes e Bases, como a primeira etapa da Educação Básica 9394/96.
O marco normativo da Educação Infantil foi ampliado a partir das contribuições de Vygotskyb 1997/1998, que referencia a interação entre os seres humanos como fundamental para o seu desenvolvimento enquanto ser social, e a brincadeira é entendida como atividade social da criança, cuja natureza e origem específicas são elementos essenciais para a construção de sua personalidade e compreensão da realidade na qual se insere.
A pesquisa evidenciou que as interações na educação infantil no contexto das aulas remotas está acontecendo, no entanto, de forma limitada mediada por recursos tecnológicos.
A pesquisa revelou que a pandemia ao suscitar a suspensão das aulas e atividades presenciais, evidenciou ainda mais as desigualdades sociais, econômicas e educacionais, mas também explicitou as particularidades de cada etapa da Educação Básica, e a necessidade dos sujeitos em cada uma delas.
Educar bebês e crianças pequenas da educação infantil durante a pandemia, com todos os protocolos e limites impostos pela Covid-19, é um dos desafios que se impõem às professoras.
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