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O OLHAR DO ASSISTENTE SOCIAL NO PROCESSO DE CHEGADA/INSERÇÃO DA CRIANÇA E DAS FAMÍLIAS NA CRECHE
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O termo “inserção” refere-se aos primeiros dias da criança na creche, quando a maior parte das unidades de Educação Infantil planejam atividades específicas voltadas para o acolhimento não só das crianças, mas também de seus familiares (pais, avós). Sentimentos como insegurança, culpa e ansiedade, permeiam essa fase, em que a criança ficará boa parte do tempo afastada do convívio familiar. Estabelecer uma parceria logo neste primeiro momento, torna a relação mais segura, num clima de confiança e co-responsabilidade. Incluir os familiares, promove a conquista de sentimentos como afeição e carinho nesta nova fase da vida de todos. Diante de um leque de possibilidades que se constrói nesse momento de chegada, o Assistente Social desenvolverá um trabalho coletivo, tendo como norte uma proposta interdisciplinar, participativa e democrática, interagindo, construindo projetos de intervenção e propostas, criando um canal de comunicação e mediação com as famílias e com os profissionais que atuam naquele espaço. Com a participação dos familiares e da equipe, é possível construir relações de confiança, conhecimento e apoio mútuo, desenvolvendo atividades, enfatizando a necessidade de todos na construção de uma dinâmica, cuja perspectiva interdisciplinar contribua para fortalecer as relações criança-crechefamília ao longo do período de inserção, que acontecem através das “rodas de conversa”. Temas como gestão participativa e o direito à fala, contribuirão para que o Assistente Social amplie o conceito de cidadania, sendo voz para todos os atores envolvidos no processo. Outrossim, com essa metodologia, o profissional pode abordar outras temáticas relacionadas às questões de gênero, ao mito da maternidade, dentre inúmeras situações presentes no cotidiano familiar e social. Buscando refletir sobre a perspectiva sócio interacionista de Educação Infantil, ele pode atuar e desenvolver, momentos de reflexão e crescimento, aprofundando as relações, propiciando a interlocução entre as famílias e a instituição. Assim poderão expressar seus medos, desejos, anseios, dúvidas e incertezas em relação ao momento de inserção. Através do envolvimento com as famílias, sob o olhar do Assistente Social no processo de chegada, envolvendo todos os sujeitos - criança, família, equipe pedagógica, o resultado do trabalho fará parte do Calendário Escolar da Instituição, com encontros mensais e não somente no momento de chegada. Todos nós – educadores que somos – devemos imprimir a nossa marca. Os desafios e conquistas devem ser encarados por todos como etapas conquistadas a cada dia. É importante que a Instituição esteja aberta para a família, pois é através de uma aproximação com ela e estabelecendo parcerias, que são criados laços fortes que representam uma conquista para o Assistente Social. Através de diálogos e trocas com a inserção das famílias nesse primeiro momento e entendendo a criança enquanto sujeito histórico-social, esse lugar de aprendizado, de encontros e desencontros, emoções e frustrações, pode representar, acima de tudo, um lugar de muitas possibilidades, onde mais do que abrir a porta da Creche, abra-lhes também, o coração. PALAVRAS-CHAVE: ASSISTENTE SOCIAL, CRECHE, CRIANCA, EDUCACAO INFANTIL
Title: O OLHAR DO ASSISTENTE SOCIAL NO PROCESSO DE CHEGADA/INSERÇÃO DA CRIANÇA E DAS FAMÍLIAS NA CRECHE
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O termo “inserção” refere-se aos primeiros dias da criança na creche, quando a maior parte das unidades de Educação Infantil planejam atividades específicas voltadas para o acolhimento não só das crianças, mas também de seus familiares (pais, avós).
Sentimentos como insegurança, culpa e ansiedade, permeiam essa fase, em que a criança ficará boa parte do tempo afastada do convívio familiar.
Estabelecer uma parceria logo neste primeiro momento, torna a relação mais segura, num clima de confiança e co-responsabilidade.
Incluir os familiares, promove a conquista de sentimentos como afeição e carinho nesta nova fase da vida de todos.
Diante de um leque de possibilidades que se constrói nesse momento de chegada, o Assistente Social desenvolverá um trabalho coletivo, tendo como norte uma proposta interdisciplinar, participativa e democrática, interagindo, construindo projetos de intervenção e propostas, criando um canal de comunicação e mediação com as famílias e com os profissionais que atuam naquele espaço.
Com a participação dos familiares e da equipe, é possível construir relações de confiança, conhecimento e apoio mútuo, desenvolvendo atividades, enfatizando a necessidade de todos na construção de uma dinâmica, cuja perspectiva interdisciplinar contribua para fortalecer as relações criança-crechefamília ao longo do período de inserção, que acontecem através das “rodas de conversa”.
Temas como gestão participativa e o direito à fala, contribuirão para que o Assistente Social amplie o conceito de cidadania, sendo voz para todos os atores envolvidos no processo.
Outrossim, com essa metodologia, o profissional pode abordar outras temáticas relacionadas às questões de gênero, ao mito da maternidade, dentre inúmeras situações presentes no cotidiano familiar e social.
Buscando refletir sobre a perspectiva sócio interacionista de Educação Infantil, ele pode atuar e desenvolver, momentos de reflexão e crescimento, aprofundando as relações, propiciando a interlocução entre as famílias e a instituição.
Assim poderão expressar seus medos, desejos, anseios, dúvidas e incertezas em relação ao momento de inserção.
Através do envolvimento com as famílias, sob o olhar do Assistente Social no processo de chegada, envolvendo todos os sujeitos - criança, família, equipe pedagógica, o resultado do trabalho fará parte do Calendário Escolar da Instituição, com encontros mensais e não somente no momento de chegada.
Todos nós – educadores que somos – devemos imprimir a nossa marca.
Os desafios e conquistas devem ser encarados por todos como etapas conquistadas a cada dia.
É importante que a Instituição esteja aberta para a família, pois é através de uma aproximação com ela e estabelecendo parcerias, que são criados laços fortes que representam uma conquista para o Assistente Social.
Através de diálogos e trocas com a inserção das famílias nesse primeiro momento e entendendo a criança enquanto sujeito histórico-social, esse lugar de aprendizado, de encontros e desencontros, emoções e frustrações, pode representar, acima de tudo, um lugar de muitas possibilidades, onde mais do que abrir a porta da Creche, abra-lhes também, o coração.
PALAVRAS-CHAVE: ASSISTENTE SOCIAL, CRECHE, CRIANCA, EDUCACAO INFANTIL.
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