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CONSTRUÇÕES RESULTATIVAS INFINITIVAS EM PORTUGUÊS BRASILEIRO
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O objetivo deste trabalho é retomar a discussão sobre construções resultativas em português brasileiro, presentes especialmente nos trabalhos de Lobato (2004) e Barbosa (2008). Argumentamos que, embora do ponto de vista sintático essas construções sejam diferentes em português e inglês (ver MARCELINO, 2007; BARBOSA, 2008), do ponto de vista semântico, é possível que se encontrem similaridades entre elas. Nossa proposta parte da análise sobre o fenômeno apresentada em Parsons (1990): ao traçar um paralelo entre sentenças como "John hammered the metal flat" - chamadas pelo autor de "resultative tags" - e "João martelou a lata até achatar", concluímos que esta sentença em português tem as mesmas propriedades semânticas e a mesma forma lógica das resultative tags em inglês. Isso nos leva a assumir que o português brasileiro possui, sim, construções resultativas (ao contrário do que afirma Barbosa), mas que essas construções não são aquelas propostas por Lobato (2004), tais como "Maria cortou o cabelo curto". Nesse caso, entendemos que está correta a observação de Barbosa (2008) de que essas construções se relacionam ao estado resultante e não a construções resultativas como ocorre no inglês.
Title: CONSTRUÇÕES RESULTATIVAS INFINITIVAS EM PORTUGUÊS BRASILEIRO
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O objetivo deste trabalho é retomar a discussão sobre construções resultativas em português brasileiro, presentes especialmente nos trabalhos de Lobato (2004) e Barbosa (2008).
Argumentamos que, embora do ponto de vista sintático essas construções sejam diferentes em português e inglês (ver MARCELINO, 2007; BARBOSA, 2008), do ponto de vista semântico, é possível que se encontrem similaridades entre elas.
Nossa proposta parte da análise sobre o fenômeno apresentada em Parsons (1990): ao traçar um paralelo entre sentenças como "John hammered the metal flat" - chamadas pelo autor de "resultative tags" - e "João martelou a lata até achatar", concluímos que esta sentença em português tem as mesmas propriedades semânticas e a mesma forma lógica das resultative tags em inglês.
Isso nos leva a assumir que o português brasileiro possui, sim, construções resultativas (ao contrário do que afirma Barbosa), mas que essas construções não são aquelas propostas por Lobato (2004), tais como "Maria cortou o cabelo curto".
Nesse caso, entendemos que está correta a observação de Barbosa (2008) de que essas construções se relacionam ao estado resultante e não a construções resultativas como ocorre no inglês.
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