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"Histórias de um céu movente" : movimentos entre centro e periferia na poesia de Carlos Morais José

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A literatura de Macau em língua portuguesa constitui um universo literário produzido sobretudo a partir do século XX e que pode fazer equacionar conceitos como literatura marginal, literatura periférica, língua literária pluricêntrica e como cânone literário, a partir das suas particularidades históricas e do estatuto de um território em transformação. A consideração de centro e periferia ganha particular acuidade, podendo contribuir para uma arrumação da produção literária produzida, lida e estudada em Macau. A obra literária de Carlos Morais José apresenta-se como exemplo particular neste contexto da Literatura de Macau, uma vez que rompe com dicotomias estabelecidas. Não só permite ampliar o sentido de centro e periferia em termos geográficos e literários (Portugal, Macau, China), como também, através do exercício constante do diálogo intertextual, constrói entrelugares que transformam periferias e centro numa expressão poética que privilegia a imaginação, a subjetividade, inscrevendo a experiência literária, enquanto saber, leitura e escrita, numa ordem distinta e mais liberta de constrangimentos geográficos e literários.
Masaryk University Press
Title: "Histórias de um céu movente" : movimentos entre centro e periferia na poesia de Carlos Morais José
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A literatura de Macau em língua portuguesa constitui um universo literário produzido sobretudo a partir do século XX e que pode fazer equacionar conceitos como literatura marginal, literatura periférica, língua literária pluricêntrica e como cânone literário, a partir das suas particularidades históricas e do estatuto de um território em transformação.
A consideração de centro e periferia ganha particular acuidade, podendo contribuir para uma arrumação da produção literária produzida, lida e estudada em Macau.
A obra literária de Carlos Morais José apresenta-se como exemplo particular neste contexto da Literatura de Macau, uma vez que rompe com dicotomias estabelecidas.
Não só permite ampliar o sentido de centro e periferia em termos geográficos e literários (Portugal, Macau, China), como também, através do exercício constante do diálogo intertextual, constrói entrelugares que transformam periferias e centro numa expressão poética que privilegia a imaginação, a subjetividade, inscrevendo a experiência literária, enquanto saber, leitura e escrita, numa ordem distinta e mais liberta de constrangimentos geográficos e literários.

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