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QUENTIN SKINNER ACERCA DA “DOUTRINA MAQUIAVÉLICA” E ESTOICA DE MONTAIGNE*
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RESUMO O objetivo deste trabalho é considerar criticamente a leitura de Quentin Skinner, apresentada em As fundações do pensamento político moderno, a respeito da obra de Montaigne e, em particular, do ensaio “De l’utile et de l’honneste”. O historiador da Universidade de Cambridge insere Montaigne em uma matriz filosófica que perpassa tanto a “doutrina maquiavélica”, vinculada ao discurso da razão de Estado, quanto o ideário político dos estoicos e dos neoestoicos. Procuramos demonstrar a fragilidade desta tese ao assinalar, primeiro, o reconhecimento de Montaigne à virtude dos princípios do pensamento de Maquiavel, pensamento que não é confundido com as doutrinas do maquiavelismo e da razão de estado, as quais rejeita; e, depois, a diferente abordagem de Maquiavel e Montaigne acerca da relação entre ética e política. Quanto aos estoicos, caracterizados pelo autor pela resignação diante da “morte pública”, o movimento do texto vai no sentido de apontar que esta não é uma marca atribuível aos estoicos como um todo e ainda menos a Montaigne. Ao cabo, apresentamos uma leitura do ensaio para nele destacar detalhes que reforçam que o pensador francês não pode ser afiliado, como faz Skinner, nem à doutrina maquiavélica, nem ao estoicismo ou neoestoicimo.
Title: QUENTIN SKINNER ACERCA DA “DOUTRINA MAQUIAVÉLICA” E ESTOICA DE MONTAIGNE*
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RESUMO O objetivo deste trabalho é considerar criticamente a leitura de Quentin Skinner, apresentada em As fundações do pensamento político moderno, a respeito da obra de Montaigne e, em particular, do ensaio “De l’utile et de l’honneste”.
O historiador da Universidade de Cambridge insere Montaigne em uma matriz filosófica que perpassa tanto a “doutrina maquiavélica”, vinculada ao discurso da razão de Estado, quanto o ideário político dos estoicos e dos neoestoicos.
Procuramos demonstrar a fragilidade desta tese ao assinalar, primeiro, o reconhecimento de Montaigne à virtude dos princípios do pensamento de Maquiavel, pensamento que não é confundido com as doutrinas do maquiavelismo e da razão de estado, as quais rejeita; e, depois, a diferente abordagem de Maquiavel e Montaigne acerca da relação entre ética e política.
Quanto aos estoicos, caracterizados pelo autor pela resignação diante da “morte pública”, o movimento do texto vai no sentido de apontar que esta não é uma marca atribuível aos estoicos como um todo e ainda menos a Montaigne.
Ao cabo, apresentamos uma leitura do ensaio para nele destacar detalhes que reforçam que o pensador francês não pode ser afiliado, como faz Skinner, nem à doutrina maquiavélica, nem ao estoicismo ou neoestoicimo.
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