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AÇÕES EXTENSIONISTAS INTERDISCIPLINARES DESENVOLVIDAS COM MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE
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Objetivo: relatar as atividades de saúde e alimentação desenvolvidas pelo Projeto Acessibilidade e Saúde: Interdisciplinaridade em Ação e subprojeto Alimentação e Saúde do Programa Nacional de Reorientação Profissional em Saúde com mulheres privadas de liberdade. Método: trata-se de um relato de experiência extensionista interdisciplinar, de caráter quali-quantitativo, realizado no Presídio Estadual Feminino em Rio Pardo, Rio Grande do Sul, de julho a setembro de 2022. A equipe atua uma manhã por semana, junto às mulheres em situação de privação de liberdade. Foi realizada avaliação inicial mapeando dados sociodemográficos e condições de saúde por meio de instrumentos: nível de dependência tabágica (Questionário de Fagerström), qualidade do sono (Questionário de Pittsburgh), incontinência urinária (ICIQ-SF) e avaliação alimentar. São realizadas oficinas de cinesioterapia, mecanoterapia, nutrição e culinária. Resultados: participaram da cinesioterapia 47 mulheres com idade média de 33,4 anos e tempo de reclusão entre 7 dias e 5 anos, mais de 70% tabagistas com prevalência de alta dependência de nicotina, baixa escolaridade e sobrepeso, 44,6% relatou algum diagnóstico clínico, 59,5% quadro álgico, 65,5% uso de medicação e 53,1% algum tratamento. A qualidade do sono teve predominância em bom, entretanto 53,1% faz uso contínuo de indutores de sono. Além disso, 12 mulheres referiram perda urinária, 34 já estiveram grávidas, destas 50% realizaram cesariana. Quanto à alimentação, 27 mulheres responderam, destas 81,48% informou gostar da comida preparada e servida, todavia 59,25% referiu desconforto pós alimentação e 37,03% constipação. Conclusão: o Brasil apresenta a quarta maior população carcerária feminina mundial. A legislação prevê que a reintegração de mulheres privadas de liberdade na sociedade deve começar no sistema prisional, para que possam ter oportunidades de reinserção ao convívio social, sendo assim, ações extensionistas desta magnitude, nesta realidade e contexto são muito importantes, pois além dos benefícios ao público, propicia qualificação e humanização na formação acadêmica.
Palavras-Chave: Saúde; Penitenciária; Qualidade de vida; Vulnerabilidade.
APESC - Associacao Pro-Ensino em Santa Cruz do Sul
Title: AÇÕES EXTENSIONISTAS INTERDISCIPLINARES DESENVOLVIDAS COM MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE
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Objetivo: relatar as atividades de saúde e alimentação desenvolvidas pelo Projeto Acessibilidade e Saúde: Interdisciplinaridade em Ação e subprojeto Alimentação e Saúde do Programa Nacional de Reorientação Profissional em Saúde com mulheres privadas de liberdade.
Método: trata-se de um relato de experiência extensionista interdisciplinar, de caráter quali-quantitativo, realizado no Presídio Estadual Feminino em Rio Pardo, Rio Grande do Sul, de julho a setembro de 2022.
A equipe atua uma manhã por semana, junto às mulheres em situação de privação de liberdade.
Foi realizada avaliação inicial mapeando dados sociodemográficos e condições de saúde por meio de instrumentos: nível de dependência tabágica (Questionário de Fagerström), qualidade do sono (Questionário de Pittsburgh), incontinência urinária (ICIQ-SF) e avaliação alimentar.
São realizadas oficinas de cinesioterapia, mecanoterapia, nutrição e culinária.
Resultados: participaram da cinesioterapia 47 mulheres com idade média de 33,4 anos e tempo de reclusão entre 7 dias e 5 anos, mais de 70% tabagistas com prevalência de alta dependência de nicotina, baixa escolaridade e sobrepeso, 44,6% relatou algum diagnóstico clínico, 59,5% quadro álgico, 65,5% uso de medicação e 53,1% algum tratamento.
A qualidade do sono teve predominância em bom, entretanto 53,1% faz uso contínuo de indutores de sono.
Além disso, 12 mulheres referiram perda urinária, 34 já estiveram grávidas, destas 50% realizaram cesariana.
Quanto à alimentação, 27 mulheres responderam, destas 81,48% informou gostar da comida preparada e servida, todavia 59,25% referiu desconforto pós alimentação e 37,03% constipação.
Conclusão: o Brasil apresenta a quarta maior população carcerária feminina mundial.
A legislação prevê que a reintegração de mulheres privadas de liberdade na sociedade deve começar no sistema prisional, para que possam ter oportunidades de reinserção ao convívio social, sendo assim, ações extensionistas desta magnitude, nesta realidade e contexto são muito importantes, pois além dos benefícios ao público, propicia qualificação e humanização na formação acadêmica.
Palavras-Chave: Saúde; Penitenciária; Qualidade de vida; Vulnerabilidade.
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