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TRANSIÇÃO ENERGÉTICA EM CERVEJARIAS
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Introdução: O Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, atrás apenas de China e Estados Unidos. A produção de cerveja envolve processos com intensivos usos de energia elétrica e térmica. Devido ao progressivo aumento de consumo da bebida em nível global, a produção de cerveja tem levantado preocupações ambientais, especialmente em relação aos impactos relacionados à produção e uso da energia. Objetivos: O estudo aqui apresentado, aplicou a metodologia da avaliação de ciclo de vida para quantificar as emissões de gases do efeito estufa (GEE) associados ao fornecimento de energia elétrica e térmica em cervejarias. Primeiramente foi quantificada as formas tradicionais de energia, rede elétrica para eletricidade e gás liquefeito de petróleo (GLP) para energia térmica. Então, foram quantificadas formas alternativas e renováveis de energia, sendo a elétrica por meio de painéis fotovoltaicos e o calor por coletor solar de aquecimento. Material e métodos: A metodologia utilizada, Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) é normatizada pela ISO/NBR 14040-14044. Foi utilizado o software SimaPro v.9.0.0.49 e a base de dados Ecoinvent. O método de avaliação de impacto ambiental utilizado foi o IPCC 2013 GWP100a, que representa os valores encontrados em termos de GEE (kg CO2-eq). Resultados: A energia elétrica proveniente dos painéis fotovoltaicos, resultou em um valor 66% menor por kWh se comparada com a energia proveniente da rede elétrica. Aquecer água utilizando energia solar resultou em 95% menos emissão de GEE por kWh do que a utilização de GLP para o mesmo fim. Os resultados encontrados nesse trabalho demonstram que existem opções para diminuir os efeitos negativos das atividades das cervejarias. Conclusão: Verificou-se que existe potencial para mitigação das mudanças climáticas associadas com transição energética em cervejarias. A aplicação de pesquisas semelhantes em outros setores de alimentos e bebidas, demonstrarão que existem formas de mitigar a intensificação do efeito estufa, uma vez que o somatório das emissões evitadas em diferentes setores poderá ser elevado. Por meio dessas pesquisas e mudanças de paradigmas, será possível, em um futuro próximo, o estabelecimento de uma economia de baixo carbono.
Revista Multidisciplinar de Educação e Meio Ambiente
Title: TRANSIÇÃO ENERGÉTICA EM CERVEJARIAS
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Introdução: O Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, atrás apenas de China e Estados Unidos.
A produção de cerveja envolve processos com intensivos usos de energia elétrica e térmica.
Devido ao progressivo aumento de consumo da bebida em nível global, a produção de cerveja tem levantado preocupações ambientais, especialmente em relação aos impactos relacionados à produção e uso da energia.
Objetivos: O estudo aqui apresentado, aplicou a metodologia da avaliação de ciclo de vida para quantificar as emissões de gases do efeito estufa (GEE) associados ao fornecimento de energia elétrica e térmica em cervejarias.
Primeiramente foi quantificada as formas tradicionais de energia, rede elétrica para eletricidade e gás liquefeito de petróleo (GLP) para energia térmica.
Então, foram quantificadas formas alternativas e renováveis de energia, sendo a elétrica por meio de painéis fotovoltaicos e o calor por coletor solar de aquecimento.
Material e métodos: A metodologia utilizada, Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) é normatizada pela ISO/NBR 14040-14044.
Foi utilizado o software SimaPro v.
9.
49 e a base de dados Ecoinvent.
O método de avaliação de impacto ambiental utilizado foi o IPCC 2013 GWP100a, que representa os valores encontrados em termos de GEE (kg CO2-eq).
Resultados: A energia elétrica proveniente dos painéis fotovoltaicos, resultou em um valor 66% menor por kWh se comparada com a energia proveniente da rede elétrica.
Aquecer água utilizando energia solar resultou em 95% menos emissão de GEE por kWh do que a utilização de GLP para o mesmo fim.
Os resultados encontrados nesse trabalho demonstram que existem opções para diminuir os efeitos negativos das atividades das cervejarias.
Conclusão: Verificou-se que existe potencial para mitigação das mudanças climáticas associadas com transição energética em cervejarias.
A aplicação de pesquisas semelhantes em outros setores de alimentos e bebidas, demonstrarão que existem formas de mitigar a intensificação do efeito estufa, uma vez que o somatório das emissões evitadas em diferentes setores poderá ser elevado.
Por meio dessas pesquisas e mudanças de paradigmas, será possível, em um futuro próximo, o estabelecimento de uma economia de baixo carbono.
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