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CIRURGIA DE EMERGÊNCIA EM PACIENTES IDOSOS: ABORDAGENS E COMPLICAÇÕES ESPECÍFICAS DESSA POPULAÇÃO
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O envelhecimento populacional traz desafios crescentes para a prática cirúrgica, uma vez que a mortalidade e morbidade aumentam significativamente com a idade, especialmente em cirurgias de emergência. Embora muitos idosos mantenham boa qualidade de vida após cirurgias, as taxas de mortalidade em cirurgias emergenciais podem variar de 15% a 30%, com maior risco em pacientes frágeis. A fragilidade, caracterizada por declínios fisiológicos, é um preditor mais robusto de desfechos negativos do que a idade cronológica. No entanto, ainda não há consenso sobre a melhor forma de medir e diagnosticar a fragilidade, apesar da sua importância para prever complicações pós-operatórias. Este estudo baseou-se em uma revisão sistemática focada nas particularidades e complicações das cirurgias em pacientes idosos. A pesquisa utilizou bases de dados como PubMed e LILACS, concentrando-se em estudos dos últimos 10 anos que analisam mortalidade, morbidade e fragilidade em pacientes com mais de 65 anos submetidos a cirurgias eletivas ou de emergência. A análise incluiu a participação de cirurgiões gerais, geriatras e equipes multidisciplinares, destacando a importância de uma abordagem pré-operatória focada na fragilidade e comorbidades. Foram identificados inicialmente 120 estudos, dos quais 5 foram selecionados para a análise final por atenderem aos critérios de inclusão. A revisão indicou que a fragilidade é um preditor robusto de resultados adversos, incluindo aumento da mortalidade em 30 dias, 90 dias e 1 ano após a cirurgia. Pacientes frágeis apresentaram um risco até quatro vezes maior de complicações, como infecções e insuficiência renal. Além disso, houve maior tempo de internação e maior necessidade de cuidados de longo prazo. Poucos estudos abordaram a qualidade de vida e o declínio funcional pós-operatório, mas aqueles que o fizeram confirmaram a associação da fragilidade com pior recuperação. A fragilidade emergiu como um fator crítico na avaliação de risco para cirurgias em idosos. Sua inclusão na avaliação perioperatória pode ajudar a prever complicações e orientar melhor as decisões cirúrgicas. Uma abordagem multidisciplinar, envolvendo especialistas geriátricos, é recomendada para melhorar os desfechos cirúrgicos, embora o acesso a esses recursos seja limitado. O estudo reforça a importância de um planejamento cirúrgico personalizado, focado na qualidade de vida, para otimizar os resultados em uma população idosa em crescimento.
Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences
Amanda Caixeta Magalhães
Maria Eduarda de Morais dos Reis
Patrick Cristian Monteiro
Iohana Gusmão Pontes
Maria Eduarda Copini
Rosângela de Cássia Oliveira Baraldi
Rubenson Baltazar Rodrigues de Freitas
Matheus Anderson Bettio
Yamila Audrey Santos Costa
Agnes Boenig Oniszczuk
Isabella Ribeiro Brito
Giovanna Lirio Severi
Natália Vicentini Damasceno
Title: CIRURGIA DE EMERGÊNCIA EM PACIENTES IDOSOS: ABORDAGENS E COMPLICAÇÕES ESPECÍFICAS DESSA POPULAÇÃO
Description:
O envelhecimento populacional traz desafios crescentes para a prática cirúrgica, uma vez que a mortalidade e morbidade aumentam significativamente com a idade, especialmente em cirurgias de emergência.
Embora muitos idosos mantenham boa qualidade de vida após cirurgias, as taxas de mortalidade em cirurgias emergenciais podem variar de 15% a 30%, com maior risco em pacientes frágeis.
A fragilidade, caracterizada por declínios fisiológicos, é um preditor mais robusto de desfechos negativos do que a idade cronológica.
No entanto, ainda não há consenso sobre a melhor forma de medir e diagnosticar a fragilidade, apesar da sua importância para prever complicações pós-operatórias.
Este estudo baseou-se em uma revisão sistemática focada nas particularidades e complicações das cirurgias em pacientes idosos.
A pesquisa utilizou bases de dados como PubMed e LILACS, concentrando-se em estudos dos últimos 10 anos que analisam mortalidade, morbidade e fragilidade em pacientes com mais de 65 anos submetidos a cirurgias eletivas ou de emergência.
A análise incluiu a participação de cirurgiões gerais, geriatras e equipes multidisciplinares, destacando a importância de uma abordagem pré-operatória focada na fragilidade e comorbidades.
Foram identificados inicialmente 120 estudos, dos quais 5 foram selecionados para a análise final por atenderem aos critérios de inclusão.
A revisão indicou que a fragilidade é um preditor robusto de resultados adversos, incluindo aumento da mortalidade em 30 dias, 90 dias e 1 ano após a cirurgia.
Pacientes frágeis apresentaram um risco até quatro vezes maior de complicações, como infecções e insuficiência renal.
Além disso, houve maior tempo de internação e maior necessidade de cuidados de longo prazo.
Poucos estudos abordaram a qualidade de vida e o declínio funcional pós-operatório, mas aqueles que o fizeram confirmaram a associação da fragilidade com pior recuperação.
A fragilidade emergiu como um fator crítico na avaliação de risco para cirurgias em idosos.
Sua inclusão na avaliação perioperatória pode ajudar a prever complicações e orientar melhor as decisões cirúrgicas.
Uma abordagem multidisciplinar, envolvendo especialistas geriátricos, é recomendada para melhorar os desfechos cirúrgicos, embora o acesso a esses recursos seja limitado.
O estudo reforça a importância de um planejamento cirúrgico personalizado, focado na qualidade de vida, para otimizar os resultados em uma população idosa em crescimento.
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