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Qual a associação entre o tratamento de longa duração da insónia com benzodiazepinas e a doença de Alzheimer?: Uma revisão sistemática
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Introdução: A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, apresentando uma prevalência estimada em 50 milhões a nível mundial. A insónia é a perturbação do sono mais frequente, sendo que as benzodiazepinas constituem a classe farmacológica mais utilizada no tratamento de alterações do sono. Considerando a tendência crescente da prevalência de insónia, verificou-se, consequentemente, um aumento significativo do uso de hipnóticos. O tratamento crónico com benzodiazepinas associa-se ao desenvolvimento de declínio cognitivo. Objetivo: Avaliar o recurso a benzodiazepinas aquando da presença de insónia, bem como o tempo de duração do tratamento, e a sua associação ao desenvolvimento de demência, nomeadamente doença de Alzheimer. Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática da literatura até agosto de 2021 através de pesquisa nas bases de dados MEDLINE e EMBASE usando uma combinação de diferentes termos relacionados com doença de Alzheimer, insónia e benzodiazepinas. A revisão foi elaborada de acordo com a metodologia PRISMA-P 2020. A doença de Alzheimer foi o principal outcome avaliado. Resultados: Identificaram-se dois estudos que enquadravam o objetivo da revisão após análise de 840 resumos. Os dois artigos eram estudos de coorte, nomeadamente um estudo retrospetivo e um estudo prospetivo. Os participantes tinham idade igual ou superior a 50 anos e o uso de benzodiazepinas foi superior a um mês. A amostra que realizou tratamento com benzodiazepinas incluía um maior número de pessoas do sexo feminino, apresentava um maior número de comorbilidades, bem como um menor nível socioeconómico e menor nível de escolaridade. Os dois estudos apresentaram resultados contraditórios. No primeiro estudo verificou-se a associação entre o uso de benzodiazepinas e a doença de Alzheimer. No segundo estudo esta relação não se verificou apesar de ter sido demonstrada uma associação significativa entre o uso de benzodiazepinas e o declínio cognitivo sem demência associada. Conclusão: Face ao número reduzido de estudos realizados neste contexto e atendendo à relevância desta temática, conclui-se que é necessária investigação futura de forma a compreender a relação estudada, através da realização de estudos com uma amostra mais abrangente e com um tempo de follow-up mais alargado. Área temática: Clínica médica Formato desejado de apresentação: resumo - apresentação oral PALAVRAS-CHAVE: Alzheimer, Benzodiazepinas, Insónia
Title: Qual a associação entre o tratamento de longa duração da insónia com benzodiazepinas e a doença de Alzheimer?: Uma revisão sistemática
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Introdução: A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, apresentando uma prevalência estimada em 50 milhões a nível mundial.
A insónia é a perturbação do sono mais frequente, sendo que as benzodiazepinas constituem a classe farmacológica mais utilizada no tratamento de alterações do sono.
Considerando a tendência crescente da prevalência de insónia, verificou-se, consequentemente, um aumento significativo do uso de hipnóticos.
O tratamento crónico com benzodiazepinas associa-se ao desenvolvimento de declínio cognitivo.
Objetivo: Avaliar o recurso a benzodiazepinas aquando da presença de insónia, bem como o tempo de duração do tratamento, e a sua associação ao desenvolvimento de demência, nomeadamente doença de Alzheimer.
Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática da literatura até agosto de 2021 através de pesquisa nas bases de dados MEDLINE e EMBASE usando uma combinação de diferentes termos relacionados com doença de Alzheimer, insónia e benzodiazepinas.
A revisão foi elaborada de acordo com a metodologia PRISMA-P 2020.
A doença de Alzheimer foi o principal outcome avaliado.
Resultados: Identificaram-se dois estudos que enquadravam o objetivo da revisão após análise de 840 resumos.
Os dois artigos eram estudos de coorte, nomeadamente um estudo retrospetivo e um estudo prospetivo.
Os participantes tinham idade igual ou superior a 50 anos e o uso de benzodiazepinas foi superior a um mês.
A amostra que realizou tratamento com benzodiazepinas incluía um maior número de pessoas do sexo feminino, apresentava um maior número de comorbilidades, bem como um menor nível socioeconómico e menor nível de escolaridade.
Os dois estudos apresentaram resultados contraditórios.
No primeiro estudo verificou-se a associação entre o uso de benzodiazepinas e a doença de Alzheimer.
No segundo estudo esta relação não se verificou apesar de ter sido demonstrada uma associação significativa entre o uso de benzodiazepinas e o declínio cognitivo sem demência associada.
Conclusão: Face ao número reduzido de estudos realizados neste contexto e atendendo à relevância desta temática, conclui-se que é necessária investigação futura de forma a compreender a relação estudada, através da realização de estudos com uma amostra mais abrangente e com um tempo de follow-up mais alargado.
Área temática: Clínica médica Formato desejado de apresentação: resumo - apresentação oral PALAVRAS-CHAVE: Alzheimer, Benzodiazepinas, Insónia.
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