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Gastroenterite
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Introdução: Todas as crianças têm contato com rotavírus e se infectam nos primeiros 3 a 5 anos de vida, segundo a Organização Mundial de Saúde, eles são responsáveis por aproximadamente mais de 1 milhão de óbitos por ano em menores de 5 anos nos países subdesenvolvidos1,3,14. Os serviços de vigilância epidemiológica mostram que o rotavírus é ainda a principal causa de diarréia grave. Estima-se que essa doença seja responsável por 5 a 10% de todos os episódios diarréicos em crianças menores de 5 anos2,6,8. É importante frisar que em crianças prematuras, de baixo nível sócioeconômico ou com deficiência imunológica, a infecção pelo rotavírus assume uma maior gravidade8,22. O rotavírus também tem grande participação nos surtos de gastroenterite hospitalar19,20. Objetivo: O presente estudo tem como objetivo desenvolver uma revisão bibliográfica sobre gastroenterite aguda e sua principal relação com rotavírus, apresentando uma breve análise de artigos publicados em periódicos científicos indexados ou textos de livros que tratem, direta ou indiretamente de Rotavírus, visando melhor conhecimento sobre este relevante tema. Metodologia: Baseou-se em consultas de artigos brasileiros, disponibilizados para acesso na internet, compreendendo o período de 2000 a 2013, por meio de pesquisas realizadas no SCIELO, LILACS, PUBMED e MEDLINE. O tipo de pesquisa será qualitativa, servindo como base para confecção de um artigo de revisão bibliográfica. Discussão: Até o momento são reconhecidos sete grupos antigenicamente distintos: A, B, C, D, E, F e G, sendo que os grupos A, B, e C são associados a doença no homem3,11,14,19. Praticamente todas as crianças têm contato com rotavírus e se infectam nos primeiros 3 a 5 anos de vida, mas os casos graves ocorrem principalmente na faixa etária de 3 a 35 meses1. A infecção varia desde um quadro leve, com diarréia aquosa e duração limitada a quadros graves com desidratação, febre e vômitos, podendo evoluir a óbito. O período de infecção é de 1 a 4 dias. A perda hídrica muitas vezes é intensa, levando muitas vezes à desidratação. Na maioria dos casos a diarréia é autolimitada e tem duração de quatro a oito dias1,2,15,18. Entretanto, em pacientes imunodeprimidos, o quadro pode ser mais grave e a diarreia um pouco mais prolongada2. A febre aparece em 70% dos casos, pode ser elevada e dura em média de dois a três dias3. Atualmente, o controle das gastroenterites por rotavírus se condiciona ao advento de uma vacina eficaz para uso corrente ao longo do primeiro semestre de vida. A introdução da vacina no calendário nacional foi prevista para março de 2006 e pretendeu atender crianças nascidas a cada ano, a partir dos dois meses de idade. O Brasil é o primeiro país a incluir a vacina contra o rotavírus em seu Sistema Público de Saúde10,12,19,21. A prevenção é feita pela adoção das medidas de higiene, embora em crianças o contágio seja comum mesmo em ambientes higiênicos. Nesse sentido, o estímulo ao aleitamento materno teria fundamental importância pelos altos níveis de anticorpos contra o rotavírus10,12,21. Conclusão: Os serviços de vigilância epidemiológica dos países desenvolvidos mostram que o rotavírus é ainda a principal causa de diarréia grave. Também aparece como causa freqüente de hospitalização, atendimentos de emergência e consultas médicas. Em enfermaria de pediatria, a infecção hospitalar é frequente, e nas creches a doença ocorre tanto na forma endêmica como epidêmica.
Fundacao Oswaldo Aranha - FOA
Title: Gastroenterite
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Introdução: Todas as crianças têm contato com rotavírus e se infectam nos primeiros 3 a 5 anos de vida, segundo a Organização Mundial de Saúde, eles são responsáveis por aproximadamente mais de 1 milhão de óbitos por ano em menores de 5 anos nos países subdesenvolvidos1,3,14.
Os serviços de vigilância epidemiológica mostram que o rotavírus é ainda a principal causa de diarréia grave.
Estima-se que essa doença seja responsável por 5 a 10% de todos os episódios diarréicos em crianças menores de 5 anos2,6,8.
É importante frisar que em crianças prematuras, de baixo nível sócioeconômico ou com deficiência imunológica, a infecção pelo rotavírus assume uma maior gravidade8,22.
O rotavírus também tem grande participação nos surtos de gastroenterite hospitalar19,20.
Objetivo: O presente estudo tem como objetivo desenvolver uma revisão bibliográfica sobre gastroenterite aguda e sua principal relação com rotavírus, apresentando uma breve análise de artigos publicados em periódicos científicos indexados ou textos de livros que tratem, direta ou indiretamente de Rotavírus, visando melhor conhecimento sobre este relevante tema.
Metodologia: Baseou-se em consultas de artigos brasileiros, disponibilizados para acesso na internet, compreendendo o período de 2000 a 2013, por meio de pesquisas realizadas no SCIELO, LILACS, PUBMED e MEDLINE.
O tipo de pesquisa será qualitativa, servindo como base para confecção de um artigo de revisão bibliográfica.
Discussão: Até o momento são reconhecidos sete grupos antigenicamente distintos: A, B, C, D, E, F e G, sendo que os grupos A, B, e C são associados a doença no homem3,11,14,19.
Praticamente todas as crianças têm contato com rotavírus e se infectam nos primeiros 3 a 5 anos de vida, mas os casos graves ocorrem principalmente na faixa etária de 3 a 35 meses1.
A infecção varia desde um quadro leve, com diarréia aquosa e duração limitada a quadros graves com desidratação, febre e vômitos, podendo evoluir a óbito.
O período de infecção é de 1 a 4 dias.
A perda hídrica muitas vezes é intensa, levando muitas vezes à desidratação.
Na maioria dos casos a diarréia é autolimitada e tem duração de quatro a oito dias1,2,15,18.
Entretanto, em pacientes imunodeprimidos, o quadro pode ser mais grave e a diarreia um pouco mais prolongada2.
A febre aparece em 70% dos casos, pode ser elevada e dura em média de dois a três dias3.
Atualmente, o controle das gastroenterites por rotavírus se condiciona ao advento de uma vacina eficaz para uso corrente ao longo do primeiro semestre de vida.
A introdução da vacina no calendário nacional foi prevista para março de 2006 e pretendeu atender crianças nascidas a cada ano, a partir dos dois meses de idade.
O Brasil é o primeiro país a incluir a vacina contra o rotavírus em seu Sistema Público de Saúde10,12,19,21.
A prevenção é feita pela adoção das medidas de higiene, embora em crianças o contágio seja comum mesmo em ambientes higiênicos.
Nesse sentido, o estímulo ao aleitamento materno teria fundamental importância pelos altos níveis de anticorpos contra o rotavírus10,12,21.
Conclusão: Os serviços de vigilância epidemiológica dos países desenvolvidos mostram que o rotavírus é ainda a principal causa de diarréia grave.
Também aparece como causa freqüente de hospitalização, atendimentos de emergência e consultas médicas.
Em enfermaria de pediatria, a infecção hospitalar é frequente, e nas creches a doença ocorre tanto na forma endêmica como epidêmica.
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