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O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

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Em anos recentes, muito tem se falado sobre os processos de inflação de memória, de espetacularização dos museus e de proliferação de espaços exibitórios como cultura de massas. Além do crescente número de análises que têm sido produzidas na academia sobre o tema, o discurso em torno da musealização tem invadido o cenário das políticas públicas brasileiras.Para discutir a tese da musealização e entender os protagonistas deste processo e o modo como o levaram a efeito, procuro analisar o caso específico do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A hipótese discutida este capítulo questiona se o MAM poderia ser tomado como um dos precursores deste movimento no Brasil. Em outras palavras, o que procuro entender é até que ponto o Museu de Arte Moderna carioca, ao lado de instituições congêneres no Brasil e no exterior, poderia estar na antecâmara do processo de musealização na cidade. Para tanto pretendo entender o lugar de determinados atores sociais que se fizeram portadores de discursos e projetos neste processo. Notadamente, procuro analisar o papel de inovação do museu institucionalizado por Niomar Moniz Sodré, diretora do MAM, desde princípios dos anos 1950, e procuro entender a radicalização deste papel a partir da inclusão de Frederico Morais no quadro de funcionários do museu a partir de meados da década de 1960.Ao chegar ao MAM em agosto de 1966 para dar aulas e chefiar o departamento educativo do museu, Frederico Morais ia ao encontro de uma instituição que havia, na década anterior, se consolidado como espaço de reunião de movimentos culturais no Rio de Janeiro. Embora, em 1966, Niomar já houvesse se afastado da direção executiva do museu – ocupada à época por Maurício Roberto –, o MAM havia se constituído, desde o período de sua gestão, como espaço de formação de jovens artistas e de experimentação de novas formas e meios de expressão visual. Mesmo depois de sua saída, o museu havia institucionalizado uma agenda e práticas educativas que proporcionavam uma relação muito próxima com os artistas que faziam arte moderna na cidade. Dando continuidade ao MAM como espaço de experimentação, Morais contribuiria para a abertura do museu à vanguarda e para a democratização da instituição, borrando talvez as fronteiras entre arte e vida.
Title: O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
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Em anos recentes, muito tem se falado sobre os processos de inflação de memória, de espetacularização dos museus e de proliferação de espaços exibitórios como cultura de massas.
Além do crescente número de análises que têm sido produzidas na academia sobre o tema, o discurso em torno da musealização tem invadido o cenário das políticas públicas brasileiras.
Para discutir a tese da musealização e entender os protagonistas deste processo e o modo como o levaram a efeito, procuro analisar o caso específico do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
A hipótese discutida este capítulo questiona se o MAM poderia ser tomado como um dos precursores deste movimento no Brasil.
Em outras palavras, o que procuro entender é até que ponto o Museu de Arte Moderna carioca, ao lado de instituições congêneres no Brasil e no exterior, poderia estar na antecâmara do processo de musealização na cidade.
Para tanto pretendo entender o lugar de determinados atores sociais que se fizeram portadores de discursos e projetos neste processo.
Notadamente, procuro analisar o papel de inovação do museu institucionalizado por Niomar Moniz Sodré, diretora do MAM, desde princípios dos anos 1950, e procuro entender a radicalização deste papel a partir da inclusão de Frederico Morais no quadro de funcionários do museu a partir de meados da década de 1960.
Ao chegar ao MAM em agosto de 1966 para dar aulas e chefiar o departamento educativo do museu, Frederico Morais ia ao encontro de uma instituição que havia, na década anterior, se consolidado como espaço de reunião de movimentos culturais no Rio de Janeiro.
Embora, em 1966, Niomar já houvesse se afastado da direção executiva do museu – ocupada à época por Maurício Roberto –, o MAM havia se constituído, desde o período de sua gestão, como espaço de formação de jovens artistas e de experimentação de novas formas e meios de expressão visual.
Mesmo depois de sua saída, o museu havia institucionalizado uma agenda e práticas educativas que proporcionavam uma relação muito próxima com os artistas que faziam arte moderna na cidade.
Dando continuidade ao MAM como espaço de experimentação, Morais contribuiria para a abertura do museu à vanguarda e para a democratização da instituição, borrando talvez as fronteiras entre arte e vida.

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