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Perfil farmacoterapêutico de idosos com hipertensão e diabetes em uma instituição de longa permanência
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Introdução: O aumento de doenças crônicas como hipertensão arterial e diabetes está relacionada com o envelhecimento da população e mudança no estilo de vida, resultando muitas vezes em incapacidade do idoso e a morte. Devido à severidade das complicações, o tratamento dessas doenças inclui tanto a intervenção medicamentosa como a modificação do estilo de vida. OBJETIVO: Analisar o perfil farmacoterapêutico de idosos com hipertensão e/ou diabetes de uma instituição de longa permanência. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional transversal, descritivo, desenvolvido em agosto de 2018 por graduandos de Farmácia, da Universidade Federal de Sergipe, Campus Professor Antônio Garcia Filho. O cenário dessa prática foi uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI). O foco da pesquisa foi a análise de prontuários de idosos que possuem Diabetes Mellitus (DM) e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). Foram coletados dados como: gênero, idade e medicamentos em uso. Resultados: Foram analisados 40 prontuários, destes 19 eram do sexo feminino (47,5%) e 21 do sexo masculino (52,5%). Quanto a prevalência de Hipertensão e Diabetes, 63,2% (12) das mulheres e 62% (13) dos homens possuíam Hipertensão, enquanto 26,3% (05) das mulheres e 9,5% (02) dos homens foram diagnosticados com Diabetes. Quanto ao perfil farmacoterapêutico, observou-se que os anti-hipertensivos mais utilizados para ambos os sexos foram a Hidroclorotiazida 25mg e a Losartana 50mg, havendo tratamento combinado com outros medicamentos como o Enalapril 10mg, o Besilato de Anlodipino 5mg, Atenolol 25mg e outros. A Hidroclorotiazida 25mg foi utilizada por 61,5% (08) dos homens e a associação mais utilizada nesse público foi a Losartana 50mg e Hidroclorotiazida 25mg em 50% (04) dos casos. A Hidroclorotiazida 25mg também foi o medicamento mais utilizado entre as mulheres, em 50,0% (06) das idosas, e seu uso associado, com Losartana 50mg, ocorreu apenas em uma idosa. No que concerne a monoterapia mais utilizada, 23,1% (03) dos homens faziam uso de Losartana 50mg e 33,3% (04) das mulheres usavam a Hidroclorotiazida 25mg. Com relação ao diabetes, todos os homens (02) utilizavam a Metformina 850mg, sendo que um usava em associação com a Glibenclamida 5mg. Ademais, 80% (04) das idosas faziam uso da Metformina 850mg, sendo que destas duas utilizavam em associação com a Glibenclamida 5mg, uma em monoterapia e uma em tratamento combinado com Insulina NPH. Apenas uma das idosas utilizavam a Glibenclamida 5mg em monoterapia. Conclusão: Conclui-se que a prevalência da HAS se sobrepõe ao de DM nos idosos. Além disso, as classes farmacológicas mais utilizadas para o tratamento de hipertensão são os diuréticos e os antagonistas dos receptores da angiotensina. Ademais, para o tratamento de Diabetes é utilizado os medicamentos pertencentes a classe das biguanidas e sulfoniluréia de segunda geração, onde ambos fármacos contribuem para um controle efetivo de tais condições crônicas.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Perfil farmacoterapêutico de idosos com hipertensão e diabetes em uma instituição de longa permanência
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Introdução: O aumento de doenças crônicas como hipertensão arterial e diabetes está relacionada com o envelhecimento da população e mudança no estilo de vida, resultando muitas vezes em incapacidade do idoso e a morte.
Devido à severidade das complicações, o tratamento dessas doenças inclui tanto a intervenção medicamentosa como a modificação do estilo de vida.
OBJETIVO: Analisar o perfil farmacoterapêutico de idosos com hipertensão e/ou diabetes de uma instituição de longa permanência.
Metodologia: Trata-se de um estudo observacional transversal, descritivo, desenvolvido em agosto de 2018 por graduandos de Farmácia, da Universidade Federal de Sergipe, Campus Professor Antônio Garcia Filho.
O cenário dessa prática foi uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI).
O foco da pesquisa foi a análise de prontuários de idosos que possuem Diabetes Mellitus (DM) e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS).
Foram coletados dados como: gênero, idade e medicamentos em uso.
Resultados: Foram analisados 40 prontuários, destes 19 eram do sexo feminino (47,5%) e 21 do sexo masculino (52,5%).
Quanto a prevalência de Hipertensão e Diabetes, 63,2% (12) das mulheres e 62% (13) dos homens possuíam Hipertensão, enquanto 26,3% (05) das mulheres e 9,5% (02) dos homens foram diagnosticados com Diabetes.
Quanto ao perfil farmacoterapêutico, observou-se que os anti-hipertensivos mais utilizados para ambos os sexos foram a Hidroclorotiazida 25mg e a Losartana 50mg, havendo tratamento combinado com outros medicamentos como o Enalapril 10mg, o Besilato de Anlodipino 5mg, Atenolol 25mg e outros.
A Hidroclorotiazida 25mg foi utilizada por 61,5% (08) dos homens e a associação mais utilizada nesse público foi a Losartana 50mg e Hidroclorotiazida 25mg em 50% (04) dos casos.
A Hidroclorotiazida 25mg também foi o medicamento mais utilizado entre as mulheres, em 50,0% (06) das idosas, e seu uso associado, com Losartana 50mg, ocorreu apenas em uma idosa.
No que concerne a monoterapia mais utilizada, 23,1% (03) dos homens faziam uso de Losartana 50mg e 33,3% (04) das mulheres usavam a Hidroclorotiazida 25mg.
Com relação ao diabetes, todos os homens (02) utilizavam a Metformina 850mg, sendo que um usava em associação com a Glibenclamida 5mg.
Ademais, 80% (04) das idosas faziam uso da Metformina 850mg, sendo que destas duas utilizavam em associação com a Glibenclamida 5mg, uma em monoterapia e uma em tratamento combinado com Insulina NPH.
Apenas uma das idosas utilizavam a Glibenclamida 5mg em monoterapia.
Conclusão: Conclui-se que a prevalência da HAS se sobrepõe ao de DM nos idosos.
Além disso, as classes farmacológicas mais utilizadas para o tratamento de hipertensão são os diuréticos e os antagonistas dos receptores da angiotensina.
Ademais, para o tratamento de Diabetes é utilizado os medicamentos pertencentes a classe das biguanidas e sulfoniluréia de segunda geração, onde ambos fármacos contribuem para um controle efetivo de tais condições crônicas.
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