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SAÚDE MENTAL NO CONTEXTO DAS MASCULINIDADES
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Introdução: Culturalmente, a função de cuidados é atribuída às mulheres, às quais costuma ser delegada atenção à saúde das pessoas e delas mesmas, organização e higiene dos espaços. Com isso, geralmente os homens não se importam com o autocuidado, esperando que as mulheres a sua volta possam cuidar deles. Quando homens são mais cuidadosos, sensíveis, limpos, frequentemente são chamados de frescos, mimados, gays e outros termos na tentativa de prejudicá-los, feri-los ou minimizá-los. E isso de fato perturba o ego masculino que está sempre sendo cobrado por virilidade, força, resistência, trabalho, violência, produção, reprodução. Talvez, essa cobrança seja um dos motivos pelos quais os homens não buscam as ações básicas em saúde. A prevenção de doenças não lhes é preocupante. Mas sim, eles buscam os serviços de urgência e emergência e os especializados porque já estão muito doentes. Isso acarreta agravos à saúde pública do Brasil. Os homens possuem a menor expectativa de vida no país, e várias demandas de doenças, como o suicídio, poderiam ser evitadas se a saúde dos diversos tipos de homens fosse mais trabalhada. Objetivo: O objetivo deste trabalho é compreender como é abordada a saúde mental no contexto das masculinidades. Material e Métodos: Para tanto, realizou-se uma revisão sistemática de literatura na Scielo, no Google Acadêmico e na Capes por meio dos descritores “saúde mental”, “masculinidades”, “gênero” e “homens” com as funções “AND” e “OR”, sendo o critério de inclusão artigos que apresentassem esses termos em seus resumos. Por outro lado, os artigos encontrados com resumos sem esses termos foram desconsideradas para esta análise. Resultados: Os resultados encontrados demonstram escassez de pesquisas voltadas à saúde mental no contexto das masculinidades. Ficou nítido que a maioria dos artigos analisados tratava da saúde masculina numa perspectiva binária de gênero, o que negligencia as pessoas que se autodeclaram homens e pertencentes à população LGBTQIAP+. Conclusão: Concluiu-se que é preciso considerar as diversas formas de ser homem no fazer científico. Ainda são incipientes os dados sobre esse tema e são muitos os homens que apresentam sofrimentos psíquicos devido às exigências sociais, o que agrava a saúde pública do país.
Revista Multidisciplinar em Saúde
Title: SAÚDE MENTAL NO CONTEXTO DAS MASCULINIDADES
Description:
Introdução: Culturalmente, a função de cuidados é atribuída às mulheres, às quais costuma ser delegada atenção à saúde das pessoas e delas mesmas, organização e higiene dos espaços.
Com isso, geralmente os homens não se importam com o autocuidado, esperando que as mulheres a sua volta possam cuidar deles.
Quando homens são mais cuidadosos, sensíveis, limpos, frequentemente são chamados de frescos, mimados, gays e outros termos na tentativa de prejudicá-los, feri-los ou minimizá-los.
E isso de fato perturba o ego masculino que está sempre sendo cobrado por virilidade, força, resistência, trabalho, violência, produção, reprodução.
Talvez, essa cobrança seja um dos motivos pelos quais os homens não buscam as ações básicas em saúde.
A prevenção de doenças não lhes é preocupante.
Mas sim, eles buscam os serviços de urgência e emergência e os especializados porque já estão muito doentes.
Isso acarreta agravos à saúde pública do Brasil.
Os homens possuem a menor expectativa de vida no país, e várias demandas de doenças, como o suicídio, poderiam ser evitadas se a saúde dos diversos tipos de homens fosse mais trabalhada.
Objetivo: O objetivo deste trabalho é compreender como é abordada a saúde mental no contexto das masculinidades.
Material e Métodos: Para tanto, realizou-se uma revisão sistemática de literatura na Scielo, no Google Acadêmico e na Capes por meio dos descritores “saúde mental”, “masculinidades”, “gênero” e “homens” com as funções “AND” e “OR”, sendo o critério de inclusão artigos que apresentassem esses termos em seus resumos.
Por outro lado, os artigos encontrados com resumos sem esses termos foram desconsideradas para esta análise.
Resultados: Os resultados encontrados demonstram escassez de pesquisas voltadas à saúde mental no contexto das masculinidades.
Ficou nítido que a maioria dos artigos analisados tratava da saúde masculina numa perspectiva binária de gênero, o que negligencia as pessoas que se autodeclaram homens e pertencentes à população LGBTQIAP+.
Conclusão: Concluiu-se que é preciso considerar as diversas formas de ser homem no fazer científico.
Ainda são incipientes os dados sobre esse tema e são muitos os homens que apresentam sofrimentos psíquicos devido às exigências sociais, o que agrava a saúde pública do país.
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