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Os desafios impostos pelo isolamento social durante a pandemia da COVID-19 em crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista e seus responsáveis
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INTRODUÇÃO: As medidas protetivas contra a COVID-19, como o isolamento social, são eficazes no controle da disseminação do vírus, porém possuem consequências negativas do ponto de vista psicológico. Embora o Transtorno do Espectro Autista (TEA) não seja um fator de risco para COVID-19, ele acaba sendo exacerbado pelo isolamento social, devido à interrupção da rotina imposta pelas restrições. O objetivo desse trabalho é avaliar, por meio de uma revisão narrativa, os principais desafios encontrados pelas crianças e adolescentes com TEA e seus responsáveis durante a pandemia da COVID-19, tendo como finalidade a abordagem dos impactos negativos na saúde mental dessas pessoas. MÉTODOS: Revisão bibliográfica feita nas principais bases de dados como Scielo, Pubmed e Lilacs, sendo selecionados artigos em inglês, espanhol e português, com tema central relacionando isolamento social, TEA e danos na saúde mental. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Estudos apontam que a resistência às modificações da rotina e a interrupção das atividades impostas pela pandemia da COVID-19 são desafiadoras para pacientes com TEA, afetando a saúde mental destes, o que pode exacerbar os sintomas do transtorno e agravar os problemas de comportamento. Pais de crianças com TEA relataram predominantemente mudanças no comportamento de seus filhos (72,1%), sendo as principais causas da mudança de comportamento ansiedade (41,7%), irritabilidade (16,7%), obsessão (11,1%), hostilidade (5,6%) e impulsividade.(2,8%). Pais e/ou cuidadores de pessoas com TEA também são afetados, já que para eles manter o isolamento social, estabelecer a nova rotina e explicar a falta de convívio com outras crianças são grandes desafios. CONCLUSÃO: A pandemia da COVID-19 afeta desproporcionalmente crianças e adolescentes com TEA bem como seus responsáveis. A suspensão da educação presencial, atividades extracurriculares e sociais ameaçam o bem-estar físico e mental dessas pessoas. Os pais e cuidadores estão sendo convidados a reorganizarem suas vidas diante das medidas de restrição social.
International Federation of Medical Students Associations of Brazil (IFMSA Brazil)
Title: Os desafios impostos pelo isolamento social durante a pandemia da COVID-19 em crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista e seus responsáveis
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INTRODUÇÃO: As medidas protetivas contra a COVID-19, como o isolamento social, são eficazes no controle da disseminação do vírus, porém possuem consequências negativas do ponto de vista psicológico.
Embora o Transtorno do Espectro Autista (TEA) não seja um fator de risco para COVID-19, ele acaba sendo exacerbado pelo isolamento social, devido à interrupção da rotina imposta pelas restrições.
O objetivo desse trabalho é avaliar, por meio de uma revisão narrativa, os principais desafios encontrados pelas crianças e adolescentes com TEA e seus responsáveis durante a pandemia da COVID-19, tendo como finalidade a abordagem dos impactos negativos na saúde mental dessas pessoas.
MÉTODOS: Revisão bibliográfica feita nas principais bases de dados como Scielo, Pubmed e Lilacs, sendo selecionados artigos em inglês, espanhol e português, com tema central relacionando isolamento social, TEA e danos na saúde mental.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: Estudos apontam que a resistência às modificações da rotina e a interrupção das atividades impostas pela pandemia da COVID-19 são desafiadoras para pacientes com TEA, afetando a saúde mental destes, o que pode exacerbar os sintomas do transtorno e agravar os problemas de comportamento.
Pais de crianças com TEA relataram predominantemente mudanças no comportamento de seus filhos (72,1%), sendo as principais causas da mudança de comportamento ansiedade (41,7%), irritabilidade (16,7%), obsessão (11,1%), hostilidade (5,6%) e impulsividade.
(2,8%).
Pais e/ou cuidadores de pessoas com TEA também são afetados, já que para eles manter o isolamento social, estabelecer a nova rotina e explicar a falta de convívio com outras crianças são grandes desafios.
CONCLUSÃO: A pandemia da COVID-19 afeta desproporcionalmente crianças e adolescentes com TEA bem como seus responsáveis.
A suspensão da educação presencial, atividades extracurriculares e sociais ameaçam o bem-estar físico e mental dessas pessoas.
Os pais e cuidadores estão sendo convidados a reorganizarem suas vidas diante das medidas de restrição social.
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