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I Mostra Regional da Atenção Primária à Saúde do Departamento Regional de Saúde
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A I Mostra Regional da Atenção Primária à Saúde do Departamento Regional de Saúde - DRS III e III Mostra da Atenção Primária à Saúde de Araraquara aconteceu no dia 06/11/2019 das 8h às 17h no Centro Internacional de Convenção Dr. Nelson Barbieri, em Araraquara/SP.
Esta Mostra foi organizada pelo Grupo de Trabalho de Humanização da SMS de Araraquara em parceria com o Centro de Desenvolvimento e Qualificação para o SUS do DRS III. Realizamos uma Mostra com apresentações culturais, apresentação de talentos de trabalhadores, de artesanatos e apresentação de setenta e quatro (74) trabalhos produzidos no cotidiano do cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS). Estiveram presentes quinhentas e sessenta e quatro (564) pessoas, entre trabalhadores, gestores, estudantes, conselheiros de saúde e usuários dos serviços de saúde de Araraquara e região.
Nossos objetivos foram promover encontros, trocas de experiências entre os municípios, aprender novos arranjos de trabalho em saúde pública, mas sobretudo, numa atitude política, afirmar o SUS que dá certo!
Esta Mostra possibilitou uma valorização do trabalhador e do trabalho que é desenvolvido rotineiramente no SUS, dando visibilidade às experiências inovadoras, salientando o papel protagonista de cada ator do SUS na construção do cuidado.
Dentre todos os trabalhos apresentados e avaliados pela Comissão Científica da Mostra, dez receberam destaque e foram certificados com Menção Honrosa. Alguns deles serão apresentados nas próximas páginas e apresentam arranjos desenvolvidos para o cuidado no Sistema Único de Saúde.
Os trabalhos apresentados poderão servir aos leitores como exemplaridade de como acontece a produção do SUS e a produção do conhecimento no campo da saúde coletiva. Feurwerker (2016) nos põe a pensar que todo ato que adotamos, seja na atenção, na gestão ou no cuidado, é um ato político que ajuda na construção ou na desconstrução do SUS enquanto uma obra em aberto. Esta obra pode, e deve, ser transformada por nós a todo momento. Esta ainda nos provoca a pensar que o que deve determinar a produção no SUS é mais a micropolítica que se dá nos encontros entre os atores do SUS na produção do cuidado, a qual nos tem escapado de modo geral.
Lima e Merhy (2016) nos trazem a ideia de que a ciência moderna produz uma radical separação entre as práticas sociais e o conjunto de saberes. A ideia é a construção do conhecimento nas Ciências Humanas e Sociais em Saúde produzindo pesquisas que tomam sujeitos e modos de vida como espaço de análise e interlocução, entrecortados pelo trabalho e o cuidado em saúde como um ato vivo, inscritos num processo histórico e social. Sendo assim, apostam na idéia de que a investigação no campo da saúde coletiva deve adotar o encontro como método. E que, é na repetição que se produzem diferenças. Esse jeito de fazer ciência e produzir conhecimento é um jeito mais intuitivo, das minorias, com um grande potencial produtivo. A produção de conhecimento se dá em ato, no encontro e na relação com os outros e seus modos de vida.
Lima e Merhy (2016), parafraseando Gilles Deleuze e Jacques Derrida, referem que a repetição despotencializa vidas e a produção de conhecimentos, mas é possível fazer emergir a diferença na repetição. Aí está a prova! Boa leitura.
Revista Brasileira Multidisciplinar - Rebram
Title: I Mostra Regional da Atenção Primária à Saúde do Departamento Regional de Saúde
Description:
A I Mostra Regional da Atenção Primária à Saúde do Departamento Regional de Saúde - DRS III e III Mostra da Atenção Primária à Saúde de Araraquara aconteceu no dia 06/11/2019 das 8h às 17h no Centro Internacional de Convenção Dr.
Nelson Barbieri, em Araraquara/SP.
Esta Mostra foi organizada pelo Grupo de Trabalho de Humanização da SMS de Araraquara em parceria com o Centro de Desenvolvimento e Qualificação para o SUS do DRS III.
Realizamos uma Mostra com apresentações culturais, apresentação de talentos de trabalhadores, de artesanatos e apresentação de setenta e quatro (74) trabalhos produzidos no cotidiano do cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS).
Estiveram presentes quinhentas e sessenta e quatro (564) pessoas, entre trabalhadores, gestores, estudantes, conselheiros de saúde e usuários dos serviços de saúde de Araraquara e região.
Nossos objetivos foram promover encontros, trocas de experiências entre os municípios, aprender novos arranjos de trabalho em saúde pública, mas sobretudo, numa atitude política, afirmar o SUS que dá certo!
Esta Mostra possibilitou uma valorização do trabalhador e do trabalho que é desenvolvido rotineiramente no SUS, dando visibilidade às experiências inovadoras, salientando o papel protagonista de cada ator do SUS na construção do cuidado.
Dentre todos os trabalhos apresentados e avaliados pela Comissão Científica da Mostra, dez receberam destaque e foram certificados com Menção Honrosa.
Alguns deles serão apresentados nas próximas páginas e apresentam arranjos desenvolvidos para o cuidado no Sistema Único de Saúde.
Os trabalhos apresentados poderão servir aos leitores como exemplaridade de como acontece a produção do SUS e a produção do conhecimento no campo da saúde coletiva.
Feurwerker (2016) nos põe a pensar que todo ato que adotamos, seja na atenção, na gestão ou no cuidado, é um ato político que ajuda na construção ou na desconstrução do SUS enquanto uma obra em aberto.
Esta obra pode, e deve, ser transformada por nós a todo momento.
Esta ainda nos provoca a pensar que o que deve determinar a produção no SUS é mais a micropolítica que se dá nos encontros entre os atores do SUS na produção do cuidado, a qual nos tem escapado de modo geral.
Lima e Merhy (2016) nos trazem a ideia de que a ciência moderna produz uma radical separação entre as práticas sociais e o conjunto de saberes.
A ideia é a construção do conhecimento nas Ciências Humanas e Sociais em Saúde produzindo pesquisas que tomam sujeitos e modos de vida como espaço de análise e interlocução, entrecortados pelo trabalho e o cuidado em saúde como um ato vivo, inscritos num processo histórico e social.
Sendo assim, apostam na idéia de que a investigação no campo da saúde coletiva deve adotar o encontro como método.
E que, é na repetição que se produzem diferenças.
Esse jeito de fazer ciência e produzir conhecimento é um jeito mais intuitivo, das minorias, com um grande potencial produtivo.
A produção de conhecimento se dá em ato, no encontro e na relação com os outros e seus modos de vida.
Lima e Merhy (2016), parafraseando Gilles Deleuze e Jacques Derrida, referem que a repetição despotencializa vidas e a produção de conhecimentos, mas é possível fazer emergir a diferença na repetição.
Aí está a prova! Boa leitura.
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