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EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL EM SAÚDE: O QUE DIZ A LITERATURA?
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Introdução: a Educação Interprofissional (EIP) como proposta teórico-prática de implicações acadêmico-científicas e profissionais começa a ganhar visibilidade em todo o mundo. Seu objetivo consiste em unir membros de duas ou mais profissões para aprender em conjunto, de forma interativa, cuja finalidade traduz-se na melhora da atenção à saúde. Qualifica-se como um movimento global estimulado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em prol do fortalecimento do trabalho em equipe. Objetivo: este trabalho objetivou identificar contribuições sobre a educação interprofissional e práticas colaborativas em saúde na última década. Método: Trata-se de revisão narrativa da literatura, realizada no período de agosto a dezembro de 2020, e os passos de sua elaboração e organização derivaram de outros estudos, a saber, levantamento bibliográfico, seleção de textos, fichamento, estruturação preliminar e estruturação lógica do estudo. As buscas foram viabilizadas por aparelho eletrônico (celular e notebook) na base de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde); portal CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior); SciELO (Scientific Electronic Library online); BDENF (Base de Dados de Enfermagem) e MEDLINE (Medical Literature Analysis Retrieval System Online). Foram incluídos textos em português, disponíveis gratuitamente, publicados e indexados nos referidos bancos de dados no período de 2010 a 2020. Para as buscas utilizou-se as palavras-chave e operadores booleanos em 06 combinações: Educação Interprofissional AND Práticas Colaborativas; Educação Interprofissional AND Atenção Primária em Saúde; Educação Interprofissional AND Trabalho em equipe; Práticas Colaborativas AND Atenção Primária em Saúde; Práticas Colaborativas AND relações interprofissionais; Educação Interprofissional AND relações interprofissionais. Resultados: Aplicados os critérios de inclusão e exclusão, foram identificadas 59 publicações. As contribuições da EIP e Práticas Colaborativas citadas no estudo englobam contribuições em níveis profissionais, aos usuários/pacientes e assistência em saúde. Dentre os artigos levantados na revisão de literatura, 17,86% (n=05) evidenciam a melhora da qualidade da assistência, bem como satisfação profissional e ao usuário/paciente, em seguida, 14,29% (n=4) citam maior segurança na assistência e reconhecimento da especificidade, papel e competências de outros profissionais, 10,71% (n=3) citam o fortalecimento da identidade profissional, 3,57% (n=1) citam a formação de profissionais aptos para o trabalho em equipe, integração e colaboração entre profissionais, melhora na relação da equipe, melhora no acesso à atenção à saúde, redução de erros e custos e a troca de experiências e saberes. Conclusões: Com este estudo constatou-se que a EIP e práticas colaborativas resultam em melhorias nos níveis profissionais, aos usuários/pacientes e assistência em saúde. As dificuldades para implementação da EIP e práticas colaborativas evidenciam como principal dificuldade a formação profissional, que apesar de importantes iniciativas relacionadas à EIP, tem como modelo de formação predominante o modelo uniprofissional, pautado em disciplinas, em saberes específicos e fragmentados, contraditório ao modelo de formação preconizado pelo SUS. Evidenciou-se a dificuldade em encontrar materiais específicos sobre atuação no NASF e ESF, sendo que as principais dificuldades citadas foram formação profissional, o que reforça a necessidade de introduzir a EIP e práticas colaborativas ainda durante a formação profissional.
Title: EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL EM SAÚDE: O QUE DIZ A LITERATURA?
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Introdução: a Educação Interprofissional (EIP) como proposta teórico-prática de implicações acadêmico-científicas e profissionais começa a ganhar visibilidade em todo o mundo.
Seu objetivo consiste em unir membros de duas ou mais profissões para aprender em conjunto, de forma interativa, cuja finalidade traduz-se na melhora da atenção à saúde.
Qualifica-se como um movimento global estimulado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em prol do fortalecimento do trabalho em equipe.
Objetivo: este trabalho objetivou identificar contribuições sobre a educação interprofissional e práticas colaborativas em saúde na última década.
Método: Trata-se de revisão narrativa da literatura, realizada no período de agosto a dezembro de 2020, e os passos de sua elaboração e organização derivaram de outros estudos, a saber, levantamento bibliográfico, seleção de textos, fichamento, estruturação preliminar e estruturação lógica do estudo.
As buscas foram viabilizadas por aparelho eletrônico (celular e notebook) na base de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde); portal CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior); SciELO (Scientific Electronic Library online); BDENF (Base de Dados de Enfermagem) e MEDLINE (Medical Literature Analysis Retrieval System Online).
Foram incluídos textos em português, disponíveis gratuitamente, publicados e indexados nos referidos bancos de dados no período de 2010 a 2020.
Para as buscas utilizou-se as palavras-chave e operadores booleanos em 06 combinações: Educação Interprofissional AND Práticas Colaborativas; Educação Interprofissional AND Atenção Primária em Saúde; Educação Interprofissional AND Trabalho em equipe; Práticas Colaborativas AND Atenção Primária em Saúde; Práticas Colaborativas AND relações interprofissionais; Educação Interprofissional AND relações interprofissionais.
Resultados: Aplicados os critérios de inclusão e exclusão, foram identificadas 59 publicações.
As contribuições da EIP e Práticas Colaborativas citadas no estudo englobam contribuições em níveis profissionais, aos usuários/pacientes e assistência em saúde.
Dentre os artigos levantados na revisão de literatura, 17,86% (n=05) evidenciam a melhora da qualidade da assistência, bem como satisfação profissional e ao usuário/paciente, em seguida, 14,29% (n=4) citam maior segurança na assistência e reconhecimento da especificidade, papel e competências de outros profissionais, 10,71% (n=3) citam o fortalecimento da identidade profissional, 3,57% (n=1) citam a formação de profissionais aptos para o trabalho em equipe, integração e colaboração entre profissionais, melhora na relação da equipe, melhora no acesso à atenção à saúde, redução de erros e custos e a troca de experiências e saberes.
Conclusões: Com este estudo constatou-se que a EIP e práticas colaborativas resultam em melhorias nos níveis profissionais, aos usuários/pacientes e assistência em saúde.
As dificuldades para implementação da EIP e práticas colaborativas evidenciam como principal dificuldade a formação profissional, que apesar de importantes iniciativas relacionadas à EIP, tem como modelo de formação predominante o modelo uniprofissional, pautado em disciplinas, em saberes específicos e fragmentados, contraditório ao modelo de formação preconizado pelo SUS.
Evidenciou-se a dificuldade em encontrar materiais específicos sobre atuação no NASF e ESF, sendo que as principais dificuldades citadas foram formação profissional, o que reforça a necessidade de introduzir a EIP e práticas colaborativas ainda durante a formação profissional.
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