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ESTIGMAS E PRECONCEITOS: PERCEPÇÕES DE PACIENTES EM TRATAMENTO DA HANSENÍASE NO MUNICÍPIO DE PALMAS, ESTADO DE TOCANTINS, BRASIL

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A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, crônica, de evolução lenta e que se manifesta principalmente através de sinais e sintomas dermatológicos e neurológicos, tais como lesões na pele e nos nervos periféricos (WHO, 2018). Sabe-se que é extenso o número de pessoas que convivem com a doença e não procuram atendimento especializado por não possuir sinais e sintomas aparentes, dificultando o diagnóstico. Logo, o indivíduo pode diminuir ou perder a força muscular e a sensibilidade, agravando o índice de incapacidades e deformidades, com consequente exclusão social (MAYMONE et al., 2020; PALIT et al., 2020; BRASIL, 2017). Apesar de a hanseníase ter sido declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como um problema global de saúde “eliminado”, em torno de 200.000 mil novos casos por ano foram notificados no mundo na última década (MAYMONE et al., 2020). O Brasil não conseguiu cumprir o objetivo de desenvolvimento do milênio estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) de eliminar a hanseníase até o fim de 2015 (ou seja, registrar um caso a cada 10 mil habitantes no máximo) (ALBANO et al., 2016). O Brasil foi responsável por 92,3% dos casos de hanseníase nas américas, com coeficientes de detecção de hanseníase heterogêneos, e hiperendêmicos em muitos estados das regiões Norte, tendo o estado do Tocantins alta incidência da doença e seus municípios, em sua maioria, hiperendêmicos (MONTEIRO et al, 2020; 2015). O interesse por essa temática surgiu a partir de leituras que evidenciam que, mesmo atualmente, ainda existe um enorme preconceito por parte da sociedade com relação à hanseníase, sobretudo, devido à falta de conhecimento de inúmeros fatores sobre a doença, em especial sobre a questão do contágio. Entende-se que um dos desafios encontrados pelos pacientes em tratamento da hanseníase ainda é a dificuldade de aceitação e inclusão social. Sendo assim, há um interesse em conhecer como os pacientes acometidos pela hanseníase enfrentam a realidade da doença, bem como se apresentam outras dificuldades relacionadas a doença e os tipos de preconceito vivenciados pelos portadores. O estudo torna-se relevante uma vez que podem ser apresentados resultados que poderão trazer esclarecimentos sobre a doença, questões relacionadas ao tratamento e a forma de contágio. A falta de informação por parte da população a respeito da doença, contribui para a predominância do estigma e preconceito em torno da hanseníase, os quais prejudicam e dificultam a vivência e inserção social destes pacientes. Portanto, o presente estudo busca analisar as percepções atuais sobre a hanseníase. Tendo como foco principal conhecer os estigmas e preconceitos vivenciados pelos portadores da doença no município de Palmas, estado de Tocantins, Brasil, a fim de contribuir para que haja um maior esclarecimento e conscientização da população.
Title: ESTIGMAS E PRECONCEITOS: PERCEPÇÕES DE PACIENTES EM TRATAMENTO DA HANSENÍASE NO MUNICÍPIO DE PALMAS, ESTADO DE TOCANTINS, BRASIL
Description:
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, crônica, de evolução lenta e que se manifesta principalmente através de sinais e sintomas dermatológicos e neurológicos, tais como lesões na pele e nos nervos periféricos (WHO, 2018).
Sabe-se que é extenso o número de pessoas que convivem com a doença e não procuram atendimento especializado por não possuir sinais e sintomas aparentes, dificultando o diagnóstico.
Logo, o indivíduo pode diminuir ou perder a força muscular e a sensibilidade, agravando o índice de incapacidades e deformidades, com consequente exclusão social (MAYMONE et al.
, 2020; PALIT et al.
, 2020; BRASIL, 2017).
Apesar de a hanseníase ter sido declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como um problema global de saúde “eliminado”, em torno de 200.
000 mil novos casos por ano foram notificados no mundo na última década (MAYMONE et al.
, 2020).
O Brasil não conseguiu cumprir o objetivo de desenvolvimento do milênio estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) de eliminar a hanseníase até o fim de 2015 (ou seja, registrar um caso a cada 10 mil habitantes no máximo) (ALBANO et al.
, 2016).
O Brasil foi responsável por 92,3% dos casos de hanseníase nas américas, com coeficientes de detecção de hanseníase heterogêneos, e hiperendêmicos em muitos estados das regiões Norte, tendo o estado do Tocantins alta incidência da doença e seus municípios, em sua maioria, hiperendêmicos (MONTEIRO et al, 2020; 2015).
O interesse por essa temática surgiu a partir de leituras que evidenciam que, mesmo atualmente, ainda existe um enorme preconceito por parte da sociedade com relação à hanseníase, sobretudo, devido à falta de conhecimento de inúmeros fatores sobre a doença, em especial sobre a questão do contágio.
Entende-se que um dos desafios encontrados pelos pacientes em tratamento da hanseníase ainda é a dificuldade de aceitação e inclusão social.
Sendo assim, há um interesse em conhecer como os pacientes acometidos pela hanseníase enfrentam a realidade da doença, bem como se apresentam outras dificuldades relacionadas a doença e os tipos de preconceito vivenciados pelos portadores.
O estudo torna-se relevante uma vez que podem ser apresentados resultados que poderão trazer esclarecimentos sobre a doença, questões relacionadas ao tratamento e a forma de contágio.
A falta de informação por parte da população a respeito da doença, contribui para a predominância do estigma e preconceito em torno da hanseníase, os quais prejudicam e dificultam a vivência e inserção social destes pacientes.
Portanto, o presente estudo busca analisar as percepções atuais sobre a hanseníase.
Tendo como foco principal conhecer os estigmas e preconceitos vivenciados pelos portadores da doença no município de Palmas, estado de Tocantins, Brasil, a fim de contribuir para que haja um maior esclarecimento e conscientização da população.

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