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Panteísmo e a cosmovisão da poesia brasileira da belle époque: diálogos entre Augusto dos Anjos, Pedro Kilkerry e Gilka Machado.
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Este artigo apresenta considerações sobre o panteísmo em Augusto dos Anjos, Pedro Kilkerry e Gilka Machado, tomando-a como elemento integrador de uma cosmovisão comum a seus projetos estéticos particulares. Embora sua poesia se delineie a partir de dicção aparentemente distinta, os três parecem debruçar-se sobre motivos a eles comuns: a ânsia pelo absoluto, a busca de nexos que integrem todos os seres na ordem cósmica, a indagação sobre existência ou ausência de Deus, emergem nos versos de Augusto dos Anjos, Kilkerry e Gilka Machado, como notas de um conflito entre a constatação do vazio metafísico moderno e um esforço por reencantar o mundo à luz dos sistemas de pensamento populares entre fins dos oitocentos e início do século XX. Ecos do monismo haeckeliano, da estética metafísica de Schopenhauer, e da doutrina da potência de Nietzsche são ouvidas na lira desses três contemporâneos que parecem ter buscado resposta nos sistemas filosóficos modernos a antigas inquietações da poesia idealista. Ao contrário dos primeiros simbolistas, que lhes comunicaram a angústia diante da inacessibilidade do ideal, os poetas aqui considerados não parecem buscar o absoluto num mundo transcendente, mas no encantamento da realidade imanente, via a revelação de um cosmos animado pela perspectiva panteísta.
Title: Panteísmo e a cosmovisão da poesia brasileira da belle époque: diálogos entre Augusto dos Anjos, Pedro Kilkerry e Gilka Machado.
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Este artigo apresenta considerações sobre o panteísmo em Augusto dos Anjos, Pedro Kilkerry e Gilka Machado, tomando-a como elemento integrador de uma cosmovisão comum a seus projetos estéticos particulares.
Embora sua poesia se delineie a partir de dicção aparentemente distinta, os três parecem debruçar-se sobre motivos a eles comuns: a ânsia pelo absoluto, a busca de nexos que integrem todos os seres na ordem cósmica, a indagação sobre existência ou ausência de Deus, emergem nos versos de Augusto dos Anjos, Kilkerry e Gilka Machado, como notas de um conflito entre a constatação do vazio metafísico moderno e um esforço por reencantar o mundo à luz dos sistemas de pensamento populares entre fins dos oitocentos e início do século XX.
Ecos do monismo haeckeliano, da estética metafísica de Schopenhauer, e da doutrina da potência de Nietzsche são ouvidas na lira desses três contemporâneos que parecem ter buscado resposta nos sistemas filosóficos modernos a antigas inquietações da poesia idealista.
Ao contrário dos primeiros simbolistas, que lhes comunicaram a angústia diante da inacessibilidade do ideal, os poetas aqui considerados não parecem buscar o absoluto num mundo transcendente, mas no encantamento da realidade imanente, via a revelação de um cosmos animado pela perspectiva panteísta.
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