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Fatores associados às fraturas de quadril e a incidência de mortalidade em idosos assistidos no Distrito Federal
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INTRODUÇÃO: A osteosporose é uma desordem esquelética que aumenta o risco de fratura em idosos tendo destaque as fraturas de fêmur provocadas por quedas. A queda é o acidente que ocorre com maior frequência no idoso, sendo suas complicações, a principal causa de morte naqueles com mais de 60 anos. O objetivo neste estudo foi descrever as associações e correlações entre variáveis (fratura por queda em idosos) e a mortalidade intrahospitalar. METODOLOGIA: Foi realizada uma pesquisa quantitativa, analítica, do tipo coorte retrospectiva após aprovação do CEP/CONEP, em um Hospital Público de Brasília, Distrito Federal. Foram incluídos: 1) Pacientes internados na enfermaria de Ortopedia do Hospital, no período de janeiro de 2010 a janeiro de 2018; 2) Pacientes cujo diagnóstico de queda da própria altura ou menos (trauma de baixa energia) estava devidamente registrado em prontuário no momento da admissão; 3) Paciente com idade superior a 60 anos de idade; 4)Pacientes que concordassem em assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. Foram excluídos: 1) Pacientes com fraturas patológicas por neoplasia óssea, mieloma múltiplo ou doença de Paget; 2) Prontuários cujos registros de admissão estejam incompletos ou sem fundamentação que permitam identificar a causa do evento (queda da própria altura ou menos). A identificação e descrição das variáveis foram realizadas através prontuário eletrônico track-care. Cada prontuário foi analisado, individualmente e sequencialmente, e a partir disso foram selecionadas as variáveis de interesse ao estudo e realizada transcrição para um banco de dados (Excell@) para posterior análise estatística. Os pacientes foram estratificados em dois grupos (mortalidade e não mortalidade) e realizado uma regressão logística com ajuste para idade, com cada variável para estimar o risco relativo de associação entre essas e o evento mortalidade. RESULTADOS/DISCUSSÃO:O número total de pacientes avaliados foi de 405 no período de 2010-2018, sendo predominante o sexo feminino (64,93%), o que pode ser explicado pelo fato de as mulheres terem uma maior expectativa de vida e o perfil compatível de fraturas por fragilidade óssea. A fratura trocantérica (50,61%) foi predominante e na avaliação de risco cirúrgico, mais da metade dos pacientes foram considerados de moderado/alto risco. O tratamento de escolha, na maioria dos casos de fratura de fêmur, é cirúrgico, sendo nessa pesquisa 77,28% dos pacientes submetidos a esse procedimento. Pacientes mais idosos que possuem um maior risco de comorbidades pré-operatórias e pacientes que possuem complicações pós-operatórias possuem um maior risco de mortalidade. A principal intervenção cirúrgica foi a osteossíntese (55,59%), sendo a taxa de mortalidade no período intra-hospitalar de (19,50%). A fratura de quadril deve receber atenção especial das autoridades e dos serviços de saúde por apresentar três grandes prejuízos: o prejuízo individual; o prejuízo familiar e o prejuízo social. Dessa forma, as melhores medidas a serem implementadas são reduzir os riscos de queda por meio de medidas básicas de segurança do idoso, fiscalizar a capacidade do autocuidado desse indivíduo e fiscalizar a capacidade do trabalho dos cuidadores e da família
Centro de Ensino Unificado de Brasilia
Title: Fatores associados às fraturas de quadril e a incidência de mortalidade em idosos assistidos no Distrito Federal
Description:
INTRODUÇÃO: A osteosporose é uma desordem esquelética que aumenta o risco de fratura em idosos tendo destaque as fraturas de fêmur provocadas por quedas.
A queda é o acidente que ocorre com maior frequência no idoso, sendo suas complicações, a principal causa de morte naqueles com mais de 60 anos.
O objetivo neste estudo foi descrever as associações e correlações entre variáveis (fratura por queda em idosos) e a mortalidade intrahospitalar.
METODOLOGIA: Foi realizada uma pesquisa quantitativa, analítica, do tipo coorte retrospectiva após aprovação do CEP/CONEP, em um Hospital Público de Brasília, Distrito Federal.
Foram incluídos: 1) Pacientes internados na enfermaria de Ortopedia do Hospital, no período de janeiro de 2010 a janeiro de 2018; 2) Pacientes cujo diagnóstico de queda da própria altura ou menos (trauma de baixa energia) estava devidamente registrado em prontuário no momento da admissão; 3) Paciente com idade superior a 60 anos de idade; 4)Pacientes que concordassem em assinar o termo de consentimento livre e esclarecido.
Foram excluídos: 1) Pacientes com fraturas patológicas por neoplasia óssea, mieloma múltiplo ou doença de Paget; 2) Prontuários cujos registros de admissão estejam incompletos ou sem fundamentação que permitam identificar a causa do evento (queda da própria altura ou menos).
A identificação e descrição das variáveis foram realizadas através prontuário eletrônico track-care.
Cada prontuário foi analisado, individualmente e sequencialmente, e a partir disso foram selecionadas as variáveis de interesse ao estudo e realizada transcrição para um banco de dados (Excell@) para posterior análise estatística.
Os pacientes foram estratificados em dois grupos (mortalidade e não mortalidade) e realizado uma regressão logística com ajuste para idade, com cada variável para estimar o risco relativo de associação entre essas e o evento mortalidade.
RESULTADOS/DISCUSSÃO:O número total de pacientes avaliados foi de 405 no período de 2010-2018, sendo predominante o sexo feminino (64,93%), o que pode ser explicado pelo fato de as mulheres terem uma maior expectativa de vida e o perfil compatível de fraturas por fragilidade óssea.
A fratura trocantérica (50,61%) foi predominante e na avaliação de risco cirúrgico, mais da metade dos pacientes foram considerados de moderado/alto risco.
O tratamento de escolha, na maioria dos casos de fratura de fêmur, é cirúrgico, sendo nessa pesquisa 77,28% dos pacientes submetidos a esse procedimento.
Pacientes mais idosos que possuem um maior risco de comorbidades pré-operatórias e pacientes que possuem complicações pós-operatórias possuem um maior risco de mortalidade.
A principal intervenção cirúrgica foi a osteossíntese (55,59%), sendo a taxa de mortalidade no período intra-hospitalar de (19,50%).
A fratura de quadril deve receber atenção especial das autoridades e dos serviços de saúde por apresentar três grandes prejuízos: o prejuízo individual; o prejuízo familiar e o prejuízo social.
Dessa forma, as melhores medidas a serem implementadas são reduzir os riscos de queda por meio de medidas básicas de segurança do idoso, fiscalizar a capacidade do autocuidado desse indivíduo e fiscalizar a capacidade do trabalho dos cuidadores e da família.
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