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Antiparkinsoniano no tratamento de sequelas neurológicas por cinomose

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Introdução: Danos neurológicos decorrentes da cinomose são um desafio para os veterinários, devido ocasionarem sequelas clinicas que influenciam na qualidade de vida dos pacientes. O tratamento destas sequelas deve buscar promover a resolução ou diminuição dos efeitos deletérios que impedem a independência do paciente. Assim, o presente relato tem como objetivo descrever a ação da medicação antiparkinsoniana (levodopa associada à carbidopa) administrada a três pacientes caninos que apresentaram sequelas neurológicas decorrentes da cinomose.   Casos: Três cães: um macho, sem raça definida, 9 meses de idade, um macho Shih Tzu, com 6 meses de idade e uma fêmea sem raça definida, com 8 anos de idade, foram encaminhados para atendimento neurológico por apresentarem danos neurológicos após o acometimento da cinomose. O Cão 1 apresentou mioclonia severa, falta de propriocepção, diminuição do tônus muscular e paralisia em ambos os membros pélvicos (MP), associada a uma acentuada cifose toracolombar, enquanto o Cão 2 apresentou mioclonia em MP, perda proprioceptiva em membro torácico (MT) e PL, ausência de reflexo de retirada em MT e MP, diminuição do tônus muscular em MP e aumento em MT, já o Cão 3 apresentou mioclonia intensa, ausência de propriocepção, diminuição do tônus muscular e paresia de MP. Todos os pacientes foram tratados com medicação antiparkinsoniana (levodopa 250mg + carbidopa 25mg) nas dosagens: O cão 1 recebeu um comprimido comercialmente disponível, via oral, uma vez ao dia por 30 dias, enquanto os cães 2 e 3 tiveram doses calculadas por extrapolação alométrica, sendo 0,25 mg animal de levodopa e 0,025 mg animal de carbidopa, e 1 mg paciente de levodopa e 0,1 mg paciente de carbidopa por 30 dias, respectivamente. 30 dias após o início do tratamento todos foram reavaliados e apresentaram melhora dos sinais motores, sendo mantido o tratamento. No retorno seguinte, 30 dias, o Cão 1 apresentou melhora significativa, porém, o Cão 2 passou a apresentar crises epilépticas e nistagmo que foram tratados, enquanto o Cão 3 não retornou. Como o Cão 1 apresentou melhor prognóstico, o tratamento foi mantido por um ano, sendo a frequência alterada de 24x24h para 48x48h após 30 dias e 72x72h após mais 30 dias. Infelizmente, o cão 2 teve um agravamento da condição epilética e morreu, enquanto o cão 3 morreu por atropelamento.   Discussão: Os casos relatados são incomuns, pois não existem informações sobre o uso de antiparksonianos para tratamento de danos neurológicos ocasionados pela cinomose. Embora existam terapias emergentes, como o uso de células-tronco mesenquimais, que podem reduzir essas sequelas, o acesso ainda é restrito a poucos profissionais. Assim, o uso de medicamentos para doenças desmielinizantes, como os antiparkinsonianos, pode ser uma alternativa. De fato, os três pacientes relatados apresentaram recuperação dos danos motores e sensoriais observados, o que corrobora com a possibilidade de um novo tratamento com antiparkinsonianos ou outros medicamentos para doenças desmielinizantes.          
Title: Antiparkinsoniano no tratamento de sequelas neurológicas por cinomose
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Introdução: Danos neurológicos decorrentes da cinomose são um desafio para os veterinários, devido ocasionarem sequelas clinicas que influenciam na qualidade de vida dos pacientes.
O tratamento destas sequelas deve buscar promover a resolução ou diminuição dos efeitos deletérios que impedem a independência do paciente.
Assim, o presente relato tem como objetivo descrever a ação da medicação antiparkinsoniana (levodopa associada à carbidopa) administrada a três pacientes caninos que apresentaram sequelas neurológicas decorrentes da cinomose.
  Casos: Três cães: um macho, sem raça definida, 9 meses de idade, um macho Shih Tzu, com 6 meses de idade e uma fêmea sem raça definida, com 8 anos de idade, foram encaminhados para atendimento neurológico por apresentarem danos neurológicos após o acometimento da cinomose.
O Cão 1 apresentou mioclonia severa, falta de propriocepção, diminuição do tônus muscular e paralisia em ambos os membros pélvicos (MP), associada a uma acentuada cifose toracolombar, enquanto o Cão 2 apresentou mioclonia em MP, perda proprioceptiva em membro torácico (MT) e PL, ausência de reflexo de retirada em MT e MP, diminuição do tônus muscular em MP e aumento em MT, já o Cão 3 apresentou mioclonia intensa, ausência de propriocepção, diminuição do tônus muscular e paresia de MP.
Todos os pacientes foram tratados com medicação antiparkinsoniana (levodopa 250mg + carbidopa 25mg) nas dosagens: O cão 1 recebeu um comprimido comercialmente disponível, via oral, uma vez ao dia por 30 dias, enquanto os cães 2 e 3 tiveram doses calculadas por extrapolação alométrica, sendo 0,25 mg animal de levodopa e 0,025 mg animal de carbidopa, e 1 mg paciente de levodopa e 0,1 mg paciente de carbidopa por 30 dias, respectivamente.
30 dias após o início do tratamento todos foram reavaliados e apresentaram melhora dos sinais motores, sendo mantido o tratamento.
No retorno seguinte, 30 dias, o Cão 1 apresentou melhora significativa, porém, o Cão 2 passou a apresentar crises epilépticas e nistagmo que foram tratados, enquanto o Cão 3 não retornou.
Como o Cão 1 apresentou melhor prognóstico, o tratamento foi mantido por um ano, sendo a frequência alterada de 24x24h para 48x48h após 30 dias e 72x72h após mais 30 dias.
Infelizmente, o cão 2 teve um agravamento da condição epilética e morreu, enquanto o cão 3 morreu por atropelamento.
  Discussão: Os casos relatados são incomuns, pois não existem informações sobre o uso de antiparksonianos para tratamento de danos neurológicos ocasionados pela cinomose.
Embora existam terapias emergentes, como o uso de células-tronco mesenquimais, que podem reduzir essas sequelas, o acesso ainda é restrito a poucos profissionais.
Assim, o uso de medicamentos para doenças desmielinizantes, como os antiparkinsonianos, pode ser uma alternativa.
De fato, os três pacientes relatados apresentaram recuperação dos danos motores e sensoriais observados, o que corrobora com a possibilidade de um novo tratamento com antiparkinsonianos ou outros medicamentos para doenças desmielinizantes.
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