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"Lá e de volta outra vez": o Imaginário Arthuriano em "A Queda de Arthur" de J. R. R. Tolkien
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O livro A Queda de Arthur é uma obra de J.R.R Tolkien que contém um poema em versos aliterativos escrito, aproximadamente, em 1930, mas organizado e publicado por Christopher Tolkien, filho do autor, em 2013. O poema narra as incursões de Arthur pelo território da Britânia e a luta pela defesa de seu reino. O objetivo deste artigo é analisar como se dá a construção do imaginário Arthuriano no poema em questão a partir da observação das características do rei e de como ele se relaciona com o contexto em que é representado, no qual problematizamos a classificação de Arthur como “bretão”. Para compreensão da obra, sempre em relação com a historiografia medievalística, utilizamos como metodologia a análise do discurso. Concluímos que o imaginário do rei Arthur do poema de Tolkien foi amplamente inspirado nas obras do ciclo arturiano que surgiram após o século XII, no qual Arthur é um cristão por excelência, imbuído de características e elementos expressos nos romances de cavalaria medievais e, portanto, muito provavelmente se distanciando dos contos orais propagados em línguas célticas no século VI. Essa última forma de representa-lo contribui, ainda que em partes, para uma espécie de apagamento da “celticidade arthuriana”.
Universidade Federal de Grande Dourados
Title: "Lá e de volta outra vez": o Imaginário Arthuriano em "A Queda de Arthur" de J. R. R. Tolkien
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O livro A Queda de Arthur é uma obra de J.
R.
R Tolkien que contém um poema em versos aliterativos escrito, aproximadamente, em 1930, mas organizado e publicado por Christopher Tolkien, filho do autor, em 2013.
O poema narra as incursões de Arthur pelo território da Britânia e a luta pela defesa de seu reino.
O objetivo deste artigo é analisar como se dá a construção do imaginário Arthuriano no poema em questão a partir da observação das características do rei e de como ele se relaciona com o contexto em que é representado, no qual problematizamos a classificação de Arthur como “bretão”.
Para compreensão da obra, sempre em relação com a historiografia medievalística, utilizamos como metodologia a análise do discurso.
Concluímos que o imaginário do rei Arthur do poema de Tolkien foi amplamente inspirado nas obras do ciclo arturiano que surgiram após o século XII, no qual Arthur é um cristão por excelência, imbuído de características e elementos expressos nos romances de cavalaria medievais e, portanto, muito provavelmente se distanciando dos contos orais propagados em línguas célticas no século VI.
Essa última forma de representa-lo contribui, ainda que em partes, para uma espécie de apagamento da “celticidade arthuriana”.
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