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Fibrilação atrial como importante fator preditivo de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) - Revisão de literatura
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Introdução: A Fibrilação Atrial (FA) é considerada a arritmia cardíaca sustentada mais comum, assim como também é o fator preditivo mais importante de Acidente Vascular Cerebral isquêmico (AVC). Diversos estudos têm sugerido que curtas salvas de taquicardia atrial (TA) ou extrassístoles supraventriculares (ESSV) frequentes podem traduzir um estágio inicial de remodelamento do átrio esquerdo e seriam preditores de FA e risco aumentado de AVC. Considera-se que risco de AVC não depende do modo de apresentação da FA e alguns estudos recentes mostram que até 30% deles têm a arritmia diagnosticada antes, durante ou após o evento isquêmico inicial. De modo geral, na américa latina, o aumento da prevalência da FA tem sido associado com o envelhecimento da população geral, juntamente com um mal controle dos principais fatores de risco, incluindo a hipertensão arterial. Como resultante deste processo, a prevalência do acidente vascular cerebral (AVC) e a mortalidade associada tem aumentado dramaticamente no decorrer dos anos. Objetivo: Analisar a correlação entre fibrilação atrial como fator de predição para acidente vascular cerebral isquêmico. Métodos: Foi feita uma busca qualitativa nas plataformas Scientific Electronic Library Online (SCIELO), na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e na plataforma Google Acadêmico, no intuito de buscar artigos no idioma português e inglês, bem avaliados, com os descritores acidente cerebrovascular, fibrilação atrial e prevalência, para realizar a revisão de literatura. O eixo temático é a clínica médica. Resultados: Foram selecionados 4 artigos para realização do trabalho e, a partir destes, observou-se que o AVCI pode ser definido por um déficit neurológico, geralmente focal, de instalação súbita e de rápida evolução, causada pela lesão de uma região cerebral decorrente da redução local da oferta de oxigênio, em razão do comprometimento do fluxo sanguíneo tecidual (isquemia). Dentre os fatores de risco modificáveis para o AVCI, a FA encontra-se como umas das principais, pois tem destaque como componente de gatilho tanto para o primeiro acidente quanto para episódios isquêmicos subsequentes. Observou-se também que pacientes com AVCI e com FA são, em geral, mais velhos do que aqueles sem diagnóstico de FA, e que a prevalência nas mulheres acaba sendo maior, tendo em vista que a representatividade feminina apresenta expectativa de vida superior à masculina e, por isso, podem ser mais expostas ao fator de risco idade. Ademais, verificou-se que a detecção precoce de FA tem grande importância, haja visto que o pronto início de anticoagulação pode diminuir em até 40% o risco da recorrência do AVC. Conclusão: A partir disso, pode-se perceber que os episódios de AVCI relacionados à FA podem ser considerados mais graves do que episódios não relacionados à FA devido à grande extensão do infarto associado com a oclusão de uma artéria proximal, a um maior risco de morte hospitalar e recorrência de AVC. Portanto, o AVC relacionado à FA parece ser um problema importante, uma vez que o conhecimento dos fatores de risco para AVC permite que se elaborem estratégias de prevenção primária e secundária para estes eventos vasculares. Resumo – sem apresentação. PALAVRAS-CHAVE: acidente cerebrovascular, fibrilação atrial, prevalência
Title: Fibrilação atrial como importante fator preditivo de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) - Revisão de literatura
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Introdução: A Fibrilação Atrial (FA) é considerada a arritmia cardíaca sustentada mais comum, assim como também é o fator preditivo mais importante de Acidente Vascular Cerebral isquêmico (AVC).
Diversos estudos têm sugerido que curtas salvas de taquicardia atrial (TA) ou extrassístoles supraventriculares (ESSV) frequentes podem traduzir um estágio inicial de remodelamento do átrio esquerdo e seriam preditores de FA e risco aumentado de AVC.
Considera-se que risco de AVC não depende do modo de apresentação da FA e alguns estudos recentes mostram que até 30% deles têm a arritmia diagnosticada antes, durante ou após o evento isquêmico inicial.
De modo geral, na américa latina, o aumento da prevalência da FA tem sido associado com o envelhecimento da população geral, juntamente com um mal controle dos principais fatores de risco, incluindo a hipertensão arterial.
Como resultante deste processo, a prevalência do acidente vascular cerebral (AVC) e a mortalidade associada tem aumentado dramaticamente no decorrer dos anos.
Objetivo: Analisar a correlação entre fibrilação atrial como fator de predição para acidente vascular cerebral isquêmico.
Métodos: Foi feita uma busca qualitativa nas plataformas Scientific Electronic Library Online (SCIELO), na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e na plataforma Google Acadêmico, no intuito de buscar artigos no idioma português e inglês, bem avaliados, com os descritores acidente cerebrovascular, fibrilação atrial e prevalência, para realizar a revisão de literatura.
O eixo temático é a clínica médica.
Resultados: Foram selecionados 4 artigos para realização do trabalho e, a partir destes, observou-se que o AVCI pode ser definido por um déficit neurológico, geralmente focal, de instalação súbita e de rápida evolução, causada pela lesão de uma região cerebral decorrente da redução local da oferta de oxigênio, em razão do comprometimento do fluxo sanguíneo tecidual (isquemia).
Dentre os fatores de risco modificáveis para o AVCI, a FA encontra-se como umas das principais, pois tem destaque como componente de gatilho tanto para o primeiro acidente quanto para episódios isquêmicos subsequentes.
Observou-se também que pacientes com AVCI e com FA são, em geral, mais velhos do que aqueles sem diagnóstico de FA, e que a prevalência nas mulheres acaba sendo maior, tendo em vista que a representatividade feminina apresenta expectativa de vida superior à masculina e, por isso, podem ser mais expostas ao fator de risco idade.
Ademais, verificou-se que a detecção precoce de FA tem grande importância, haja visto que o pronto início de anticoagulação pode diminuir em até 40% o risco da recorrência do AVC.
Conclusão: A partir disso, pode-se perceber que os episódios de AVCI relacionados à FA podem ser considerados mais graves do que episódios não relacionados à FA devido à grande extensão do infarto associado com a oclusão de uma artéria proximal, a um maior risco de morte hospitalar e recorrência de AVC.
Portanto, o AVC relacionado à FA parece ser um problema importante, uma vez que o conhecimento dos fatores de risco para AVC permite que se elaborem estratégias de prevenção primária e secundária para estes eventos vasculares.
Resumo – sem apresentação.
PALAVRAS-CHAVE: acidente cerebrovascular, fibrilação atrial, prevalência.
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