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Luz artificial no controle do florescimento de crisântemo de corte
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A floricultura é um setor com elevada competitividade a qual emprega tecnologias avançadas, demandando do produtor conhecimento técnico e sistemas de produção, distribuição e comercialização integrados e eficientes. O crisântemo, uma das flores de maior expressão no mercado, sensível ao comprimento do dia para indução ao florescimento, é classificado como Planta de Dia Curto, o que possibilita o controle do florescimento e a programação da produção de flores, de acordo com a demanda do mercado. A suplementação luminosa é necessária, para fornecimento de dias longos, inibindo o florescimento e promovendo o crescimento vegetativo. Lâmpadas incandescentes sempre foram utilizadas, mas em função da baixa eficiência luminosa, reduzida vida útil e suspensão da fabricação, tornou-se importante a procura por outras fontes de iluminação. Os principais tipos de lâmpadas utilizadas na suplementação luminosa são lâmpadas halógenas (substitutas da incandescente), fluorescentes e LED. Desta forma, os objetivos desse trabalho foram avaliar a eficiência de diferentes tipos de lâmpadas e diferentes intensidades na inibição do florescimento, nas características agronômicas e de produção de crisântemos de corte. Foram realizados 2 experimentos em casa de vegetação do setor de Floricultura, no Departamento de Agronomia da Universidade Federal de Viçosa. O experimento 1 foi instalado em DBC com parcelas subdivididas, onde as parcelas foram constituídas por diferentes fontes de iluminação (lâmpada incandescente 100 W, fluorescente 20 W, LED-vermelha 18 W, LED- branca 8 W, LED-vermelha 6 W e halógena 70 W) e as subparcelas por variedades (Dragon, Calabria, Sheena, White Regan e Orange Repin), com três repetições e cinco plantas/parcela. O experimento 2 foi instalado em esquema fatorial 3x3, com três tipos de lâmpadas (fluorescente 25 W, halógena 42 W e 100 W e LED branca 4,5 W) e três intensidades luminosas para cada lâmpada (35 lux, 75 lux e 115 lux) em DBC, com três repetições e cinco plantas/parcela. Foram utilizadas as variedades Dragon e Calábria. As fontes luminosas e as diferentes intensidades luminosas inibiram o florescimento durante o período de dias longos. Assim, diferentes lâmpadas e intensidades luminosas podem ser utilizadas e a sua escolha pode ser levada em consideração, disponibilidade no mercado, melhor relação custo/benefício, vida útil, consumo energético, preço de aquisição e de instalação. Todas as variedades produziram hastes com as características de qualidade e padrão exigidos para comercialização. Baseado nos cortes anatômicos dos ápices caulinares foi comprovado que não houve indução ao florescimento durante o período de suplementação luminosa, demonstrando a eficiência das lâmpadas em manter as plantas em estágio vegetativo. As lâmpadas LED-branca 8 W e fluorescente 20 W proporcionaram maior altura de planta, maior número de inflorescências, maior número de folhas e maior massa fresca da haste de 80 cm. Lâmpadas incandescente 100 W e LED-vermelha promoveram desempenho inferior às demais. Intensidade luminosas a partir de 35 lux, independentemente do tipo de lâmpada, inibe o florescimento de crisântemo de corte. As características de produção permaneceram estáveis com a alteração do tipo de lâmpada e intensidades. Lâmpada de LED representa maior economia no consumo de energia. Palavras-chave: Suplementação luminosa. Intensidade luminosa. Floricultura. Produção.
Title: Luz artificial no controle do florescimento de crisântemo de corte
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A floricultura é um setor com elevada competitividade a qual emprega tecnologias avançadas, demandando do produtor conhecimento técnico e sistemas de produção, distribuição e comercialização integrados e eficientes.
O crisântemo, uma das flores de maior expressão no mercado, sensível ao comprimento do dia para indução ao florescimento, é classificado como Planta de Dia Curto, o que possibilita o controle do florescimento e a programação da produção de flores, de acordo com a demanda do mercado.
A suplementação luminosa é necessária, para fornecimento de dias longos, inibindo o florescimento e promovendo o crescimento vegetativo.
Lâmpadas incandescentes sempre foram utilizadas, mas em função da baixa eficiência luminosa, reduzida vida útil e suspensão da fabricação, tornou-se importante a procura por outras fontes de iluminação.
Os principais tipos de lâmpadas utilizadas na suplementação luminosa são lâmpadas halógenas (substitutas da incandescente), fluorescentes e LED.
Desta forma, os objetivos desse trabalho foram avaliar a eficiência de diferentes tipos de lâmpadas e diferentes intensidades na inibição do florescimento, nas características agronômicas e de produção de crisântemos de corte.
Foram realizados 2 experimentos em casa de vegetação do setor de Floricultura, no Departamento de Agronomia da Universidade Federal de Viçosa.
O experimento 1 foi instalado em DBC com parcelas subdivididas, onde as parcelas foram constituídas por diferentes fontes de iluminação (lâmpada incandescente 100 W, fluorescente 20 W, LED-vermelha 18 W, LED- branca 8 W, LED-vermelha 6 W e halógena 70 W) e as subparcelas por variedades (Dragon, Calabria, Sheena, White Regan e Orange Repin), com três repetições e cinco plantas/parcela.
O experimento 2 foi instalado em esquema fatorial 3x3, com três tipos de lâmpadas (fluorescente 25 W, halógena 42 W e 100 W e LED branca 4,5 W) e três intensidades luminosas para cada lâmpada (35 lux, 75 lux e 115 lux) em DBC, com três repetições e cinco plantas/parcela.
Foram utilizadas as variedades Dragon e Calábria.
As fontes luminosas e as diferentes intensidades luminosas inibiram o florescimento durante o período de dias longos.
Assim, diferentes lâmpadas e intensidades luminosas podem ser utilizadas e a sua escolha pode ser levada em consideração, disponibilidade no mercado, melhor relação custo/benefício, vida útil, consumo energético, preço de aquisição e de instalação.
Todas as variedades produziram hastes com as características de qualidade e padrão exigidos para comercialização.
Baseado nos cortes anatômicos dos ápices caulinares foi comprovado que não houve indução ao florescimento durante o período de suplementação luminosa, demonstrando a eficiência das lâmpadas em manter as plantas em estágio vegetativo.
As lâmpadas LED-branca 8 W e fluorescente 20 W proporcionaram maior altura de planta, maior número de inflorescências, maior número de folhas e maior massa fresca da haste de 80 cm.
Lâmpadas incandescente 100 W e LED-vermelha promoveram desempenho inferior às demais.
Intensidade luminosas a partir de 35 lux, independentemente do tipo de lâmpada, inibe o florescimento de crisântemo de corte.
As características de produção permaneceram estáveis com a alteração do tipo de lâmpada e intensidades.
Lâmpada de LED representa maior economia no consumo de energia.
Palavras-chave: Suplementação luminosa.
Intensidade luminosa.
Floricultura.
Produção.
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