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Orquidopexia bilateral após distorção manual em adolescente com dor testicular aguda: relato de caso
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A dor testicular aguda é uma emergência urológica que requer diagnóstico e tratamento rápidos para preservar a função testicular. A torção testicular, caracterizada pela rotação do cordão espermático e consequente isquemia, é uma das principais causas. O diagnóstico clínico é complementado pela ultrassonografia com Doppler, que avalia o fluxo sanguíneo. O manejo inicial pode incluir a distorção manual para restabelecer o fluxo, seguida de correção cirúrgica para prevenir recorrência e avaliar a viabilidade testicular. Relato de Caso: Um adolescente de 13 anos, previamente saudável, procurou atendimento por dor testicular aguda à direita, acompanhada de episódios de vômitos. Na chegada, encontrava-se sudoreico e relatava dor intensa. A ultrassonografia revelou testículo direito globoso, sem fluxo sanguíneo. A equipe realizou manobra de distorção manual do testículo direito, seguida de ultrassonografia com Doppler que confirmou o retorno do fluxo. Optou-se pela abordagem cirúrgica na manhã seguinte. Durante o procedimento, sob anestesia geral, observou-se testículo e epidídimo direitos com hiperemia, petéquias e edema, porém sem sinais de torção do pedículo ou isquemia, indicando perfusão preservada. O testículo direito foi fixado. No lado esquerdo, o testículo apresentava aspecto normal e também foi fixado. O paciente foi encaminhado à enfermaria pediátrica, recebeu analgesia adequada e evoluiu bem, com mobilidade preservada e ingesta oral mantida. Discussão: A torção testicular afeta principalmente adolescentes e jovens adultos, manifestando-se por dor súbita e intensa, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. O exame físico pode revelar aumento, hiperemia e sinais característicos como elevação e horizontalização do testículo. A ultrassonografia com Doppler confirma o diagnóstico ao avaliar o fluxo sanguíneo. A distorção manual pode restabelecer temporariamente a perfusão, mas a correção cirúrgica é necessária para prevenir recorrência. A orquidopexia bilateral é recomendada, pois o testículo contralateral também está em risco. O manejo pós-operatório com analgesia e monitoramento é fundamental para a recuperação.
Universidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais
Title: Orquidopexia bilateral após distorção manual em adolescente com dor testicular aguda: relato de caso
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A dor testicular aguda é uma emergência urológica que requer diagnóstico e tratamento rápidos para preservar a função testicular.
A torção testicular, caracterizada pela rotação do cordão espermático e consequente isquemia, é uma das principais causas.
O diagnóstico clínico é complementado pela ultrassonografia com Doppler, que avalia o fluxo sanguíneo.
O manejo inicial pode incluir a distorção manual para restabelecer o fluxo, seguida de correção cirúrgica para prevenir recorrência e avaliar a viabilidade testicular.
Relato de Caso: Um adolescente de 13 anos, previamente saudável, procurou atendimento por dor testicular aguda à direita, acompanhada de episódios de vômitos.
Na chegada, encontrava-se sudoreico e relatava dor intensa.
A ultrassonografia revelou testículo direito globoso, sem fluxo sanguíneo.
A equipe realizou manobra de distorção manual do testículo direito, seguida de ultrassonografia com Doppler que confirmou o retorno do fluxo.
Optou-se pela abordagem cirúrgica na manhã seguinte.
Durante o procedimento, sob anestesia geral, observou-se testículo e epidídimo direitos com hiperemia, petéquias e edema, porém sem sinais de torção do pedículo ou isquemia, indicando perfusão preservada.
O testículo direito foi fixado.
No lado esquerdo, o testículo apresentava aspecto normal e também foi fixado.
O paciente foi encaminhado à enfermaria pediátrica, recebeu analgesia adequada e evoluiu bem, com mobilidade preservada e ingesta oral mantida.
Discussão: A torção testicular afeta principalmente adolescentes e jovens adultos, manifestando-se por dor súbita e intensa, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos.
O exame físico pode revelar aumento, hiperemia e sinais característicos como elevação e horizontalização do testículo.
A ultrassonografia com Doppler confirma o diagnóstico ao avaliar o fluxo sanguíneo.
A distorção manual pode restabelecer temporariamente a perfusão, mas a correção cirúrgica é necessária para prevenir recorrência.
A orquidopexia bilateral é recomendada, pois o testículo contralateral também está em risco.
O manejo pós-operatório com analgesia e monitoramento é fundamental para a recuperação.
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