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EDITORIAL
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É com dupla satisfação que este número da Revista Desenvolvimento e Civilização (RD&C) chega às mãos de seus leitores. Primeiro, porque a Equipe do Programa de Pós-graduação Desenvolvimento e Educação – Theotonio dos Santos (ProDEd-TS), que a produz, tem compensado o seu esforço ao publicá-la no Portal de Periódicos UERJ; segundo, porque a RD&C, como projeto de extensão, foi avaliada com grau máximo (excelente) pela Comissão de Avaliação do Departamento de Extensão (Depext) da Pró-reitoria de Extensão e Cultura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.Nesta edição, publicamos apenas quatro textos de relevância para a compreensão da nossa realidade. O primeiro, de autoria de Paulino José Orso, “O liberalismo em perspectiva histórica: da ideia de liberdade à devastação ultraliberal” apresenta-nos uma análise histórica do liberalismo com o objetivo de compreender as mudanças mais substanciais pelas quais passou e o atual momento que vivemos para colocar em evidência os desafios que se colocam para os trabalhadores.O segundo texto, produzido pelo trio Eduardo Reis Pieretti, André Malina e Maria Gabriela Guillén Carias, “Expressões da contrarrevolução burguesa no Brasil do século xxi e a contribuição de Florestan Fernandes à crítica do capitalismo dependente” revisita o conceito de capitalismo dependente de Florestan Fernandes, pretendendo interpretar aspectos recentes da nossa história. Como os seus autores acentuam, o texto se concentra “no modo como a especificidade capitalista brasileira se vincula a um processo de contrarrevolução burguesa de longo alcance, com fluxos e refluxos, e consolida o regime autocrático-burguês de 1964 e se expressa no capitalismo contemporâneo. O texto no brinda com um panorama de como Fernandes formula o conceito de capitalismo dependente, com atenção às categorias que oferecem explicações para fenômenos contemporâneos. Sua finalidade é oferecer uma possibilidade interpretativa do chamado governo “democrático-popular”.O terceiro texto, de Jonas Emanuel Pinto Magalhães, “Juventude, trabalho e educação: as políticas de qualificação, trabalho e renda nos governos de Lula da Silva” tem como objeto as políticas de qualificação, trabalho e renda dirigidas à juventude nos oito anos do governo Lula. Discute a implementação de programas de qualificação, emprego e renda no período de 2003 a 2010, procura captar o sentido de orientação e implementação dos programas e o processo que consolidou a Política Nacional de Juventude. Magalhães argumenta que o alinhamento dos programas com as orientações provenientes de organismos internacionais, particularmente a UNESCO, visa a integração dos jovens à nova sociabilidade do capital por meio da elevação do nível de escolaridade, qualificação para o trabalho simples e elevação do capital social. Reconhece que o Presidente Lula da Silva inaugurou um novo marco para as políticas voltadas para a juventude que tem na Política Nacional de Juventude, no Conselho Nacional de Juventude e na Secretaria Nacional de Juventude espaços de disputas por direitos voltados para a população jovem em maior situação de vulnerabilidade.O quarto e último texto deste número é de autoria de Gabriel Pinheiro de Siqueira Gomes e se intitula “Pretos e pardos, uni-vos. Os desafios de(o) ser negro no Brasil do século XXI”. Objetiva debater o conceito de raça no Brasil por meio da leitura dos clássicos acadêmicos e militantes do Movimento Negro a partir de três eixos: o conceito de raça utilizado nas últimas décadas, transformações e disputas pelas políticas públicas, e o conceito raça/cor adotado pelo IBGE.Quatro textos, quatro direções analíticas que, entretanto, convergem para a construção de bases para a superação da nossa dependência econômica, entendendo que ela não se restringe ao campo econômico. Como disseram os Fundadores da Teoria Marxista da Dependência – Theotonio do Santos, Vania Bambirra, Orlando Caputo, Sergio Ramos, Roberto Pizarro e José Martínez[1]: “a dependência não é apenas um fator externo que limita o desenvolvimento econômico, mas é também como algo que conforma um certo tipo de estruturas sociais cuja legalidade ou dinamismo está dado pela condição de dependência”. Os estudos de temas brasileiros, por mais diversos que sejam, assumem o caráter de tarefa urgente em níveis teórico e empírico que deve servir de base para a superação de nossa condição de sociedade dependente. [1]Dos Santos, Bambirra, Caputo, Ramos, Pizarro, Martínez. Esquema de Investigación sobre relaciones de dependência en America Latina – Bosquejo Informativo. Chile: CESO (Centro de Estudios Socioeconómicos), Faculdad de Ciencias Económicas – Universidad de Chile. Cópiadatilogfrafa. [S/D].
Title: EDITORIAL
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É com dupla satisfação que este número da Revista Desenvolvimento e Civilização (RD&C) chega às mãos de seus leitores.
Primeiro, porque a Equipe do Programa de Pós-graduação Desenvolvimento e Educação – Theotonio dos Santos (ProDEd-TS), que a produz, tem compensado o seu esforço ao publicá-la no Portal de Periódicos UERJ; segundo, porque a RD&C, como projeto de extensão, foi avaliada com grau máximo (excelente) pela Comissão de Avaliação do Departamento de Extensão (Depext) da Pró-reitoria de Extensão e Cultura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Nesta edição, publicamos apenas quatro textos de relevância para a compreensão da nossa realidade.
O primeiro, de autoria de Paulino José Orso, “O liberalismo em perspectiva histórica: da ideia de liberdade à devastação ultraliberal” apresenta-nos uma análise histórica do liberalismo com o objetivo de compreender as mudanças mais substanciais pelas quais passou e o atual momento que vivemos para colocar em evidência os desafios que se colocam para os trabalhadores.
O segundo texto, produzido pelo trio Eduardo Reis Pieretti, André Malina e Maria Gabriela Guillén Carias, “Expressões da contrarrevolução burguesa no Brasil do século xxi e a contribuição de Florestan Fernandes à crítica do capitalismo dependente” revisita o conceito de capitalismo dependente de Florestan Fernandes, pretendendo interpretar aspectos recentes da nossa história.
Como os seus autores acentuam, o texto se concentra “no modo como a especificidade capitalista brasileira se vincula a um processo de contrarrevolução burguesa de longo alcance, com fluxos e refluxos, e consolida o regime autocrático-burguês de 1964 e se expressa no capitalismo contemporâneo.
O texto no brinda com um panorama de como Fernandes formula o conceito de capitalismo dependente, com atenção às categorias que oferecem explicações para fenômenos contemporâneos.
Sua finalidade é oferecer uma possibilidade interpretativa do chamado governo “democrático-popular”.
O terceiro texto, de Jonas Emanuel Pinto Magalhães, “Juventude, trabalho e educação: as políticas de qualificação, trabalho e renda nos governos de Lula da Silva” tem como objeto as políticas de qualificação, trabalho e renda dirigidas à juventude nos oito anos do governo Lula.
Discute a implementação de programas de qualificação, emprego e renda no período de 2003 a 2010, procura captar o sentido de orientação e implementação dos programas e o processo que consolidou a Política Nacional de Juventude.
Magalhães argumenta que o alinhamento dos programas com as orientações provenientes de organismos internacionais, particularmente a UNESCO, visa a integração dos jovens à nova sociabilidade do capital por meio da elevação do nível de escolaridade, qualificação para o trabalho simples e elevação do capital social.
Reconhece que o Presidente Lula da Silva inaugurou um novo marco para as políticas voltadas para a juventude que tem na Política Nacional de Juventude, no Conselho Nacional de Juventude e na Secretaria Nacional de Juventude espaços de disputas por direitos voltados para a população jovem em maior situação de vulnerabilidade.
O quarto e último texto deste número é de autoria de Gabriel Pinheiro de Siqueira Gomes e se intitula “Pretos e pardos, uni-vos.
Os desafios de(o) ser negro no Brasil do século XXI”.
Objetiva debater o conceito de raça no Brasil por meio da leitura dos clássicos acadêmicos e militantes do Movimento Negro a partir de três eixos: o conceito de raça utilizado nas últimas décadas, transformações e disputas pelas políticas públicas, e o conceito raça/cor adotado pelo IBGE.
Quatro textos, quatro direções analíticas que, entretanto, convergem para a construção de bases para a superação da nossa dependência econômica, entendendo que ela não se restringe ao campo econômico.
Como disseram os Fundadores da Teoria Marxista da Dependência – Theotonio do Santos, Vania Bambirra, Orlando Caputo, Sergio Ramos, Roberto Pizarro e José Martínez[1]: “a dependência não é apenas um fator externo que limita o desenvolvimento econômico, mas é também como algo que conforma um certo tipo de estruturas sociais cuja legalidade ou dinamismo está dado pela condição de dependência”.
Os estudos de temas brasileiros, por mais diversos que sejam, assumem o caráter de tarefa urgente em níveis teórico e empírico que deve servir de base para a superação de nossa condição de sociedade dependente.
[1]Dos Santos, Bambirra, Caputo, Ramos, Pizarro, Martínez.
Esquema de Investigación sobre relaciones de dependência en America Latina – Bosquejo Informativo.
Chile: CESO (Centro de Estudios Socioeconómicos), Faculdad de Ciencias Económicas – Universidad de Chile.
Cópiadatilogfrafa.
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