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Patossistema cucumis melo l.-podosphaera xanthii: variabilidade patogênica, identificação de fontes de resistência e estudo de herança
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Dentre as enfermidades que ocorrem no meloeiro, tem-se o oídio, causada principalmente pela
espécie fúngica Podosphaera xanthii. A utilização da resistência genética é a forma mais
eficiente para evitar o patógeno. No entanto, a alta variabilidade do patógeno reduz a vida útil
das cultivares resistentes, o que dificulta o controle da doença. Tornam-se necessários
levantamentos frequentes sobre as raças fisiológicas que estão causando oídio, bem como a
identificação de acessos que possuam genes de resistência, com posterior conhecimento sobre
o controle genético envolvido, a fim de obter cultivares resistentes às raças prevalentes do
patógeno. Diante do exposto, o trabalho teve como objetivos: a) Caracterizar a variabilidade da
população de P. xanthii em regiões produtoras de melão no Estado do Rio Grande do Norte; b)
Identificar acessos de meloeiro resistentes; c) Conhecer a herança da resistência presente no
acesso AM-55 às raças 3.5 e ‘Br06’ de P. xanthii. Foram realizados experimentos no período
de 2015 a 2018, nos quais analisou-se isolados monospóricos provenientes de folhas infectadas
com oídio em meloeiro cultivado em condições de campo e ambiente protegido. Os isolados
foram inoculados em um conjunto de linhagens diferenciadoras de raças de oídio e, com base
na resposta de resistência ou suscetibilidade apresentada por cada uma delas, foi possível
identificar a raça dos isolados. Foram identificadas as raças 1, 2F, 3.5, 5, ‘Br01’, ‘Br02’, ‘Br03’,
‘Br04’, ‘Br05’ e ‘Br06’, com prevalência das raças 3.5 e 5 causando oídio em meloeiro. Este é
o primeiro registro da presença da raça 3.5 no Brasil. Em 2017, 47 acessos que fazem parte da
coleção ativa de germoplasma da UFERSA foram inoculados com três isolados de oídio
coletados na região de Pau Branco-RN, Alagoinha-RN e Baraúna-RN. Dez dias após a
inoculação, as plantas foram avaliadas e os dados foram analisados de acordo com o teste não
paramétrico de Kruskal-Wallis. Foi observada a existência de variabilidade entre os genótipos,
os acessos AC-02, AC-32 e AC-59 foram identificados como resistentes, por não apresentarem
colonização e reprodução do patógeno. No estudo de herança, utilizou-se os genitores
‘Védrantais’ (suscetível) e o AM-55 (resistente), bem como as populações F1 e F2, obtidas do
cruzamento entre os genitores. As plantas foram inoculadas com isolados das raças 3.5 e ‘Br06’,
além de avaliadas e classificadas com base em uma escala de notas variando de 1 a 4. Plantas
que receberam notas 1 ou 2 foram consideradas resistentes, e plantas com notas 3 ou 4,
suscetíveis. Aplicou-se o teste de Qui-quadrado (χ2) na população segregante (F2) para testar o
possível modelo genético e ligação gênica por meio da análise da reação na geração F2 às duas
raças simultaneamente. A herança da resistência presente no AM-55 às raças 3.5 e ‘Br06’ de P.
xanthii é monogênica e recessiva. Os genes que conferem resistência às duas raças estão
ligados, e a distância entre eles é de 9 cM
Title: Patossistema cucumis melo l.-podosphaera xanthii: variabilidade patogênica, identificação de fontes de resistência e estudo de herança
Description:
Dentre as enfermidades que ocorrem no meloeiro, tem-se o oídio, causada principalmente pela
espécie fúngica Podosphaera xanthii.
A utilização da resistência genética é a forma mais
eficiente para evitar o patógeno.
No entanto, a alta variabilidade do patógeno reduz a vida útil
das cultivares resistentes, o que dificulta o controle da doença.
Tornam-se necessários
levantamentos frequentes sobre as raças fisiológicas que estão causando oídio, bem como a
identificação de acessos que possuam genes de resistência, com posterior conhecimento sobre
o controle genético envolvido, a fim de obter cultivares resistentes às raças prevalentes do
patógeno.
Diante do exposto, o trabalho teve como objetivos: a) Caracterizar a variabilidade da
população de P.
xanthii em regiões produtoras de melão no Estado do Rio Grande do Norte; b)
Identificar acessos de meloeiro resistentes; c) Conhecer a herança da resistência presente no
acesso AM-55 às raças 3.
5 e ‘Br06’ de P.
xanthii.
Foram realizados experimentos no período
de 2015 a 2018, nos quais analisou-se isolados monospóricos provenientes de folhas infectadas
com oídio em meloeiro cultivado em condições de campo e ambiente protegido.
Os isolados
foram inoculados em um conjunto de linhagens diferenciadoras de raças de oídio e, com base
na resposta de resistência ou suscetibilidade apresentada por cada uma delas, foi possível
identificar a raça dos isolados.
Foram identificadas as raças 1, 2F, 3.
5, 5, ‘Br01’, ‘Br02’, ‘Br03’,
‘Br04’, ‘Br05’ e ‘Br06’, com prevalência das raças 3.
5 e 5 causando oídio em meloeiro.
Este é
o primeiro registro da presença da raça 3.
5 no Brasil.
Em 2017, 47 acessos que fazem parte da
coleção ativa de germoplasma da UFERSA foram inoculados com três isolados de oídio
coletados na região de Pau Branco-RN, Alagoinha-RN e Baraúna-RN.
Dez dias após a
inoculação, as plantas foram avaliadas e os dados foram analisados de acordo com o teste não
paramétrico de Kruskal-Wallis.
Foi observada a existência de variabilidade entre os genótipos,
os acessos AC-02, AC-32 e AC-59 foram identificados como resistentes, por não apresentarem
colonização e reprodução do patógeno.
No estudo de herança, utilizou-se os genitores
‘Védrantais’ (suscetível) e o AM-55 (resistente), bem como as populações F1 e F2, obtidas do
cruzamento entre os genitores.
As plantas foram inoculadas com isolados das raças 3.
5 e ‘Br06’,
além de avaliadas e classificadas com base em uma escala de notas variando de 1 a 4.
Plantas
que receberam notas 1 ou 2 foram consideradas resistentes, e plantas com notas 3 ou 4,
suscetíveis.
Aplicou-se o teste de Qui-quadrado (χ2) na população segregante (F2) para testar o
possível modelo genético e ligação gênica por meio da análise da reação na geração F2 às duas
raças simultaneamente.
A herança da resistência presente no AM-55 às raças 3.
5 e ‘Br06’ de P.
xanthii é monogênica e recessiva.
Os genes que conferem resistência às duas raças estão
ligados, e a distância entre eles é de 9 cM.
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