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A recepção À paz perpétua de Kant: Friedrich Wilhelm von Schütz
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Este estudo pretende reconstruir as principais críticas de Friedrich Wilhelm v. Schütz em sua resenha Kommentar über Kants ewigen Frieden [Comentário sobre à paz perpétua de Kant] (1797) e examinar sua plausibilidade à luz do desenvolvimento histórico do ideal kantiano de uma ordem mundial pacífica, considerando, por exemplo, a hipótese de Jurgen Habermas, em obras como Ocidente dividido e A inclusão do outro, de que com a fundação das Organização das Nações Unidas o projeto de Kant deixou de ser algo restrito ao terreno das meras ideias e ganhou corpo na realidade. Schütz, em sua resenha, avalia o projeto kantiano em À paz perpétua (1795) partindo de um tipo de ceticismo pragmático, apontando que o projeto do opúsculo não era nenhuma novidade quando foi publicado e que, como todos tais projetos, deveria cair no esquecimento em muito pouco tempo. Além disso, Schütz analisa cada um dos artigos do opúsculo mostrando ou a ausência de novidade, ou o caráter contraproducente da proposta, querendo dizer com isso que tal proposta nunca poderia ganhar terreno no campo da realidade, com isso o resenhador parece retomar a questão de outro opúsculo de Kant, a relação entre teoria e prática. Enfim, se pretende situar a resenha de Schütz, reconstruir seus argumentos e esboçar algumas respostas às críticas contra o opúsculo de Kant.
Title: A recepção À paz perpétua de Kant: Friedrich Wilhelm von Schütz
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Este estudo pretende reconstruir as principais críticas de Friedrich Wilhelm v.
Schütz em sua resenha Kommentar über Kants ewigen Frieden [Comentário sobre à paz perpétua de Kant] (1797) e examinar sua plausibilidade à luz do desenvolvimento histórico do ideal kantiano de uma ordem mundial pacífica, considerando, por exemplo, a hipótese de Jurgen Habermas, em obras como Ocidente dividido e A inclusão do outro, de que com a fundação das Organização das Nações Unidas o projeto de Kant deixou de ser algo restrito ao terreno das meras ideias e ganhou corpo na realidade.
Schütz, em sua resenha, avalia o projeto kantiano em À paz perpétua (1795) partindo de um tipo de ceticismo pragmático, apontando que o projeto do opúsculo não era nenhuma novidade quando foi publicado e que, como todos tais projetos, deveria cair no esquecimento em muito pouco tempo.
Além disso, Schütz analisa cada um dos artigos do opúsculo mostrando ou a ausência de novidade, ou o caráter contraproducente da proposta, querendo dizer com isso que tal proposta nunca poderia ganhar terreno no campo da realidade, com isso o resenhador parece retomar a questão de outro opúsculo de Kant, a relação entre teoria e prática.
Enfim, se pretende situar a resenha de Schütz, reconstruir seus argumentos e esboçar algumas respostas às críticas contra o opúsculo de Kant.
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