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INFLUÊNCIA PRETA NA DANÇA: INTERFACE ENTRE DANÇAS URBANAS E POPULARES DE PERNAMBUCO
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O artigo apresentado tem como objetivo analisar a influência da cultura preta na dança, estabelecendo uma interface comparativa entre o Frevo, dança popular de Pernambuco, e o Vogue, expressão da cultura Ballroom norte-americana. A pesquisa busca demonstrar como ambas as manifestações, apesar de suas origens geográficas distintas, compartilham raízes em contextos de resistência de comunidades marginalizadas. Para tal, foi construída uma análise histórico-social-performática que parte da diáspora africana e do racismo estrutural para contextualizar o surgimento de danças como espaços de afirmação identitária. O texto detalha as origens do Frevo a partir da capoeira e da marginalização de corpos negros no Recife, e do Vogue como refúgio e palco para a população LGBTQIA+ preta e latina em Nova York. Foi feita uma discussão a partir desse ponto central para entrelaçar as duas danças, apontando convergências em seus aspectos sociais, históricos e performáticos. São destacadas interfaces como a origem em populações urbanas e pobres, a competitividade, o improviso como elemento central, a organização em rodas e a forte conexão com uma musicalidade pulsante, interpretadas como um laço ancestral comum. O estudo, ao apontar tais conexões, ressalta a importância de reconhecer essas danças como manifestações da cultura preta urbana para combater o apagamento histórico e a apropriação. Por fim, o artigo propõe uma abordagem pedagógica, utilizando metodologias ativas, para explorar essas interfaces em sala de aula, usando a dança como ferramenta política e educativa para debater questões étnico-raciais.
Title: INFLUÊNCIA PRETA NA DANÇA: INTERFACE ENTRE DANÇAS URBANAS E POPULARES DE PERNAMBUCO
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O artigo apresentado tem como objetivo analisar a influência da cultura preta na dança, estabelecendo uma interface comparativa entre o Frevo, dança popular de Pernambuco, e o Vogue, expressão da cultura Ballroom norte-americana.
A pesquisa busca demonstrar como ambas as manifestações, apesar de suas origens geográficas distintas, compartilham raízes em contextos de resistência de comunidades marginalizadas.
Para tal, foi construída uma análise histórico-social-performática que parte da diáspora africana e do racismo estrutural para contextualizar o surgimento de danças como espaços de afirmação identitária.
O texto detalha as origens do Frevo a partir da capoeira e da marginalização de corpos negros no Recife, e do Vogue como refúgio e palco para a população LGBTQIA+ preta e latina em Nova York.
Foi feita uma discussão a partir desse ponto central para entrelaçar as duas danças, apontando convergências em seus aspectos sociais, históricos e performáticos.
São destacadas interfaces como a origem em populações urbanas e pobres, a competitividade, o improviso como elemento central, a organização em rodas e a forte conexão com uma musicalidade pulsante, interpretadas como um laço ancestral comum.
O estudo, ao apontar tais conexões, ressalta a importância de reconhecer essas danças como manifestações da cultura preta urbana para combater o apagamento histórico e a apropriação.
Por fim, o artigo propõe uma abordagem pedagógica, utilizando metodologias ativas, para explorar essas interfaces em sala de aula, usando a dança como ferramenta política e educativa para debater questões étnico-raciais.
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