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A INFLUÊNCIA DA PANDEMIA DE COVID-19 NO RASTREIO DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

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Introdução: O câncer é caracterizado pelo crescimento desordenado de células, sendo o câncer de colo do útero o segundo mais comum entre as mulheres, relacionado principalmente à infecção pelo Papilomavírus humano (HPV). Por ser uma doença de progressão lenta e silenciosa, o rastreamento precoce através do exame de colpocitologia oncótica é essencial. No entanto, com a pandemia de COVID-19, declarada em 11 de março de 2020 pela Organização Mundial de Saúde, o acesso da população a exames de rotina, incluindo o de colpocitologia oncótica, foi prejudicado. Objetivo: Este estudo tem como objetivo investigar a influência da pandemia de COVID-19 no rastreamento do câncer de colo uterino por meio do exame de colpocitologia oncótica. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo, baseado em dados obtidos do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN), acessíveis pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), referentes ao período de 2019 a 2023. O estudo apresenta os exames de colpocitologia oncótica realizados no município de Fernandópolis, localizado no Noroeste Paulista, com população de 71.186 habitantes, dos quais 36.974 são mulheres, segundo o censo do IBGE de 2022. Os dados foram organizados em Microsoft Excel. Como se trata de dados de domínio público, o estudo não necessitou de aprovação do Comitê de Ética. Resultados e Discussão: O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer recomendam o rastreamento do câncer de colo uterino em mulheres de 24 a 65 anos. Em Fernandópolis, o número de exames realizados dentro dessa faixa etária foi de 3046 em 2019, 1587 em 2020, 1759 em 2021, 3470 em 2022 e 3637 em 2023. Observa-se que a média de exames realizados nos anos fora da pandemia (2019, 2022 e 2023) foi de aproximadamente 3.384. Nos anos de pandemia, 2020 e 2021, o número de exames realizados foi significativamente menor, representando cerca de metade da média dos anos não afetados pela pandemia. Esses dados sugerem uma queda acentuada no número de exames durante a pandemia e um aumento subsequente à medida que as restrições foram suavizadas. Conclusão: A pandemia de COVID-19 teve um impacto significativo na redução do número de exames de colpocitologia oncótica em Fernandópolis, no entanto, após o período pandêmico, houve uma recuperação no número de exames, com um aumento notável, superando até mesmo os níveis anteriores à pandemia.
Title: A INFLUÊNCIA DA PANDEMIA DE COVID-19 NO RASTREIO DO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO
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Introdução: O câncer é caracterizado pelo crescimento desordenado de células, sendo o câncer de colo do útero o segundo mais comum entre as mulheres, relacionado principalmente à infecção pelo Papilomavírus humano (HPV).
Por ser uma doença de progressão lenta e silenciosa, o rastreamento precoce através do exame de colpocitologia oncótica é essencial.
No entanto, com a pandemia de COVID-19, declarada em 11 de março de 2020 pela Organização Mundial de Saúde, o acesso da população a exames de rotina, incluindo o de colpocitologia oncótica, foi prejudicado.
Objetivo: Este estudo tem como objetivo investigar a influência da pandemia de COVID-19 no rastreamento do câncer de colo uterino por meio do exame de colpocitologia oncótica.
Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo, baseado em dados obtidos do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN), acessíveis pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), referentes ao período de 2019 a 2023.
O estudo apresenta os exames de colpocitologia oncótica realizados no município de Fernandópolis, localizado no Noroeste Paulista, com população de 71.
186 habitantes, dos quais 36.
974 são mulheres, segundo o censo do IBGE de 2022.
Os dados foram organizados em Microsoft Excel.
Como se trata de dados de domínio público, o estudo não necessitou de aprovação do Comitê de Ética.
Resultados e Discussão: O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer recomendam o rastreamento do câncer de colo uterino em mulheres de 24 a 65 anos.
Em Fernandópolis, o número de exames realizados dentro dessa faixa etária foi de 3046 em 2019, 1587 em 2020, 1759 em 2021, 3470 em 2022 e 3637 em 2023.
Observa-se que a média de exames realizados nos anos fora da pandemia (2019, 2022 e 2023) foi de aproximadamente 3.
384.
Nos anos de pandemia, 2020 e 2021, o número de exames realizados foi significativamente menor, representando cerca de metade da média dos anos não afetados pela pandemia.
Esses dados sugerem uma queda acentuada no número de exames durante a pandemia e um aumento subsequente à medida que as restrições foram suavizadas.
Conclusão: A pandemia de COVID-19 teve um impacto significativo na redução do número de exames de colpocitologia oncótica em Fernandópolis, no entanto, após o período pandêmico, houve uma recuperação no número de exames, com um aumento notável, superando até mesmo os níveis anteriores à pandemia.

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