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CRUZ NA TRADIÇÃO LITÚRGICA CRISTÃ
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A cruz tem história que atravessa os persas, os romanos, os gregos, os hebreus e chega aos cristãos. Ela passou de instrumento de medo, castigo e morte, para sinal cristão – como bandeira de vitória para aqueles que se mantém em luta pela vida. É possível identificar que essa cruz da qual Jesus carregou sobre os ombros fosse aquela do Tau. Este nome deriva da letra T do alfabeto grego, chamada ‘tau’. É certo que aparecem na iconografia dos primeiros séculos outras formas de cruz como o da âncora, da árvore mantida como antena de um navio que suporta as velas para navegar, da haste de sustentação, dentre outros. Porém, os primeiros cristãos quando reunidos para celebrar nas catacumbas, deixaram impressas nas suas paredes a cruz em forma de Tau. Este tipo de cruz, portanto, traz consigo uma realidade histórica, bíblica, teológica, mas também litúrgica. Nas Sagradas Escrituras, várias passagens do Antigo Testamento fazem referência à cruz. Ela é apresentada como Tau e pontuam sempre o intervento divino na história de salvação. Com mais expressividade, aparece no Novo Testamento, quando se torna, a partir de Cristo, um sinal de prova de amor. Ali a cruz é contemplada como centro de conversão do amor, por isso tem características evidentes da espiritualidade cristã. A história, a bíblia e a Igreja – dentro do contexto dos santos padres e do magistério – trazem consigo a cruz como mistério revelado no momento da paixão e morte de Cristo, mas sobretudo como instrumento de salvação. Ela foi ressignificada quando Cristo foi levantado sobre ela, e a liturgia apresenta este sinal nos espaços celebrativos, nas orações, nos gestos e, sobretudo na espiritualidade; a liturgia atualiza o sacrifício de Cristo e celebra sua vitória sobre a morte de cruz, que segundo a tradição se deu sobre a cruz de Tau. Contudo, a cruz é um símbolo comum: é a cruz que preside a celebração; que precede a procissão e convida a assembleia a se reunir; está presente nas casas de família; os bispos a carregam sobre o peito e o papa a tem como báculo; a cruz é usada como ornamento levada no pescoço; os vários sinais de cruz feitos sobre pessoas e coisas: antes de comer, ao dormir e levantar, ao início e fim da Missa, etc. Na cruz se resume todo mistério de Cristo. A cruz ilumina o caminho, vence o mal, apresenta Deus, é imagem concreta do amor, dá esperança, assegura a vitória de Cristo, é profissão de fé, é sinal de pertença a Deus, faz sentir-nos salvos por Cristo. Porque o cristianismo celebra Cristo morto e ressuscitado, a cruz é o arquétipo eminente da ação salvífica de Deus e o modelo da resposta do homem.
Title: CRUZ NA TRADIÇÃO LITÚRGICA CRISTÃ
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A cruz tem história que atravessa os persas, os romanos, os gregos, os hebreus e chega aos cristãos.
Ela passou de instrumento de medo, castigo e morte, para sinal cristão – como bandeira de vitória para aqueles que se mantém em luta pela vida.
É possível identificar que essa cruz da qual Jesus carregou sobre os ombros fosse aquela do Tau.
Este nome deriva da letra T do alfabeto grego, chamada ‘tau’.
É certo que aparecem na iconografia dos primeiros séculos outras formas de cruz como o da âncora, da árvore mantida como antena de um navio que suporta as velas para navegar, da haste de sustentação, dentre outros.
Porém, os primeiros cristãos quando reunidos para celebrar nas catacumbas, deixaram impressas nas suas paredes a cruz em forma de Tau.
Este tipo de cruz, portanto, traz consigo uma realidade histórica, bíblica, teológica, mas também litúrgica.
Nas Sagradas Escrituras, várias passagens do Antigo Testamento fazem referência à cruz.
Ela é apresentada como Tau e pontuam sempre o intervento divino na história de salvação.
Com mais expressividade, aparece no Novo Testamento, quando se torna, a partir de Cristo, um sinal de prova de amor.
Ali a cruz é contemplada como centro de conversão do amor, por isso tem características evidentes da espiritualidade cristã.
A história, a bíblia e a Igreja – dentro do contexto dos santos padres e do magistério – trazem consigo a cruz como mistério revelado no momento da paixão e morte de Cristo, mas sobretudo como instrumento de salvação.
Ela foi ressignificada quando Cristo foi levantado sobre ela, e a liturgia apresenta este sinal nos espaços celebrativos, nas orações, nos gestos e, sobretudo na espiritualidade; a liturgia atualiza o sacrifício de Cristo e celebra sua vitória sobre a morte de cruz, que segundo a tradição se deu sobre a cruz de Tau.
Contudo, a cruz é um símbolo comum: é a cruz que preside a celebração; que precede a procissão e convida a assembleia a se reunir; está presente nas casas de família; os bispos a carregam sobre o peito e o papa a tem como báculo; a cruz é usada como ornamento levada no pescoço; os vários sinais de cruz feitos sobre pessoas e coisas: antes de comer, ao dormir e levantar, ao início e fim da Missa, etc.
Na cruz se resume todo mistério de Cristo.
A cruz ilumina o caminho, vence o mal, apresenta Deus, é imagem concreta do amor, dá esperança, assegura a vitória de Cristo, é profissão de fé, é sinal de pertença a Deus, faz sentir-nos salvos por Cristo.
Porque o cristianismo celebra Cristo morto e ressuscitado, a cruz é o arquétipo eminente da ação salvífica de Deus e o modelo da resposta do homem.
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