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Alternativa para correção de Prótese Total Removível com registro intermaxilar inadequado

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Introdução: Para pacientes desdentados totais, o uso de prótese total removível (PTR) é ainda a opção de tratamento mais utilizada para reestabelecer a oclusão, estética, fonética, proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente reabilitado (Taylor et al, 2020). Devido à ausência de dentes, a confecção das PTRs torna-se um desafio em algumas situações clínicas, como naqueles casos que o paciente não utiliza próteses ou apresenta distúrbios da motricidade oral. Nesses casos, há maior dificuldade em obter um registro intermaxilar correto tanto no plano vertical (Dimensão vertical, DV) quanto no plano horizontal (Relação Cêntrica, RC), o qual é indispensável para que PTR tenha uma oclusão ideal (Souza et al, 2022). Oclusão ideal é aquela que permite a realização de todas as funções fisiológicas próprias do Sistema Estomatognático, preservando a saúde de suas estruturas constituintes (Rodrigues et al, 2010). Portanto, esse trabalho tem como objetivo relatar um caso clínico sobre uma técnica alternativa para correção do registro intermaxilar de PTRs, após sua instalação, por meio do reposicionamento do arco dental das próteses seguido de novo processamento laboratorial. Relato de caso: Paciente compareceu ao Hospital Odontológico da Universidade Federal de Uberlândia queixando-se de desconforto e dor ao utilizar as PTRs confeccionadas recentemente. No exame clínico extraoral observou-se que a estética das PTRs estava satisfatória, porém a Dimensão Vertical de Oclusão (DVO) estava aumentada. No exame clínico intraoral, foi verificada ausência de um ponto de fechamento mandibular único, consequência do registro incorreto da posição de RC. Logo, verificou-se a necessidade da correção das relações intermaxilares, para restabelecimento das posições de DVO e RC. Para isso, como a posição e disposição dos dentes artificiais estava satisfatória, os arcos dentais das PTRs foram separados cuidadosamente da base da prótese utilizando um disco de carborundum (Dhpro, Paranagua, PR) e os excessos de resina removidos com broca para acabamento do tipo maxicut (Dhpro, Paranagua, PR). Em seguida, os arcos dentais foram reposicionados com auxílio de cera utilidade (Asfer, São Caetano do Sul, SP) sobre a base das próteses seguindo o alinhamento da crista do rebordo, especialmente na região posterior. Posteriormente, a DVO foi determinada com o auxílio do método métrico e o registro em RC foi realizado nessa posição utilizando os métodos de retrusão fisiológica da língua associada ao fechamento guiado da mandíbula. A DVO obtida foi verificada pelos métodos estético e fonético, nos quais observou-se uma harmonia entre os terços da face, selamento labial passivo e correto espaço de pronúncia. Quanto a avaliação do registro da RC, foi verificada a reprodutibilidade do ponto de fechamento mandibular. Após a obtenção do registro intermaxilar adequado, foi realizada a ceroplastia das PTRs com cera rosa 7 (Asfer, São Caetano do Sul, SP). Posteriormente, foi realizado o reembasamento das próteses com elastômero regular (Impregum, 3M-ESPE, Sumaré, SP) utilizando as suas bases como moldeiras individuais a fim de realizar nova moldagem funcional e permitir a substituição da base da prótese, mantendo-se os dentes artificiais. Nesse caso, foi utilizada a moldagem funcional com a técnica da boca fechada para que os registros intermaxilares obtidos não fossem alterados. Após o processamento das bases das próteses (inclusão, caracterização, prensagem, acrilização, desinclusão, acabamento e polimento), essas foram instaladas. Resultados: Verificou-se que a técnica utilizada nesse caso clínico possibilitou a obtenção de PTRs com adequada relação maxilomandibular o que refletiu na satisfação do paciente com o tratamento. Conclusão: Deste modo, ficou evidente que obtenção da correta relação maxilomandibular durante a confecção de PTRs é fundamental para o sucesso desse tratamento. Todavia, próteses com falhas no registro intermaxilar são passíveis de ser corrigidas utilizando a técnica descrita nesse caso clínico sem que haja necessidade de confeccionar novas próteses.
Title: Alternativa para correção de Prótese Total Removível com registro intermaxilar inadequado
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Introdução: Para pacientes desdentados totais, o uso de prótese total removível (PTR) é ainda a opção de tratamento mais utilizada para reestabelecer a oclusão, estética, fonética, proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente reabilitado (Taylor et al, 2020).
Devido à ausência de dentes, a confecção das PTRs torna-se um desafio em algumas situações clínicas, como naqueles casos que o paciente não utiliza próteses ou apresenta distúrbios da motricidade oral.
Nesses casos, há maior dificuldade em obter um registro intermaxilar correto tanto no plano vertical (Dimensão vertical, DV) quanto no plano horizontal (Relação Cêntrica, RC), o qual é indispensável para que PTR tenha uma oclusão ideal (Souza et al, 2022).
Oclusão ideal é aquela que permite a realização de todas as funções fisiológicas próprias do Sistema Estomatognático, preservando a saúde de suas estruturas constituintes (Rodrigues et al, 2010).
Portanto, esse trabalho tem como objetivo relatar um caso clínico sobre uma técnica alternativa para correção do registro intermaxilar de PTRs, após sua instalação, por meio do reposicionamento do arco dental das próteses seguido de novo processamento laboratorial.
Relato de caso: Paciente compareceu ao Hospital Odontológico da Universidade Federal de Uberlândia queixando-se de desconforto e dor ao utilizar as PTRs confeccionadas recentemente.
No exame clínico extraoral observou-se que a estética das PTRs estava satisfatória, porém a Dimensão Vertical de Oclusão (DVO) estava aumentada.
No exame clínico intraoral, foi verificada ausência de um ponto de fechamento mandibular único, consequência do registro incorreto da posição de RC.
Logo, verificou-se a necessidade da correção das relações intermaxilares, para restabelecimento das posições de DVO e RC.
Para isso, como a posição e disposição dos dentes artificiais estava satisfatória, os arcos dentais das PTRs foram separados cuidadosamente da base da prótese utilizando um disco de carborundum (Dhpro, Paranagua, PR) e os excessos de resina removidos com broca para acabamento do tipo maxicut (Dhpro, Paranagua, PR).
Em seguida, os arcos dentais foram reposicionados com auxílio de cera utilidade (Asfer, São Caetano do Sul, SP) sobre a base das próteses seguindo o alinhamento da crista do rebordo, especialmente na região posterior.
Posteriormente, a DVO foi determinada com o auxílio do método métrico e o registro em RC foi realizado nessa posição utilizando os métodos de retrusão fisiológica da língua associada ao fechamento guiado da mandíbula.
A DVO obtida foi verificada pelos métodos estético e fonético, nos quais observou-se uma harmonia entre os terços da face, selamento labial passivo e correto espaço de pronúncia.
Quanto a avaliação do registro da RC, foi verificada a reprodutibilidade do ponto de fechamento mandibular.
Após a obtenção do registro intermaxilar adequado, foi realizada a ceroplastia das PTRs com cera rosa 7 (Asfer, São Caetano do Sul, SP).
Posteriormente, foi realizado o reembasamento das próteses com elastômero regular (Impregum, 3M-ESPE, Sumaré, SP) utilizando as suas bases como moldeiras individuais a fim de realizar nova moldagem funcional e permitir a substituição da base da prótese, mantendo-se os dentes artificiais.
Nesse caso, foi utilizada a moldagem funcional com a técnica da boca fechada para que os registros intermaxilares obtidos não fossem alterados.
Após o processamento das bases das próteses (inclusão, caracterização, prensagem, acrilização, desinclusão, acabamento e polimento), essas foram instaladas.
Resultados: Verificou-se que a técnica utilizada nesse caso clínico possibilitou a obtenção de PTRs com adequada relação maxilomandibular o que refletiu na satisfação do paciente com o tratamento.
Conclusão: Deste modo, ficou evidente que obtenção da correta relação maxilomandibular durante a confecção de PTRs é fundamental para o sucesso desse tratamento.
Todavia, próteses com falhas no registro intermaxilar são passíveis de ser corrigidas utilizando a técnica descrita nesse caso clínico sem que haja necessidade de confeccionar novas próteses.

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