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Língua e romance na globalização
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Este ensaio aborda questões linguísticas e culturais associadas à globalização, à língua e ao gênero romance, a fi m de demonstrar que esse gênero literário pode expressar as tensões da globalização. A principal base teórica é o pensamento de Mikhail Bakhtin. No que diz respeito a linguagem este trabalho inicia-se chamando a atenção para a discrepância entre o pensamento linguístico do círculo de Bakhtin e a Linguística Estrutural de Ferdinand de Saussure, enfatizando que os estudos linguísticos baseados no enunciado permitem uma ligação adequada entre o sistema linguístico e a vida social. O ensaio explica a distinção, por Bakhtin, entre forças centrípetas e centrífugas da linguagem e sua relação com a globalização. Ele também explica o conceito do romance de Bakhtin, destacando a relação do gênero como pluralidade dialógica dos discursos, a fim de demonstrar a adequação do romance para representar o mundo globalizado. Teorias da globalização são confrontadas e os problemas relacionados com a globalização são expostos. Seguindo o pensamento de Milton Santos, este ensaio refl ete sobre a possibilidade de uma outra globalização, não só expansiva, mas também integrativa. Ao comentar a situação cultural de certos escritores e as suas tentativas de expressá-la, este ensaio combina pensamento de Bakhtin com as teorias da globalização, a fim de apontar possíveis respostas do romance contemporâneo.
Title: Língua e romance na globalização
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Este ensaio aborda questões linguísticas e culturais associadas à globalização, à língua e ao gênero romance, a fi m de demonstrar que esse gênero literário pode expressar as tensões da globalização.
A principal base teórica é o pensamento de Mikhail Bakhtin.
No que diz respeito a linguagem este trabalho inicia-se chamando a atenção para a discrepância entre o pensamento linguístico do círculo de Bakhtin e a Linguística Estrutural de Ferdinand de Saussure, enfatizando que os estudos linguísticos baseados no enunciado permitem uma ligação adequada entre o sistema linguístico e a vida social.
O ensaio explica a distinção, por Bakhtin, entre forças centrípetas e centrífugas da linguagem e sua relação com a globalização.
Ele também explica o conceito do romance de Bakhtin, destacando a relação do gênero como pluralidade dialógica dos discursos, a fim de demonstrar a adequação do romance para representar o mundo globalizado.
Teorias da globalização são confrontadas e os problemas relacionados com a globalização são expostos.
Seguindo o pensamento de Milton Santos, este ensaio refl ete sobre a possibilidade de uma outra globalização, não só expansiva, mas também integrativa.
Ao comentar a situação cultural de certos escritores e as suas tentativas de expressá-la, este ensaio combina pensamento de Bakhtin com as teorias da globalização, a fim de apontar possíveis respostas do romance contemporâneo.
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