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Avaliação da condição de saúde bucal em idosos do Município de Diamantina - MG
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Introdução: O processo de envelhecimento populacional é uma realidade presente na maioria dos países e merece destaque no Brasil, pois tanto a sociedade, quanto o sistema de saúde brasileiros não estão preparados para atender às demandas desse grupo populacional. Aliado a isso, deve-se destacar que os índices de qualidade de saúde bucal dos idosos brasileiros são precários, uma vez que esses indivíduos encontram diversos fatores preponderantes para tal situação, como a perda dos dentes, dificuldade de acesso aos serviços, práticas clínicas pouco conservadores, aliadas à dieta rica em açúcares, fumo e escassa educação em saúde. Ademais, vale ressaltar o fato de que uma má qualidade de saúde bucal pode estar associada a outros problemas gerais de saúde, como doenças crônicas, câncer, doenças respiratórias, cardiovasculares e gastrintestinais. Portanto, todos esses fatores unidos, são cruciais no desenvolvimento de uma sociedade idosa com acumulados problemas de saúde bucal e sistêmicos, que resultam em uma baixa qualidade de vida. Objetivo: Diante da importância de compreender melhor as condições de saúde bucal da população idosa e identificar os fatores que podem estar afetando sua qualidade de vida, o objetivo do estudo consistiu em realizar uma análise da condição de saúde bucal de idosos cadastrados nas Estratégias de Saúde da Família da cidade de Diamantina, MG. Metodologia: Tratou-se de um estudo transversal, que contou com a participação de idosos residentes na área urbana de Diamantina, MG, selecionados por conveniência entre os cadastrados nas Equipes de Saúde da Família (ESFs). Os dados foram obtidos através de aplicação de questionários semi-estruturados e do exame bucal realizado por pesquisadores previamente treinados e calibrados [com índices Kappa inter e intra examinadores de 0,86 e 0,79, respectivamente]. A pesquisa seguiu os aspectos éticos preconizados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, sendo aprovada sob parecer nº 09227219.6.0000.5108, além de contar com a autorização da Prefeitura do Município. Os pesquisadores visitaram as residências dos idosos, acompanhados dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Foi realizado o exame clínico da cavidade bucal dos idosos, sob luz natural, com o examinador sentado à frente do idoso e seguindo preceitos de biossegurança. As estruturas bucais foram limpas e secas com gaze e avaliadas, além disso foi avaliada a condição das próteses bem como uso e necessidade. Após o exame, os participantes receberam educação em saúde para o autocuidado bucal. Os dados foram registrados pelo anotador e posteriormente tabulados e analisados no software SPSS, utilizando-se análise descritiva. Resultados: A amostra de conveniência foi composta por 115 idosos entre 60 a 101 anos, com média de idade 72,18 anos (IC 95% 70,58-73,77), dos quais 77,6% eram do sexo feminino (n=90). Apenas 2 (1,7%) dos idosos possuíam dentição completa e 81 (69,8%) eram edêntulos totais. Quanto à prótese, a maioria dos participantes reportou utilizar algum tipo de prótese em seus maxilares (n=83, 71,6%). Em relação à higienização da boca ou das próteses a maioria indicou realizar sua limpeza sozinhos (n=104, 89,7%), com frequência de três vezes ao dia (n=66, 56,9%), 11 (9,5%) indicaram utilizar o fio dental diariamente e 17 (14,7%) faziam uso de algum tipo de colutório. No que concerne ao tempo de utilização da prótese atual, 44 idosos (37,9%) relataram ter realizado a instalação ou substituição há mais de 20 anos e 5 (4,3%), a menos de 1 ano. Quanto à última exodontia realizada, a maioria reportou ter sido a mais de 20 anos (n=65, 56%). Apenas 5 (4,3%) participantes frequentaram o dentista de sua UBS de referência e 27,6% dos idosos evidenciaram que sua UBS não possui odontólogo (n=32, 27,6%). Conclusão: Mediante os resultados obtidos, evidencia-se que a saúde bucal dos idosos é deficitária e enfrenta grandes desafios, como as altas taxas de edentulismo, ausência de cirurgiões-dentistas nas equipes de saúde da família nas UBSs e falta de ações eficazes de educação em saúde. Sob essa ótica, observa-se a necessidade de direcionamento e ampliação de políticas públicas que visem proporcionar qualidade de vida, autonomia e democratizar o acesso dessa parcela populacional aos serviços de saúde odontológicos.
Conselho Regional De Odontologia De Minas Gerais
Title: Avaliação da condição de saúde bucal em idosos do Município de Diamantina - MG
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Introdução: O processo de envelhecimento populacional é uma realidade presente na maioria dos países e merece destaque no Brasil, pois tanto a sociedade, quanto o sistema de saúde brasileiros não estão preparados para atender às demandas desse grupo populacional.
Aliado a isso, deve-se destacar que os índices de qualidade de saúde bucal dos idosos brasileiros são precários, uma vez que esses indivíduos encontram diversos fatores preponderantes para tal situação, como a perda dos dentes, dificuldade de acesso aos serviços, práticas clínicas pouco conservadores, aliadas à dieta rica em açúcares, fumo e escassa educação em saúde.
Ademais, vale ressaltar o fato de que uma má qualidade de saúde bucal pode estar associada a outros problemas gerais de saúde, como doenças crônicas, câncer, doenças respiratórias, cardiovasculares e gastrintestinais.
Portanto, todos esses fatores unidos, são cruciais no desenvolvimento de uma sociedade idosa com acumulados problemas de saúde bucal e sistêmicos, que resultam em uma baixa qualidade de vida.
Objetivo: Diante da importância de compreender melhor as condições de saúde bucal da população idosa e identificar os fatores que podem estar afetando sua qualidade de vida, o objetivo do estudo consistiu em realizar uma análise da condição de saúde bucal de idosos cadastrados nas Estratégias de Saúde da Família da cidade de Diamantina, MG.
Metodologia: Tratou-se de um estudo transversal, que contou com a participação de idosos residentes na área urbana de Diamantina, MG, selecionados por conveniência entre os cadastrados nas Equipes de Saúde da Família (ESFs).
Os dados foram obtidos através de aplicação de questionários semi-estruturados e do exame bucal realizado por pesquisadores previamente treinados e calibrados [com índices Kappa inter e intra examinadores de 0,86 e 0,79, respectivamente].
A pesquisa seguiu os aspectos éticos preconizados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, sendo aprovada sob parecer nº 09227219.
6.
0000.
5108, além de contar com a autorização da Prefeitura do Município.
Os pesquisadores visitaram as residências dos idosos, acompanhados dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS).
Foi realizado o exame clínico da cavidade bucal dos idosos, sob luz natural, com o examinador sentado à frente do idoso e seguindo preceitos de biossegurança.
As estruturas bucais foram limpas e secas com gaze e avaliadas, além disso foi avaliada a condição das próteses bem como uso e necessidade.
Após o exame, os participantes receberam educação em saúde para o autocuidado bucal.
Os dados foram registrados pelo anotador e posteriormente tabulados e analisados no software SPSS, utilizando-se análise descritiva.
Resultados: A amostra de conveniência foi composta por 115 idosos entre 60 a 101 anos, com média de idade 72,18 anos (IC 95% 70,58-73,77), dos quais 77,6% eram do sexo feminino (n=90).
Apenas 2 (1,7%) dos idosos possuíam dentição completa e 81 (69,8%) eram edêntulos totais.
Quanto à prótese, a maioria dos participantes reportou utilizar algum tipo de prótese em seus maxilares (n=83, 71,6%).
Em relação à higienização da boca ou das próteses a maioria indicou realizar sua limpeza sozinhos (n=104, 89,7%), com frequência de três vezes ao dia (n=66, 56,9%), 11 (9,5%) indicaram utilizar o fio dental diariamente e 17 (14,7%) faziam uso de algum tipo de colutório.
No que concerne ao tempo de utilização da prótese atual, 44 idosos (37,9%) relataram ter realizado a instalação ou substituição há mais de 20 anos e 5 (4,3%), a menos de 1 ano.
Quanto à última exodontia realizada, a maioria reportou ter sido a mais de 20 anos (n=65, 56%).
Apenas 5 (4,3%) participantes frequentaram o dentista de sua UBS de referência e 27,6% dos idosos evidenciaram que sua UBS não possui odontólogo (n=32, 27,6%).
Conclusão: Mediante os resultados obtidos, evidencia-se que a saúde bucal dos idosos é deficitária e enfrenta grandes desafios, como as altas taxas de edentulismo, ausência de cirurgiões-dentistas nas equipes de saúde da família nas UBSs e falta de ações eficazes de educação em saúde.
Sob essa ótica, observa-se a necessidade de direcionamento e ampliação de políticas públicas que visem proporcionar qualidade de vida, autonomia e democratizar o acesso dessa parcela populacional aos serviços de saúde odontológicos.
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