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Quais as características dos gpcs internacionais para o tratamento de doenças crônicas não transmissíveis?
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Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis são consideradas um grande problema de saúde global e têm acarretado um elevado número de mortes prematuras, danos na qualidade de vida, incapacidade e perdas econômicas para a sociedade em geral. Os guias de prática clínica (GPC), quando elaborados seguindo critérios de qualidade, são instrumentos valiosos para nortear as práticas assistenciais e melhorar o tratamento dessas doenças. Objetivo Descrever as características dos GPC internacionais de alta qualidade utilizados na atenção primária para o tratamento farmacológico de doenças crônicas não transmissíveis mais prevalentes. Método Realizou-se uma busca sistemática no Medline, Embase e Cochrane e em 12 bases específicas de GPC para a obtenção de documentos que contêm recomendações para o tratamento farmacológico de adultos, publicados em inglês, português e versões atualizadas. Excluíram-se aqueles publicados antes de 2011, destinados para uso exclusivo local ou hospitais e em populações específicas. Os GPC foram selecionados por dois avaliadores, de forma independente, discrepâncias foram resolvidas por meio de consenso. Para a avaliação da qualidade metodológica dos GPC utilizou-se o instrumento Appraisal of Guidelines for Research and Evaluation II (AGREE II), aplicado por três avaliadores independentes. Diferenças de dois pontos ou mais em cada item do AGREE II foram resolvidas por meio de consenso entre os avaliadores. Consideraram-se GPC de alta qualidade aqueles que obtiveram nota maior ou igual a 60% no domínio 3 do AGREE II, que corresponde ao rigor do desenvolvimento. Resultados Foram avaliados 178 GPC selecionados, 60 (34%) apresentaram alta qualidade: asma (7), doenças cardiovasculares (10), demência (7), depressão (10), doença pulmonar obstrutiva crônica (7), doença do refluxo gastresofágico (4), hipertensão arterial (4), osteoartrite (5) e osteoporose(6). Dos 60 GPC de alta qualidade, 52 foram financiados: 12 apresentaram o governo como financiador, 11 sociedades médicas, 3 foram financiados pela indústria e 2 por entidades governamentais associadas com fundos internacionais. Em relação à origem dos GPC, 38% (23/60) foram desenvolvidos na América do Norte, 30% (18/60) na Europa e 10% (6/60) na América do Sul. Além disso, 63% (38/60) dos GPC considerados de alta qualidade foram publicados nos últimos três anos, 95% (57/60) utilizaram como método para o seu desenvolvimento a Revisão Sistemática e 63% (38/60) empregaram o sistema GRADE para a classificação das evidências. Conclusão A minoria dos GPC analisados possuíam alta qualidade, sendo, principalmente financiados por sociedades médicas ou governamentais. A maioria dos GPC de alta qualidade foi publicada nos últimos três anos na Europa ou América do Norte e utilizou métodos sistemáticos para busca de evidências e classificação das recomendações.
Jornal de Assistencia Farmaceutica e Farmacoeconomia
Title: Quais as características dos gpcs internacionais para o tratamento de doenças crônicas não transmissíveis?
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Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis são consideradas um grande problema de saúde global e têm acarretado um elevado número de mortes prematuras, danos na qualidade de vida, incapacidade e perdas econômicas para a sociedade em geral.
Os guias de prática clínica (GPC), quando elaborados seguindo critérios de qualidade, são instrumentos valiosos para nortear as práticas assistenciais e melhorar o tratamento dessas doenças.
Objetivo Descrever as características dos GPC internacionais de alta qualidade utilizados na atenção primária para o tratamento farmacológico de doenças crônicas não transmissíveis mais prevalentes.
Método Realizou-se uma busca sistemática no Medline, Embase e Cochrane e em 12 bases específicas de GPC para a obtenção de documentos que contêm recomendações para o tratamento farmacológico de adultos, publicados em inglês, português e versões atualizadas.
Excluíram-se aqueles publicados antes de 2011, destinados para uso exclusivo local ou hospitais e em populações específicas.
Os GPC foram selecionados por dois avaliadores, de forma independente, discrepâncias foram resolvidas por meio de consenso.
Para a avaliação da qualidade metodológica dos GPC utilizou-se o instrumento Appraisal of Guidelines for Research and Evaluation II (AGREE II), aplicado por três avaliadores independentes.
Diferenças de dois pontos ou mais em cada item do AGREE II foram resolvidas por meio de consenso entre os avaliadores.
Consideraram-se GPC de alta qualidade aqueles que obtiveram nota maior ou igual a 60% no domínio 3 do AGREE II, que corresponde ao rigor do desenvolvimento.
Resultados Foram avaliados 178 GPC selecionados, 60 (34%) apresentaram alta qualidade: asma (7), doenças cardiovasculares (10), demência (7), depressão (10), doença pulmonar obstrutiva crônica (7), doença do refluxo gastresofágico (4), hipertensão arterial (4), osteoartrite (5) e osteoporose(6).
Dos 60 GPC de alta qualidade, 52 foram financiados: 12 apresentaram o governo como financiador, 11 sociedades médicas, 3 foram financiados pela indústria e 2 por entidades governamentais associadas com fundos internacionais.
Em relação à origem dos GPC, 38% (23/60) foram desenvolvidos na América do Norte, 30% (18/60) na Europa e 10% (6/60) na América do Sul.
Além disso, 63% (38/60) dos GPC considerados de alta qualidade foram publicados nos últimos três anos, 95% (57/60) utilizaram como método para o seu desenvolvimento a Revisão Sistemática e 63% (38/60) empregaram o sistema GRADE para a classificação das evidências.
Conclusão A minoria dos GPC analisados possuíam alta qualidade, sendo, principalmente financiados por sociedades médicas ou governamentais.
A maioria dos GPC de alta qualidade foi publicada nos últimos três anos na Europa ou América do Norte e utilizou métodos sistemáticos para busca de evidências e classificação das recomendações.
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