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Análise da recusa familiar de doação de pele para transplante
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Introdução: No Brasil, a disponibilidade de pele é limitada, de difícil obtenção e preocupantemente, a demanda ainda é superior à oferta. Muitos fatores explicam esse fenômeno. Desse modo, este estudo visa analisar a recusa familiar de doação de pele para transplante em uma Organização de Procura de Órgãos. Método: Estudo transversal, quantitativo de caráter exploratório, retrospectivo desenvolvido em uma Organização de Procura de Órgãos do Município de São Paulo, analisando os Termos de Autorização de Órgãos e Tecidos firmados por familiares entre janeiro de 2001 a dezembro de 2020. As variáveis do estudo relacionadas a recusa de pele são: ano, idade do doador, sexo, causa do óbito, tipo da instituição hospitalar e recusas de doações de pele. Os dados foram coletados e tabulados em planilha Excel para posterior análise estatística descritiva e inferencial. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, conforme parecer no 4.443.700. Resultados: Dentre os dados analisados de 2.447 doadores de algum órgão ou tecido, 1.355 (55,37%) recusaram a doação de pele. O sexo e a faixa etária foram associados a recusa de pele (p=0,002 e p<0,001 respectivamente). A maioria dos indivíduos que recusaram foi do sexo masculino (55,94%) e com a faixa etária de 41 a 59 anos (41,48%). O ano com o maior percentual de recusas foi 2008, em contrapartida, os anos de 2014 e 2020 registraram queda expressiva nas taxas. No período de 2001 a 2009, a tendência temporal do percentual de recusas de doação de pele foi decrescente na faixa de idade de zero a 11 anos, bem como na faixa etária de 12 a 19 anos. Já a faixa etária de maior ou igual a 60 anos e de 20 a 40 anos apresentou tendência crescente nesse mesmo período.||A tendência foi estacionária para os demais períodos e variáveis Entre 2001 e 2020, os indivíduos do sexo masculino tem 34% menos chances de possuírem sua doação de pele recusada quando comparadas às pessoas do sexo feminino. No mesmo intervalo, os indivíduos na faixa etária de 41 a 59 anos apresentaram 47% menores chances de possuir sua doação de pele recusada. Conclusões: É perceptível a necessidade de medidas que visem atenuar o alto número de recusas familiares associados à doação de pele. A construção de um perfil predominante de recusas pode configurar uma solução a curto prazo para esse impasse. É imperativo aprofundar pesquisas na área e verificar dados como o do presente trabalho a fim de subsidiar ações e estratégias para efetivar um maior número de doações de pele e reduzir as recusas
Universidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais
Title: Análise da recusa familiar de doação de pele para transplante
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Introdução: No Brasil, a disponibilidade de pele é limitada, de difícil obtenção e preocupantemente, a demanda ainda é superior à oferta.
Muitos fatores explicam esse fenômeno.
Desse modo, este estudo visa analisar a recusa familiar de doação de pele para transplante em uma Organização de Procura de Órgãos.
Método: Estudo transversal, quantitativo de caráter exploratório, retrospectivo desenvolvido em uma Organização de Procura de Órgãos do Município de São Paulo, analisando os Termos de Autorização de Órgãos e Tecidos firmados por familiares entre janeiro de 2001 a dezembro de 2020.
As variáveis do estudo relacionadas a recusa de pele são: ano, idade do doador, sexo, causa do óbito, tipo da instituição hospitalar e recusas de doações de pele.
Os dados foram coletados e tabulados em planilha Excel para posterior análise estatística descritiva e inferencial.
O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, conforme parecer no 4.
443.
700.
Resultados: Dentre os dados analisados de 2.
447 doadores de algum órgão ou tecido, 1.
355 (55,37%) recusaram a doação de pele.
O sexo e a faixa etária foram associados a recusa de pele (p=0,002 e p<0,001 respectivamente).
A maioria dos indivíduos que recusaram foi do sexo masculino (55,94%) e com a faixa etária de 41 a 59 anos (41,48%).
O ano com o maior percentual de recusas foi 2008, em contrapartida, os anos de 2014 e 2020 registraram queda expressiva nas taxas.
No período de 2001 a 2009, a tendência temporal do percentual de recusas de doação de pele foi decrescente na faixa de idade de zero a 11 anos, bem como na faixa etária de 12 a 19 anos.
Já a faixa etária de maior ou igual a 60 anos e de 20 a 40 anos apresentou tendência crescente nesse mesmo período.
||A tendência foi estacionária para os demais períodos e variáveis Entre 2001 e 2020, os indivíduos do sexo masculino tem 34% menos chances de possuírem sua doação de pele recusada quando comparadas às pessoas do sexo feminino.
No mesmo intervalo, os indivíduos na faixa etária de 41 a 59 anos apresentaram 47% menores chances de possuir sua doação de pele recusada.
Conclusões: É perceptível a necessidade de medidas que visem atenuar o alto número de recusas familiares associados à doação de pele.
A construção de um perfil predominante de recusas pode configurar uma solução a curto prazo para esse impasse.
É imperativo aprofundar pesquisas na área e verificar dados como o do presente trabalho a fim de subsidiar ações e estratégias para efetivar um maior número de doações de pele e reduzir as recusas.
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