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NUTRIÇÃO ENTERAL ARTESANAL: COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL, QUALIDADE MICROBIOLÓGICA, ESTABILIDADE, ADMINISTRAÇÃO E CUSTO
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Nutrição enteral (NE) são alimentos industrializados, aptos para uso por sondas ou por via oral. As formulações de NE feitas industrialmente apresentam vantagens, porém seu custo representa uma desvantagem para indivíduos com terapia nutricional enteral no domicílio. Há a NE não industrializada, conhecida como artesanal, a qual é formulada a partir de alimentos in natura associados ou não a produtos alimentícios. Nesse cenário surge o questionamento: vale a pena substituir a NE industrializada pela artesanal no ambiente domiciliar? Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar a composição nutricional, a qualidade nutricional e microbiológica, a estabilidade, as possibilidades de administração e o custo de uma NE artesanal. A NE artesanal alvo desse estudo foi desenvolvida por uma equipe de nutricionistas. Dessa NE artesanal foram realizadas análises físico-químicas e determinação da qualidade microbiológica. Foi também calculado seu custo diário e testada sua estabilidade por meio de inspeção visual e verificada as possibilidades de sua administração pelo método gravitacional. As análises físico-químicas e da composição nutricional apontaram que essa NE artesanal, segundo a resolução vigente, caracteriza-se por ser de densidade energética baixa, hiperproteica, normolipídica, sem adição de sacarose, sem fibra e hipossódica. Ainda com base nessa resolução, ela é fonte de ferro, cloreto, magnésio, manganês, zinco e vitaminas D, B1, B3 (Niacina) e B6, além de possuir alto teor de potássio, fósforo e vitamina E. Os minerais sódio, cálcio e cobre, assim como as vitaminas A e B2 não atingiram os limites mínimos estabelecidos para uma fórmula padrão de NE. Ao ser comparada com a composição nutricional média de quatro fórmulas padrão de NE industrializadas foi verificado que essa NE artesanal apresenta, de modo significativo, menor densidade energética, de macronutrientes e de minerais e vitaminas, com exceção apenas para o potássio (p=0,3642) e vitamina E (p=0,2127). Essa, quando preparada pelos pesquisadores, apresentou adequada qualidade microbiológica, com ausência de desenvolvimento de microrganismos patogênicos. No teste de viscosidade, foi verificada a impossibilidade de sua administração pelo método gravitacional, sendo possível apenas sua administração por bolus usando uma seringa de 50 mL conectada a uma sonda de 8 French. A verificação da estabilidade dessa NE artesanal indicou manutenção da mistura de forma homogênea no período quatro horas de inspeção visual. O custo da NE artesanal em estudo foi de R$ 4,24 (US$ 1,00) o litro, 75% inferior à média de quatro fórmulas padrão de NE industrializadas normocalóricas e normoproteicas, sendo duas na forma de pó e duas líquidas. Os resultados desse estudo sugerem que propostas de NE artesanal sejam criterisamente avaliadas antes de serem utilizadas nas orientações nutricionais, bem como aponta a necessidade de formulação de nova receita de NE artesanal que possa ser utillizada quando se fizer necessário.
Title: NUTRIÇÃO ENTERAL ARTESANAL: COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL, QUALIDADE MICROBIOLÓGICA, ESTABILIDADE, ADMINISTRAÇÃO E CUSTO
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Nutrição enteral (NE) são alimentos industrializados, aptos para uso por sondas ou por via oral.
As formulações de NE feitas industrialmente apresentam vantagens, porém seu custo representa uma desvantagem para indivíduos com terapia nutricional enteral no domicílio.
Há a NE não industrializada, conhecida como artesanal, a qual é formulada a partir de alimentos in natura associados ou não a produtos alimentícios.
Nesse cenário surge o questionamento: vale a pena substituir a NE industrializada pela artesanal no ambiente domiciliar? Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar a composição nutricional, a qualidade nutricional e microbiológica, a estabilidade, as possibilidades de administração e o custo de uma NE artesanal.
A NE artesanal alvo desse estudo foi desenvolvida por uma equipe de nutricionistas.
Dessa NE artesanal foram realizadas análises físico-químicas e determinação da qualidade microbiológica.
Foi também calculado seu custo diário e testada sua estabilidade por meio de inspeção visual e verificada as possibilidades de sua administração pelo método gravitacional.
As análises físico-químicas e da composição nutricional apontaram que essa NE artesanal, segundo a resolução vigente, caracteriza-se por ser de densidade energética baixa, hiperproteica, normolipídica, sem adição de sacarose, sem fibra e hipossódica.
Ainda com base nessa resolução, ela é fonte de ferro, cloreto, magnésio, manganês, zinco e vitaminas D, B1, B3 (Niacina) e B6, além de possuir alto teor de potássio, fósforo e vitamina E.
Os minerais sódio, cálcio e cobre, assim como as vitaminas A e B2 não atingiram os limites mínimos estabelecidos para uma fórmula padrão de NE.
Ao ser comparada com a composição nutricional média de quatro fórmulas padrão de NE industrializadas foi verificado que essa NE artesanal apresenta, de modo significativo, menor densidade energética, de macronutrientes e de minerais e vitaminas, com exceção apenas para o potássio (p=0,3642) e vitamina E (p=0,2127).
Essa, quando preparada pelos pesquisadores, apresentou adequada qualidade microbiológica, com ausência de desenvolvimento de microrganismos patogênicos.
No teste de viscosidade, foi verificada a impossibilidade de sua administração pelo método gravitacional, sendo possível apenas sua administração por bolus usando uma seringa de 50 mL conectada a uma sonda de 8 French.
A verificação da estabilidade dessa NE artesanal indicou manutenção da mistura de forma homogênea no período quatro horas de inspeção visual.
O custo da NE artesanal em estudo foi de R$ 4,24 (US$ 1,00) o litro, 75% inferior à média de quatro fórmulas padrão de NE industrializadas normocalóricas e normoproteicas, sendo duas na forma de pó e duas líquidas.
Os resultados desse estudo sugerem que propostas de NE artesanal sejam criterisamente avaliadas antes de serem utilizadas nas orientações nutricionais, bem como aponta a necessidade de formulação de nova receita de NE artesanal que possa ser utillizada quando se fizer necessário.
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