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Olisipo (Lisboa), o grande porto da fachada atlântica. Economia e comércio

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Apesar de usualmente considerada como a mais importante cidade da Lusitania - depois da capital provincial Augusta Emerita - e como o principal porto marítimo de toda a fachada atlântica peninsular, observa-se ainda um panorama generalizado de carência de estudos que evidenciem o destacado papel desempenhado por Olisipo na economia e nas relações comerciais da mais ocidental das províncias romanas. Cronologicamente balizado entre a República e o Principado, este trabalho procura precisamente colmatar essa lacuna que actualmente se verifica na investigação sobre a cidade da foz do Tejo, alicerçando-se, para tal, no estudo das ânforas. Este tipo de contentor, destinado ao transporte de géneros alimentares por via marítima, constitui-se como um elemento privilegiado para o estudo da economia e das relações comerciais interprovinciais na Antiguidade, permitindo entrever as principais tendências e padrões de importação e de consumo nos antigos centros urbanos. O conjunto de dados obtidos a partir da análise das ânforas de Lisboa revela a existência de uma vasta rede de ligações comerciais com as mais diversas áreas do Mediterrâneo ao longo de toda a diacronia considerada, reveladora de uma cidade cosmopolita, com um desempenho activo e central nos complexos intercâmbios comerciais do ocidente peninsular com o restante Império. Estes resultados sublinham o protagonismo de Olisipo e do seu porto enquanto importante entreposto comercial da costa atlântica durante o período romano, papel que lhe é desde há muito reconhecido, permitindo delinear de forma mais aproximada como e com que ritmos se modelou a história económica de Olisipo.
UNIARQ/FL-UL
Title: Olisipo (Lisboa), o grande porto da fachada atlântica. Economia e comércio
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Apesar de usualmente considerada como a mais importante cidade da Lusitania - depois da capital provincial Augusta Emerita - e como o principal porto marítimo de toda a fachada atlântica peninsular, observa-se ainda um panorama generalizado de carência de estudos que evidenciem o destacado papel desempenhado por Olisipo na economia e nas relações comerciais da mais ocidental das províncias romanas.
Cronologicamente balizado entre a República e o Principado, este trabalho procura precisamente colmatar essa lacuna que actualmente se verifica na investigação sobre a cidade da foz do Tejo, alicerçando-se, para tal, no estudo das ânforas.
Este tipo de contentor, destinado ao transporte de géneros alimentares por via marítima, constitui-se como um elemento privilegiado para o estudo da economia e das relações comerciais interprovinciais na Antiguidade, permitindo entrever as principais tendências e padrões de importação e de consumo nos antigos centros urbanos.
O conjunto de dados obtidos a partir da análise das ânforas de Lisboa revela a existência de uma vasta rede de ligações comerciais com as mais diversas áreas do Mediterrâneo ao longo de toda a diacronia considerada, reveladora de uma cidade cosmopolita, com um desempenho activo e central nos complexos intercâmbios comerciais do ocidente peninsular com o restante Império.
Estes resultados sublinham o protagonismo de Olisipo e do seu porto enquanto importante entreposto comercial da costa atlântica durante o período romano, papel que lhe é desde há muito reconhecido, permitindo delinear de forma mais aproximada como e com que ritmos se modelou a história económica de Olisipo.

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